24 de junho de 2026

Cunha ameaça abrir 29 comissões de impeachment

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Do Congresso em Foco

Presidente da Câmara alega que andamento de pedido impeachment contra Temer determinado pelo ministro Marco Aurélio Mello (STF) implicará desarquivamento ou autorização de demandas similares, inclusive contra Dilma

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), avisou nesta sexta-feira (8) que, caso seja acatada a liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, determinando que a Casa dê prosseguimento ao processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer, ela terá de ser aplicada, também, a dezenas de outros pedidos pendentes, o que resultaria na instalação imediata de 29 comissões especiais.

“Não há a menor dúvida de que, se essa decisão do ministro Marco Aurélio tiver de ser implementada, os pedidos pendentes de apreciação serão todos implementados também. Então, os nove [pedidos] pendentes [relativos à] presidenta da República também serão implementados em conjunto com este. Dos 39 rejeitados, 20 foram por aspectos formais. Os outros 19, com inépcia ou justa causa, também teriam de ser reformulados. Então, teríamos o risco de termos 29 comissões especiais sendo instaladas simultaneamente. É o que vai acontecer, provavelmente, se essa decisão não for reformada pelo pleno [do Supremo Tribunal Federal]”, ponderou o peemedebista.

Cunha ainda fez críticas diretas a deputados que optarem por se ausentar da decisão do impeachment da presidente Dilma Rousseff, quando ocorrer a votação no plenário. Segundo ele, a ausência desses parlamentares gerará “suspeição e dúvidas sobre o caráter”.

“Acho muito pouco provável que algum parlamentar queira ficar para a história como ausente, sob suspeição por não participar de um processo desse. Dificilmente ele conseguirá explicar a seus eleitores por que esteve ausente. Aqueles que têm sua posição vão exercê-la aqui, seja para um lado ou para outro”, disse Cunha.

Segundo ele, os deputados que, por vontade própria, não estejam presentes, “não estarão exercendo o mandato como deveriam exercer, e vão responder perante os eleitores”, afirmou. “Vamos entender que quem está ausente é porque está votando pelo não acolhimento à denúncia. Ausência e voto contrário são a mesma coisa”, completou.

Tramitação

O presidente da Câmara explicou como pretende dar andamento ao processo em tramitação na Comissão Especial do Impeachment. Ele disse que, uma vez votado o parecer na comissão especial, será lido na sessão ordinária imediatamente seguinte. Após sua leitura, o texto será publicado no Diário Oficial do dia seguinte e, 48 horas depois, será colocado em pauta. “Esse é o rito estabelecido, que será cumprido, caia no dia em que cair. Tem de ser lido em uma sessão ordinária, não em extraordinária. E só pode ser lido no expediente. Ou seja, será lido na terça-feira, no expediente.”

Ele negou que esteja conduzindo o processo de forma a que a votação ocorra no fim de semana, na busca pelo apoio de manifestantes nos arredores do Congresso Nacional. “Não sou favorável, nem contrário. A adesão popular acontecerá no dia em que houver votação e em qualquer circunstância. Não vejo isso como estímulo ou desestimulo, mas como consequência natural de um processo que precisa ser encerrado”.

Para Cunha, a discussão tenderá a ser lenta. “O impeachment do Collor foi feito em dois dias. São 513 parlamentares, o que pode resultar em oito horas de votação. Prevejo no mínimo três dias de sessão. Não quer dizer que vá acabar no domingo. Pode acabar na segunda. Isso já aconteceu várias vezes na Casa”, afirmou.

O deputado reiterou que não acredita na judicialização do processo porque o rito que está sendo adotado é o que foi definido pelo Supremo Tribunal Federal. “Se ficamos paralisados aguardando até o julgamento dos embargos foi para que não se tivesse nenhum tipo de dúvida. Demos sequencia imediatamente após o julgamento dos embargos, mesmo sem o acórdão dos embargos, que ainda não foi publicado, nós estamos seguindo o rito”.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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15 Comentários
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  1. Ugo

    9 de abril de 2016 2:08 pm

    cu-nha você não tem tanto tempo assim!

    É um psicopata.

    O Hitler e Mussolini conquistaram o poder com o “Putsch de Munique” o primeiro e a “Marcia su Roma” o outro.

    O não menos renomado cu-nha será lembrado como?

  2. Padilha Novo

    9 de abril de 2016 2:16 pm

    O cara debocha direto da

    O cara debocha direto da decisaoa do ministro do STF. Não tem limite. Quando for o presidente depois de dar um chega pra lá no, quero ver quem terá coragem de fazer algo paramsegurá-lo. Se preparem ministros e juízes. Vem chumbo grosso para todos vocês. Vais ser um tal de cassar juiz e impactar ministro para colocar na vagsomente aqueles que lhe interessa. Será o nosso Berlusconi. Como ele é com é novo, passará uns vinte anos no poder.

