Comentários dos leitores Wannabe e Alexis
Wannabe:
Nassif e colegas do blog,
Hoje, quando coloquei meus comentários acerca da possibilidade de acabarmos com o poder legislativo e implantarmos uma Democracia Direta, percebi o quanto as pessoas estão insatisfeitas com o atual sistema mas não querem mudá-lo. Isso se chama comodismo. Reclamar dos políticos e querer manter tudo como está é fácil. Difícil é pensar na real necessidade de um parlamento. O que ele fez por nós nos últimos anos? Quantas leis foram aprovadas/rejeitadas com o descontentamento da população?
….Em uma Democracia Direta, entende-se que ninguém representará melhor você do que você mesmo. Por que devemos delegar a alguém o nosso poder de decisão? Nem entro na questão do voto obrigatório, pois o simples fato de EXISTIR o voto e você PERDER o seu poder de escolha já é inaceitável. O que impedia uma Democracia Direta eram questões práticas, quando não havia internet, smartphones etc. Mas, e hoje? É óbvio que nem todos têm acesso à Internet, mas e se pensarmos em um horizonte de 10, 20 ou 30 anos? O que será melhor para o futuro? Mantermos esse sistema que claramente NÃO FUNCIONA? Ou arriscarmos e tentarmos uma solução mais democrática?
Alguns pontos a esclarecer: o que eu defendo é o fim do poder LEGISLATIVO, e não o Judiciário ou o Executivo. Eu não defendo anarquia, não sou comunista nem direitista. Todas as prerrogativas dos demais poderes seriam mantidas (inclusive o controle de constitucionalidade no Supremo, de modo a evitar que leis que violem os direitos humanos/individuais sejam aprovadas). Também não acredito que o financiamento público, voto distrital ou qualquer outra solução já sugerida vá melhorar. O problema é o fato de termos REPRESENTANTES e não o POVO diretamente legislando.
É claro que, antes de tudo, deveríamos testar essa nova democracia em âmbito reduzido, como nos municípios, e gradualmente implantarmos nos diversos entes da Federação e, por último, na União. Tudo isso é possível com a tecnologia e os recursos que temos. E é mais barato implantar e manter um grande servidor para manter os fóruns sempre funcionando do que pagarmos parlamentares com essas verbas milionárias e – pasmem! – que eles mesmos reajustam ano a ano!
Em suma, é isso que defendo. O que vocês acham?
Alexis:
Que tal em forma gradativa?
Por exemplo:
Suprimir o senado, que é a rigor a perpetuação da plutocracia desde dos tempos de Roma e hoje é o espaço de controle do poder econômico sobre o poder popular da cãmara de deputados.
Suprimir as assembleias legislativas de todos os estados, deixando estados mais executivos e fiscalizados por uma grande controladoria federal.
Menos instâncias judiciais
Continuar a democracia com a câmara de deputados e as câmaras de vereadores de cidades maiores.
rogerio araujo
19 de outubro de 2016 1:52 amQual o tamanho da aristocracia legislativa no Brasil?
5000 munícipios x 10 vereadores cada – 50000
50 mil vereadores x 10 aspones cada – 500 mil
512 deputados x 20 aspones cada – 10240
50 dep estaduais x 27 estados – 1350
20 aspones x 1350 dep estaduais – 27000
90 senadorex x 20 aspones cada – 1800
Numa conta por baixo temos o tamanho da aristocracia política no Brasil – 600 mil pessoas apenas para fazer figuração e onde tiverem oportunidade meter a carteirada para levar algo para si em nome do tal poder legislativo.
Qual lei nova pode surgir em um município ou estado que já não tenha sido formulada?
Quais leis mais podem surgir destes cérebros tão privilegiados? Quantos destes lá têm curso de contador para dizerem que sua função seria fiscalizar gastos do executivo? Melhor seria controlar todas as despesas por um sistema informatizado como o SAP
Tudo é uma farsa e somos educados a engoli-la desde sempre sobre falsos argumentos de representatividade.
Trata-se de um esquema hereditário e que começou com D Joao VI quando veio para cá com seu exército de aspones e que já aqui não tendo dinheiro para manter toda essa galera, deu títulos que serviam como licença para meter a mão em nome do rei… O nosso legislativo é isso, apenas uma licença para roubar.
Nano
15 de março de 2018 7:56 pmDemocracia Direta e Legislativo
Concordo com a linha de raciocínio da matéria, sobretudo com o intuito de atingir a orígem das mazelas…Somos milhões: muitos tem ideias e teorias diferentes e o resto já desistiu. todos são ‘impotentes chorões’ pedindo pela consciência dos políticos de forma genérica e nada muda. Sabemos que o poder está em fazer as regras junto com o poder de punir quem não as cumpre. Simples assim. A repetição histórica de grupos debatendo-se para impor regras sobre outros, produzem efeitos que não nos iludem e nem satisfazem mais.
Seguindo o sugestão da matéria, que tal votarmos as leis diretamente?
É constitucional: veja parágrafo único do art 1º.
– Temos internet em todo território, tecnologia segura, assinatura digital (qualquer instuição financeira domina o assunto)…
Proposta: Criar um sistema para propositura e votação direta das leis.
O sistema pode ser administrado e fiscalizado por várias instituições independentes.
Todos poderiam cadastrar qualquer proposta ( curta e objetiva).
Todos podem votar no ‘ ranking’ de propostas(com limitação de quantidade de votos).
O lesgilativo continua existindo com suas funções, exceto o voto.
Os partidos podem continuar existindo.
Para os temas mais ‘ranqueados’ / maior interesse:
Prazo para qualquer um, instituição, especialistas, legislativo… cadastrar questões de ordem ou inconstucionalidade. Estas seriam anexadas e votadas na sequência da lei proposta.
Dado um prazo para debates, campanhas..chega o momento da votação que poderia ser pela internet, cel…e seções do TSE.
O voto será sempre sim/não – concordo/discordo – favor/contra…
A decisão será sempre por maioria. Pode ser por maioria dos eleitores ou por maioria dos votantes (interessados).
O assunto poderá voltar à pauta se estiver ‘ranqueado’ (for do interesse da maioria).
Efeitos nas esferas Municipais, Estaduais e Federal.
Os executivos podem ser nomeados e destituídos a quaquer momento pelo ‘ranking’ / voto…
Só!
PS – Imagine as mudanças!!!