Não deu para colocar o título todo como queria, mas porque as atividades relacionadas, correlatas ou complementares ao sistema de resíduos e saneamento estão impregnadas de corrupção?
Observem a quantidade de escândalos de micro, pequeno, médio e grande porte (Ver o Caso Delta) que envolvem as atividades que dão suporte ao sistema na qual corrupção é a palavra que une o sistema público e político ao privado?
Aonde se encontra o gargalo nas parte ou no todo? Nas normas legais, no sistema político, no sistema fiscalizatório, na ausência de mecanismos de participação popular ou na ética em sí integrando este arranjo complexo como um sistema potencialemente corruptível?
Gostaria que a Operação Monte Carlo se desdobrasse na Operação Montanha de norte a sul do país e verificasse ponto a ponto as empresas que prestam serviços em situações de emergência. Antônio Callado falou em indústria da seca, somemos a ela a indústria das enchentes, dos deslizamentos, do lixo enfim a industria dos eventos climáticos extremos que nos assolam todo ano e atingem quase a totalidade do territorio nacional sazonalmente e a industria da atividade oculta, que se esconde atrás da palavra “construtora”, “serviços ambientais” e que lucra, e muito, com o lixo diário do padrão de consumo e na falta de educação que resulta no lixo diário nas ruas, rios e encostas.
Li agora no jornal local que a Camara Municipal de Petrópolis está sendo investigada. Caso de corrupção na licitação de serviço de higienização da própria câmara. O mecanismo é o mesmo que se vê vertical, horizontal e transversalmente nestes sistema: empresa doa dinheirinho para a campanha e ganha licitação. É de amargar a boca, o coração e acizentar o resto da semana.
Polícia encontra indícios de novo escândalo na Câmara Municipal
O esquema de empréstimo ilegal que estaria sendo imposto a funcionários da Câmara Municipal pode ter levado a Delegacia Fazendária a identificar irregularidades em duas licitações milionárias vencidas pela empresa Elfe Solução e Serviços, que presta serviços de limpeza, conservação e higienização da Casa. Ela é ligada à Hope Recursos Humanos e à Hope Vig, ambas dirigidas por Wilson da Costa Ritto Filho, o Júnior. Juntas, as empresas seriam os principais doadores de recursos para as duas campanhas do vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu, com um montante superior a R$ 320 mil.
Os valores foram divulgados nas prestações de contas das campanhas em que Dudu concorreu ao cargo de vereador, em 2008, e a deputado federal, em 2010. A maioria das doações está em nome da Hope Recursos Humanos, mas as irregularidades só foram percebidas quando a Delegacia Fazendária recebeu a denúncia e passou a investigar os empréstimos. Na análise das doações, os inspetores teriam percebido que a maioria havia sido feita por empresas pertencentes ao mesmo grupo daquelas que venceram a primeira licitação, no fim de 2010. (…)
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