Há quase duas décadas que se iniciou um movimento em prol da qualidade no serviço público. Desde então, muitas iniciativas e estudos têm sido direcionados ao desenvolvimento das práticas de gestão de organizações públicas brasileiras. Contudo, essas ações sempre se concentraram na promoção da eficácia e da efetividade, deixando uma certa lacuna na elevação dos padrões de eficiência da gestão; ou seja, saber a qual custo está sendo promovida tal qualidade e alcançados os resultados almejados.
Nesse sentido, a temática em pleno crescimento da atualidade, em termos de gestão pública, tem sido a qualidade do gasto público. Como estão sendo aplicados os recursos administrados pelo Poder Público em nosso país? E qual a relação do amplo conhecimento das informações correlatas com a busca pela excelência da gestão pública brasileira?
Em meio à onda de premiações e destaques por boas práticas de gestão e bons projetos institucionais no setor público, começamos a nos questionar: pode ser considerada “exemplar” ou “de excelência” alguma iniciativa, projeto ou atividade na administração pública quando se desconhece as respectivas informações de custos?
Para uma melhor atuação nesse campo, o Tesouro Nacional tem tomado diversas ações em prol do desenvolvimento de uma cultura de gestão de custos no setor público brasileiro. Como podemos contribuir com a disseminação dessa nova cultura?
Pelo trabalho em anexo, publicado e apresentado no IV Congresso CONSAD de Gestão Pública, ofereço uma pequena contribuição à discussão desse tema. E em meu perfil – seção “Documentos” – também estão disponíveis os slides da respectiva apresentação.
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