Por Donizetti SP
Segue matéria publicada na Folha em setembro de 2004, durante a campanha eleitoral, na qual Serra afirma que somente não cumpriria os 4 anos do mandato de prefeito da capital se ” Deus lhe tirasse a vida”, ” se uma desgraça o envolvesse “, além de no mesmo debate, assinar o compromisso formal de não abandonar a prefeitura caso fosse eleito.
Serra diz que só deixaria prefeitura em 2006 se morresse
FABIANA FUTEMA
CAIO JUNQUEIRA
da Folha Online
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou hoje durante sabatina da Folha que não deixará o cargo, se eleito, em 2006 para concorrer ao governo do Estado ou à Presidência da República.
“Só se Deus me tirar a vida. Só saio se houver uma desgraça que me envolva”, disse ele, ao responder uma pergunta sobre a possibilidade de deixar o cargo para seu candidato a vice, o deputado Gilberto Kassab (PFL).
O tucano assinou uma declaração –apresentada pelo colunista da Folha Gilberto Dimenstein e que será registrada em cartório– de que cumprirá, caso eleito, os quatro anos do mandato de prefeito e não deixará o cargo para concorrer a governador do Estado ou à Presidência da República em 2006.
Ele negou que esconda da biografia de Kassab o fato de ter sido secretário do ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000). Serra também negou irregularidades com o patrimônio de Kassab, que é investigado pelo Ministério Público.
“O Kassab apresentou elementos.Outros também tiveram aumento de patrimônio. O importante [para o aumento de patrmônio] é ter explicação. O problema é se foi de forma ilegal.”
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