4 de junho de 2026

Ao vivo: Câmara inicia análise de impeachment

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – A votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff começou, nesta sexta-feita (15), na Câmara dos Deputados. “O Relatório não sobrevive a uma simples leitura”, disse o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, em defesa. Nos 25 minutos de direito de defesa, Cardozo ressaltou que o impeachment seria uma “ruptura institucional” e e uma “violência à democracia”, afirmando que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, abriu o processo de impeachment por “chantagem” ao fato de o governo que não ter concedido votos para barrar o processo de cassação contra o peemedebista no Conselho de Ética. 
 
Acompanhe, ao vivo:
 
https://www.youtube.com/watch?v=YPFQuh4YUe8 width:700 height:394
 
Cardozo afirmou que o próprio Miguel Reale Júnior, na defesa da denúncia de impeachment, disse que o ato de Cunha “foi chantagem explícita”. “Esse processo teve início em um ato viciado, um ato nulo, um ato do presidente da Casa, em retaliação ao fato de o PT ter negado votos contra a abertura ao seu processo de cassação pelo Conselho de Ética. Essa retaliação viciou esse ato”, acusou.
 
“A decisão foi tomada a partir de uma ameaça clara, se trata do uso de uma competência legal, viciada, ofensiva. É nula a abertura desse impeachment, houve uma violência a lei! Ameaça e retaliação não são fatores decisórios para afastar um presidente da República”, disse, ainda, Cardozo.
 
O advogado-geral da União retomou os argumentos de defesa de Dilma, de que não há crime de responsabilidade nas chamadas “pedaladas fiscais” e que a prática era considerada legal. Disse que, a partir da decisão do TCU (Tribunal de Contas da União), o governo não praticou mais atraso de pagamento de contrato. “Onde existe isso? Aplicação de sanção retroativa? Não há má fé da presidente da República em hipótese nenhuma! Atraso de pagamento de contrato não é empréstimo, o que a lei veta é a operação de crédito”, afirmou, em tom inflamado.
 
José Eduardo Cardozo defendeu que o governo fez o maior contingenciamento da história do país em 2015, criticou as chamadas “pautas-bomba” e disse que “aqueles que querem o impeachment fizeram com que a crise econômica se agravasse”. “Não existe fato imputável de afastar os 55 milhões de votos que a elegeram. (…) Cedo ou tarde, isso será cobrado pela história”, completou.
 
Durante a fala, o advogado-geral da União comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quinta-feira (14), sobre as liminares requeridas pelo governo de adiar a sessão que decidirá o afastamento de Dilma e alterar a ordem de votação dos deputados.
 
Cardozo ressaltou que, embora os ministros do Supremo não tenham acatada a liminar do governo, acabaram confirmando a tese da defesa da presidente Dilma Rousseff de que o processo em questão refere-se apenas às chamadas “pedaladas fiscais”.  “Acolheram a tese da defesa quando registraram que a denúncia que está julgada nesse momento diz respeito apenas àquilo que está sendo recebido pelo presidente Eduardo Cunha. Outros fatos que não sejam o episódio da abertura dos créditos adicionais, nem as chamadas pedaladas fiscais de 2015 não estão sendo considerados”, disse.
 
Com isso, a AGU solicitou que a delimitação do objeto da denúncia seja respeitada pela decisão dos parlamentares, durante a votação que ocorre neste domingo (17), às 14h. O discurso de Cardozo foi concluído antes das 10h da sessão desta manhã. O restante da sessão de hoje e deste sábado (16) será destinado ao tempo de discurso para os deputados exporem defesas contra e pró-impeachment, antes da votação de domingo. 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. alexis

    15 de abril de 2016 5:18 pm

    Pura emoção!

    Chorei com o discurso da Benedita (PT – RJ). Não há palavras.

    1. Serjão

      16 de abril de 2016 3:02 am

      De arrepiar

      O Brasil não pode voltar atrás. Que os traidores do povo brasileiro tenham plena consciência das suas atitudes e opções. 

  2. Cafezá

    15 de abril de 2016 6:56 pm

         A partir de hoje até o

         A partir de hoje até o final da votação, muitos pensamentos passam pelas nossas cabeças. Acredito que as pessoas bem informadas sobre esse fatídico episódio nacional estão apreensivas com os acontecimentos posteriores à votação, principalmente se o golpe ser consumado. E fico me perguntando sobre como estão as cabeças dos deputados federais, que decidirão o futuro da nossa democracia. A maior parte deles não está nem um pouco preocupada.

         Dentre eles, aqueles sobre os quais pesa o crime de corrupção não veem a hora da votação terminar, contentes que estão com a possibilidade de se verem livres de ações judiciais. Vai ser uma festa, Morô!? Não irão sequer ter de devolver o dinheiro surrupiado aos cofres públicos. É isso o que promete Cunha. E Cunha, por sua vez, aguarda ansiosamente o fim de todas as denúncias de corrupção contra ele e sua família. Estão de mãos dadas, prontos para relaxarem suas mentes criminosas.      Sobre esses, não há nada a ser dito. São por causa deles que o país se encontra nesse terrível dilema.

        Todavia, também há diversos deputados federais que não correm os riscos sobre os quais mencionei acima. Muitos indecisos estão sendo achacados por Cunha ou seus comparsas. Há uma guerra psicológica capitaneada por Cunha contra estes. Afinal, são estes que decidirão o resultado final. Se forem votarem NÃO ao impeachment, estarão de mão dadas com a Democracia, pois todos sabem que Dilma não cometeu crime de responsabilidade. No entanto, se votarem SIM, estarão mancomunados com os golpistas corruptos.

        Percebem a cerco armado? Para escaparem dele se faz necessário que não entrem no jogo psicológico sujo de Cunha. Até porque, se Cunha sair perdedor não haverá como cumprir a promessa de prejudicar aqueles aos quais persegue. E, mesmo que saia vencedor, ninguém garante que conseguirá prejudicar as vítimas de suas investidas, porque se trata de uma pressão psicológica em que não há nada materialmente consubstanciado em suas mãos para prejudicá-los. É como num jogo de futebol em que o batedor do pênalti recebe pressão psicológica de alguns  jogadores adversários para errar a cobrança. Portanto, os que estão indecisos NÃO devem ficar preocupados com a pressão psicológica de Cunha.

        O que devem pensar os indecisos:

    – Que passarão para História como aqueles que conseguiram barrar o golpe.

    – Que salvarão a Democracia e o voto vencedor de 54 milhões de brasileiros.

    – Passarão, sem dúvida, a serem considerados verdadeiros heróis, homens honrados diante de suas famílias e de seus eleitores, pois não resta a menor dúvida de que logo o povo irá compreender a jogada suja por trás dos golpistas.

    – Conseguirão barrar o fascismo no Brasil. Um regime autoritário e que persegue a todos que não aceitam seus planos.

    – Serão lembrados para sempre e entrarão para os anais da História. Sua prole terá orgulho deles.

    – Vencerão facilmente as eleições a que se candidatarem daqui em diante.

     

     

     

     

     

     

     

     

Recomendados para você

Recomendados