Nano Arte: Imagens que os olhos não podem ver. Parece que você está olhando para um programa de visualização de músicas do Windows 95, mas estes redemoinhos coloridos em 3D fazem parte de uma nova disciplina de arte muito mais séria apoiada na interseção entre arte, ciência e tecnologia.
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Cris Orfescu é um nanoartista destacado. Seu processo começa em um laboratório, onde as nanoestruturas (esculturas criadas a nível molecular) são criadas usando reações químicas. Um microscópio eletrônico de varredura capta essas imagens e, em seguida, Orfescu colore e manipula digitalmente as imagens monocromáticas dos elétrons usando a técnica desenvolvida por ele próprio, chamada “Digital Faux”. Como o faux tradicional, o Digital Faux sobrepõe cores translúcidas para criar a percepção de volume, profundidade e forma. Depois disso, ele imprime seu trabalho na tela para nós usando tintas de arquivamento.
Finja que eu não sei nada sobre nanotecnologia nem arte (eu não sei nada sobre nenhum dos dois, então acho que isso não deve ser muito difícil)… Do que se tratam esses dois temas?
Nas últimas duas décadas, a capacidade de medir e manipular a matéria em escala atômica e molecular levou à descoberta de novos materiais e fenômenos. A nanotecnologia lida com a síntese, manipulação e caracterização da matéria a níveis abaixo de 100 nanômetros (1 nanômetro = 1 bilionésimo de um metro, aproximadamente 80 mil vezes menor que o diâmetro do fio de cabelo). A arte é muito mais difícil de definir.
Como você se envolveu com isso?
Eu sou um artista autodidata e também um cientista que trabalha com microscópios de elétrons há mais de 25 anos em áreas de alta tecnologia, incluindo a nanotecnologia.
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O que você espera alcançar com a nanoarte?
Minha arte é um reflexo do movimento tecnológico. Eu considero a Nanoarte como uma maneira mais atraente e eficiente de se comunicar com o público em geral e conscientizá-lo sobre a nanotecnologia e seu impacto em nossas vidas. O desenvolvimento e a aplicação responsáveis da nanotecnologia significarão processos mais limpos de produção, materiais de construção mais fortes e mais leves, computadores menores e mais rápidos, e formas mais poderosas para detectar e tratar doenças.
Qual é o seu uso favorito de nanotecnologia atualmente em uso?
Meu uso favorito é a área de nanomateriais, para a qual eu realmente direciono meus esforços de pesquisa neste momento. Os nanomateriais possuem propriedades que ultrapassam as propriedades do material real. Por exemplo, eles poderiam ser centenas de vezes mais rígidos do que um diamante, que é o material mais rígido que conhecemos atualmente. Isto está diretamente relacionado às suas pequenas dimensões.
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Quem é seu artista favorito e por quê?
Leonardo da Vinci. Ele era um grande artista e cientista, e a mente mais avançada do seu tempo.
Onde você gostaria de ver a nanotecnologia ser utilizada no futuro?
Na área de saúde. Você consegue imaginar se livrar de todos os efeitos colaterais de um medicamento? Você consegue imaginar um medicamento que atua somente nas células doentes, sem afetar todo o resto? Desta forma, podemos tratar o câncer, por exemplo, de maneira muito mais eficiente e sem os efeitos colaterais da quimioterapia.
Algo mais a acrescentar?
A Nanoarte poderia estar para o século 21 como a fotografia estava para o século 20. Vivemos em uma sociedade tecnológica, em um período de Nova Renascença, e não há motivo para que as artes estejam afastadas da tecnologia. A Nanoarte é a expressão da nova revolução tecnológica e reflete a transição da ciência para a arte por meio da tecnologia.
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