  3. Marco St.

    9 de abril de 2016 2:22 pm

    Deram poder a um marginal.

    Deram poder a um marginal. Agora aguentem.

    O STF é desmoralizado diariamente por esse gangster.

    Como diz o NYTimes, o Congresso Nacional é um sindicato de ladrões.

    PCC e Comando Vermelho são apenas amadores.

     

  4. alexis

    9 de abril de 2016 2:29 pm

    Diferente

    O impeachment de Temer devia ser adicionado ao mesmo processo Dilma, pois eles são acusados pelas mesmas coisas. Acho que esta foi a intenção do MAM (embora muitos aqui achamos que nenhum deles é culpado de coisa alguma, que gere pedido de impeachment).

    Já os outros pedidos, são de natureza diferente.

  5. Sergio Saraiva

    9 de abril de 2016 2:51 pm

    Há sempre um caminho mais fácil.

    No caso, o simples afastamento de Cunha do cargo  de presidente da Câmara por obstrução.

    Aliás, Cunha sabe que o STF está para julgar exatamente isso.

    1. lenita

      9 de abril de 2016 5:56 pm

      Quando ?

      No dia de São Nunca, Sérgio ?

    2. Andre Araujo

      9 de abril de 2016 6:07 pm

      Mas a liminar do Ministro

      Mas a liminar do Ministro Marco Aurelio diz que o Presidente da Camara não tem o poder de recusar qualquer pedido de impeachment que atenda às formalidades legais, a decisão diz exattamente isso, o Cunha se vê obrigado a cumpri-la e abrir comissão especial para todo pedido de impeachment que atenda à forma legal, qual a estranheza?

      Ele está cimprindo a decisão do Ministro Marco Aurelio.

  6. CB

    9 de abril de 2016 3:09 pm

    Enquanto isso, no stf…

    Enquanto isso, no stf…

    – Será que chove hoje?

    – Não, acho que não. Chove pouco por aqui.

    – Ah…

    – Pois é…

    – Puxa…

    – Quem sabe, amanhã?

    – É, quem sabe, não é mesmo?

  7. MARCOS F.L.

    9 de abril de 2016 3:09 pm

    A admissibilidade do

    A admissibilidade do impedimento por parte dele é um ato de vingança pelo PT ter votado contra ele no conselho de ética e ter defendido seu afastamento da presidência da câmara.jamais ele aceitaria o impeachmente se tivesse tido apoio do partido.

  8. Sergio Palhano

    9 de abril de 2016 3:50 pm

    Por que prender Eduardo Cunha?

    Mais uma vez tira-se o foco do ilicito para atender a necessidade desesperada do criminoso de sair impune com a derrubada do governo antes que responda por seus atos.

     A palavra criminoso cabe perfeitamente aqui pois enquanto seu nome constar no cadastro do Ministerio das Comunicaçôes como socio de empresa de radio o presidente da Camara comete um crime contra o artigo 55 da Costituição e pode ser preso em flagrante assim como foi Delcidio. 

    Inutil esperar que a patética cobertura da imprensa levante esta questão já que tornou-se cúmplice dos crimes cometidos por seus empregadores, defendendo sistematicamente o afastamento da presidente a qualquer custo e até agora aceitou a tese de que o presidente da Camara tivesse vendido sua radio em 2007. No entanto não ha autorização do Ministerio para venda e se esta venda se concretizou realmente tambem é crime pois  ele alferiu beneficios indevidos a função parlamentar  e deve ser caçado.

    Notem que no momento o Ministerio Publico aponta 32 deputados e 8 senadors socios de empresas de telecomunicações cometendo os mesmos crimes contra o artigo 55 e passiveis de serem presos em flagrante dado a impossibilidade de transferirem as empresas sem autorização do Ministerio das Comunicações

    Sera que vamos ter de ficar olhando o governo ser derrubado por politicos criminosos e seus cumplices jornalistas?

    Mais ainda existem 50 parlamentares investigados na Lava-Jato e 40 componentes da comissão de impiechment que receberam doações de empresas investigadas e seguem sendo presididos por um réu da mesma operação.

