4 de junho de 2026

O movimento do parto humanizado natural

Bom programa para sábado de manhã: visita a uma sala de parto em Campo Limpo, a Monte Azul, unidades criadas para estimular o parto natural, com um grupo de voluntários defensores do parto humanizado.

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Há voluntários da IBM, do mercado financeiro, do Hospital Albert Einstein, pediatras, procuradores, uma mescla muito interessante.

Escrevo enquanto ouço as apresentações

A primeira casa de parto de São Paulo foi a Casa Angela, iniciada por uma parteira alemã,  Gehrke, atendendo às mulheres da comunidade. Ao longo de 13 anos, ajudou a nascer 2 mil crianças da região. Hoje, a casa atende às mulheres que nasceram de parto natural.

A parteira alemã morreu em 2001.

A partir daí nasceu o início da portaria que, no âmbito do SUS, estimulada pelo grande David Capistrano. E o movimento foi crescendo.

Em 2004 projeto de uma casa de parto com característica comunitária mas, ao mesmo tempo, inseria na rede de saúde local.

A primeira ideia desta casa era projeto com Secretaria Municipal de Saúde, Hospital de Campo Limpo e Programa de Saúde da Família, que estava nascendo.

Primeiro projeto entregue, na gestão Gonzalo Veccina, Secretário da Saúde.

Monte Azul iria captar recursos internacionais para criar infraestrutura e Secretaria com recursos para manutenção da casa. Acordo no início de 2005.

Começaram campanha para captação de recursos internacionais e montaram uma bela estrutura. Mas, enquanto isto, política do município mudou em relação às casa de parto. Quando casa pronta para ser legalizado, a Secretaria da Saúde não cumpriu o acordo. Ficou a estrutura mas sem verbas de manutenção.

Desenvolvendo várias estratégias para sair dessa situação.

A demanda são de mulheres da comunidade da Favela Monte Azul e favelas vizinhas. De baixa renda, usuárias do SUS, em busca de um acolhimento mais diferenciado, mais ainda do que a busca do parto natural.

Mas há mulheres de outros bairros que ligam para ter direito a um parto do modo como querem. Então a casa iniciou campanha para estimular o parto natural humanizado para mulheres de todas as classes sociais.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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