
Jornal GGN – A construção civil brasileira registrou queda de -0,99% no nível de emprego em março, em relação a fevereiro, com o fechamento de 28,5 mil postos de trabalho, considerando os fatores sazonais. Desconsiderando efeitos sazonais, o número de vagas fechadas em março foi de 43,1 mil (-1,48%). Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, houve o corte de 55,4 mil postos de trabalho. Em 12 meses, já foram demitidos 473,8 mil trabalhadores.
Historicamente, o emprego na indústria da construção cresce no primeiro trimestre, em função das novas obras a serem iniciadas. Mas este é o segundo ano seguido em que o emprego no setor cai no primeiro trimestre, como resultado da crise”, diz o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, em nota. Segundo ele, “no momento em que os investidores voltarem a ter confiança na economia brasileira, a indústria da construção terá potencial de se recuperar rapidamente e voltar a gerar um elevado volume de emprego”.
Por segmento, obras de instalação teve a maior retração (-2,27%) em março na comparação com fevereiro, seguido por imobiliário (-1,41%). No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o segmento imobiliário apresenta a maior queda (-17,87%).
A deterioração do mercado de trabalho afeta todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram observados no Norte (-1,20%), e no Nordeste (-1,04%). Em São Paulo, o emprego registrou queda de -1,01% em relação a fevereiro, considerando efeitos sazonais, com redução de 7.737 mil vagas. Na capital, que responde por 45% do total de empregos no setor, a queda rm amrço em relação ao mês anterior foi de 0,54% (-1.862). Em 12 meses, São Paulo registrou retração de 11,87%.
Desconsiderando a sazonalidade, o declínio no período foi de -1,64% (-12,6 mil vagas). O estoque de trabalhadores sofreu retração de 769 mil em fevereiro para 741 mil em março. No período, o segmento de obras de instalação respondeu pelo pior desempenho (-2,44%), acompanhado por obras de acabamento (-1,20%) e imobiliário (-1,19%).
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