Comentário no post “A discussão sobre o financiamento de campanhas no Brasil“
A reforma política é a mãe de todas as reformas. Uma excrescência que poderia e deveria terminar é, ou são, as comissões partidárias provisórias. Somente esta singela medida traria uma lufada de ar fresco e eliminaria 80% dos coronéis que se mantém de norte a sul e de leste a oeste fincando apaniguados nas direções partidárias durante 01, 05, 10, 20 anos ou mais. O prazo máximo para a existência de comissões provisórias deveria ser de 01 ou 02 anos…
Posteriormente, deveríamos acabar com as coligações partidárias para as eleições proporcionais. Essa é outra estultice que serve de moeda de troca para interesses excusos entre partidos de diferentes matizes ideológicas.
Por fim, penso que o financiamento público exclusivo de campanhas seria a medida ideal, mas isso somente pode ser implementado se implantarmos também o voto em lista partidária. Manter o sistema atual de voto uninominal e implantar financiamento público não adianta nada! O voto em lista é fundamental para desenvolver e aperfeiçoar a democracia brasileira, sem falar que seria de muito mais fácil fiscalização pelo TREs e pelo TSE. Na eleição deste ano de 2012, teremos mais de 70.000 candidatos a cargos majoritários e proporcionais. Cada uma dessas candidaturas constitui um comitê financeiro próprio e independente, ou seja, é impossível haver fiscalização dos órgãos competentes sobre a movimentação financeira de mais de 70.000 comitês!! Não seria muito mais fácil fiscalizar as falcatruas se ao invés de fiscalizar 70.000 candidaturas, os TREs e o TSE fiscalizassem a contabilidade de 27 partidos? Óbviamente que sim!! Ainda mais sabendo que o repasse do financiamento público seria feito pelo próprio TSE!
Temos de acabar com a pseudo democracia atual movida a dinheiro. Pois bem, mãos à obra!
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