Mais um vez, o desempenho do agronegócio vai sustentar a balança comercial brasileira neste ano. Projeções da RC Consultores mostram que o saldo comercial obtido com produtos agropecuários deve atingir neste ano US$ 67,9 bilhões, com exportações de US$ 78,5 bilhões e importações de US$ 10,6 bilhões.
O saldo comercial do agronegócio, segundo a consultoria, deve crescer 21,3% em relação ao de 2010. “Sem a contribuição do agronegócio, a balança comercial do País teria um déficit de US$ 40 bilhões em 2011”, observa o sócio da consultoria e economista responsável pelas projeções, Fabio Silveira. Nesse setor, ele destaca o desempenho do produtos que integram o complexo soja, carnes, café e açúcar.
Para 2011, Silveira calcula que o saldo balança comercial total do País atinja US$ 28 bilhões, com um acréscimo de US$ 7,7 bilhões em relação a 2010. O bom desempenho das exportações previsto para o agronegócio é sustentado pelos estoques ajustados dos produtos agrícolas no mercado internacional. “Não há escassez exagerada nem grandes sobras de produtos”, observa o economista.
Glauber Silveira, presidente da Associação do Produtores de Soja (Aprosoja), diz que a tendência para os próximos meses é que a demanda supere a oferta de soja. “Os estoques mundiais do grão estão apertados e há dúvidas sobre o desempenho da safra dos Estados Unidos, que foi afetada pelas enchentes na época do plantio.”
Além disso, o presidente da Aprosoja ressalta que a China ampliou as compras do grão em 4%. “A China vai importar 60 milhões toneladas de soja na safra 2011/2012. É o equivalente ao volume produzido pelo Brasil numa safra”, diz ele.
Na análise de Silveira, da RC Consultores, além dos fatores estruturais de mercado que dão firmeza às cotações das commodities, ele destaca o grande volume de dinheiro em circulação no mundo, especialmente após o socorro dado à Grécia, Portugal e Espanha para a reestruturação de dívidas. Com mais recursos no mercado, o economista acredita que uma parcela do dinheiro migre para aplicações em fundos de commodities, alimentando ainda mais os preços.
Fonte: O Estadão de São Paulo
Autora: Márcia De Chiara
Comentátio
Devemos criminalizar os proprietários rurais, na sua grande maioria pessoas sérias honestas e trabalhadoras. Eles devem ser jogados no mesmo saco dos desmatadores ilegais?
O Agronegócio brasileiro traz grandes benefícios ao nosso país.
O equilíbrio ambiental é o insumo primeiro na agricultura. É tão vital quanto transporte urbano, energia elétrica, segurança, etc., para aqueles que moram nas cidades.
Sem equilíbrio ambiental o agronegócio não sobrevive e nem sobreviverão os cidadãos.
Para os agricultores o equilíbrio ambiental é a primeira prioridade. Ele a família os funcionários bebem aquela água e vivem daquela produção. Para eles é a salvaguarda da sobrevivência, muito mais que para os cidadãos.
O foco dos ambientalistas deveria se voltar para a indústria do petróleo que é responsável por mais de 90% da poluição do nosso país e do nosso planeta. Vamos parar de discutir o pequeno varejo. As queimadas da Amazônia representaram apenas 1,8% da poluição brasileira. Não devemos ser a favor das queimadas, mas daí a culpá-las por tudo e lutar contra elas com tanta veemência, nos esquecendo dos poluidores maiores me parece ser um engano.
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