Gente, voltei para conversarmos um pouquinho mais sobre Jornalismo Wando, essa tendência inexorável que vem revolucionando pacificamente o jornalismo e diversos outros segmentos da sociedade. E hoje, novamente, é dia de post-homenagem.
Fui informado a respeito de um editorial escrito, na íntegra, com base nas normas da Escola Wando de Jornalismo. Eu, confesso, me emocionei bastante, gente. Como todos sabem, a imprensa escrita é rigorosíssima em seus Editoriais, prezando sempre pela formalidade e sisudez. Aí eu pergunto: por que isso, gente? Só porque é considerado espaço porta-voz do patrão, tem que necessariamente ser formal e sério? O JB provou que não e escreveu um Editorial em forma de carta de amor. Minha emoção veio da certeza de que o JW vem se consolidando definitivamente no jornalismo.
Analisarei e farei algumas pontuações necessárias. Confira:
“Exemplo de funcionário público”
O título é ótimo, mas achei que eles iriam anunciar o funcionário público do mês do JB. Ficou confuso. E essa é a primeira e única ressalva que farei nesse verdadeiro case de JW.
“Como se não bastasse, Paes tem se mostrado um desbravador, com a realização de grandes obras, sem preferência por região e nem porempresas.”
“Como se não bastasse” a Copa, as Olimpíadas e outros feitos faraônicos de Edu, o JB ainda nos mostra todas as qualidades que o próximo prefeito do Rio deve ter. Me deu vontade de transferir meu título para a Cidade Maravilhosa só pra votar nele.
Bom, gente, esse parágrafo dispensa comentários. Trabalhador, honesto, cristão, digno – tudo o que a gente sonha para o próximo prefeito da nossa cidade. Dá até vontade de pegar Edu no colo, fazer cafuné e agradecê-lo por existir.
“Na segunda-feira, três dias antes do feriado de Quinta-Feira Santa, podendo esticar sua estada na Europa com sua família, no caso, sua esposa – fundamentalmente, em Paris, refúgio dos grandes ditadores africanos, que usufruem do dinheiro apropriado de seus pobres descendentes – Paes já estava no Rio, em seu gabinete, reunido com seu secretariado, dando exemplo de como deve ser um funcionário público, principalmente, quando vocacionado, quem sabe, para dirigir o país.”
Nossa, gente. Esse último parágrafo é de emocionar qualquer um, até mesmo aquele jornalista investigativo mais azedo. JB nos mostra um Edu tão magnífico que o Rio fica pequeno para ele. E é assim que o JB finaliza o seu editorial: alçando Edu à condição de melhor futuro candidato da República que esse país já teve, tem e terá.
Para fechar com chave de caramelo só faltou clamar apaixonadamente: “Não vá ainda, Edu. Fique mais 4 anos no Rio antes de virar o maior presidente da República da história desse país.”

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