    Finalmente feche com chave de ouro com os 70 beneficiados pela Emenda Constitucional 91/2016 que criou um salvo conduto para os criminosos mudarem de partido livremente carregando consigo seus mandatos para depois de votarem a favor do golpe negociarem cargos no novo governo (leia-se com Eduardo Cunha).  Fica obvio que uma emenda constitucional avulsa que não altera nenhum artigo da constituição e introduz algo que não consta do texto constitucional e que tramitou sob a batuta do presidente da camara com a mesma celeridade do processo contra Dilma é uma excrecescencia que deve ser caçada juntamente com todos que dela se beneficiaram.

    A lista vai adiante …

  9. Cintra Beutler

    9 de abril de 2016 4:59 pm

    Que seja. Faça isso, Cunha.

    Que seja. Faça isso, Cunha. Sua pistoleiragem e canalhice são capazes disso mesmo.

    Vamos ridicularizar geral. Vamos ver até onde vai essa brincadeira. Abra as 29 comissões. Uma atrás da outra. Transforme o congresso na latrina, especificamente a sua.

    Mas abra contra o Temer também.

  10. Wagner Geraldo Ferreira de carvalho

    9 de abril de 2016 8:01 pm

    Grande blefe
    Esse é o ponto, Cunha acusa sente que vai perder, e blefa. Depois desse processo, nao existira clima politico nem economico que sustente propostas como essa. Quem caira é Cunha, e ele sabe disso. Nao vai ter golpe, vai ter luta, vsi ter boicote

  11. luizmattos

    9 de abril de 2016 8:08 pm

    Era hora de uma jogada de mestre do STF

    Como sempre deturpando as coisas. O Ministro Marco Auréio mostrou claramente que mesmo um presidente da camara tem que ter um pouco de isenção, que o sr cunha não tem, para decidir uma questão que é de responsabilidade de toda a camara. Suponha um presidente da camara partidáro, e vemos o que já está acontecendo. Como o cunha pode comandar um processo de impeachment onde os interessados são do seu partido, sendo ele o principal interessado, no cargo de vice e quem sabe na presidência.. E o temer, conspirador de plantão, vice professor , , que cometeu os mesmos atos que acusam a Dilma.  É um absurdo, mas não é improvavel. Montou-se uma tropa de choque do investigados no congresso, que vão para o tudo ou nada com seu nobre lider. Era hora de uma jogada de mestre do STF. Vamos aguardar

  12. mcn

    9 de abril de 2016 8:40 pm

    Que abra

    Cunha, o sociopata, não admite a derrota. Sua saída à cassação é ser o vice de Temer. Por isso fará tantas votações quantas forem necessárias, até ganhar.

    Que abra 2 mil CPIs contra Dilma.

    Esse Congresso, sequestrado por 300 bandidos, eleitos com o dinheiro sujo da banda podre do empresariado brasileiro, é uma grande cloaca. Que se afoguem na imundície de merda e mijo e bala e falso moralismo bíblico onde já vivem.

    Os 300 pra chegar ao poder evocaram o capeta na encruzilhada. O cujo mostrou o rabo outro dia na fala da Dra Janaína. É na companhia desses demônios, deste e do outro mundo, que os que defendem o impeachment – mídia, juristas, classe média e empresariado – escolheram viver.

  13. CLAUDIO FONTENELE

    10 de abril de 2016 2:13 am

    PT X PMDB E CRISE POLÍTICA
    PT X PMDB E CRISE POLÍTICA ATUALO cientista político Francisco Josênio Camelo Parente é sempre referência, quando se queira compreender a complexidade de uma democracia com base partidária frágil, como é a brasileira, ou seja, onde se valorizam mais os candidatos, as personalidades, que os programas de governo partidários, as legendas e, assim, alianças são feitas para vencer eleições e não para governar juntos. O PT se aliou ao PMDB para vencer as eleições e, depois, no governo, tratou o aliado como rival, esquecendo que o PMDB é uma estrutura partidária que está no Governo Federal de 1986, com Sarney, Collor, Fernando Henrique, Lula, etc. É um verdadeiro PG(Partido Governista).. O erro do PT foi \(mal)tratar o PMDB como (mal)tratava outros aliados programáticos históricos do campo social-popular(PC do B, PSB, PDT, etc). Disto resultou que o PT lançou candidatura à Presidência da Câmara dos Deputados para concorrer com o PMDB, votou contra os interesses do PMDB na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados e, com isso, provocou a ruptura e conspiração pemedebista contra o governo petista, a qual descamba agora para um golpe brando contra a mandatária petista. Ainda que o Impeachment não ocorra, o governo petista amargará considerável prejuízo político, se o Senado instaurar o processo e Dilma for afastada do cargo por 180 dias, assumindo Temer como vice, com sua “PONTE PARA O FUTURO”…

     

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