4 de junho de 2026

O Pré-sal e a eficiência energética

 

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Por Renato Queiroz e Agenor Garcia, do Blog Infopetro

O Brasil vem trilhando um processo de transformações econômicas estruturais que o colocará, em futuro próximo, em estágio de desenvolvimento no padrão de países desenvolvidos. Muitas ações e decisões ainda devem ser tomadas, é verdade, porém há um sentimento reinante interno no país de que as políticas econômicas que vêm sendo tomadas trarão bons frutos para as gerações futuras.

Os resultados das ações e programas sociais implantados nos últimos anos, no entanto, dão indicação aos planejadores energéticos de que o país deve ter muita cautela nas decisões que visam a atender a demanda projetada de energia. O crescimento da renda nacional e sua redistribuição farão com que o consumo de energia por habitante aumente signicativamente. O Brasil já é a 5ª quinta maior população do mundo, situando-se em torno de 191 milhões de habitantes. Os estudos do IPEA sinalizam que, dependendo da taxa de fecundidade, a população brasileira pode ficar entre 209 e 217 milhões de habitantes em 2020. E a sociedade brasileira tem muita demanda reprimida. A nova classe média que surge com as ações sociais e o aumento de renda busca um grau de igualdade de acesso aos bens.

Vale assinalar que o padrão de desenvolvimento industrial implantado no país com setores industriais famintos por energia tais como ferro-gusa e aço, alumínio, ferroligas, soda-cloro, somente para citar alguns exemplos, e ainda com as perspectivas de que esse padrão deva se manter, gera uma necessidade crescente de investimentos em novas fontes de energia. Esse padrão não é constestável, mas leva os formuladores de política energética a terem ações firmes e bem avaliadas, pois o atendimento à demanda da sociedade deve estar dentro de um plano estratégico de desenvolvimento sutentável.

O advento, por exemplo, das descobertas de elevadas reservas de petróleo na camada pré-sal na Bacia de Santos traz uma grande oportunidade de desenvolvimento para o país. A responsabilidade dos planejadores com as futuras gerações é muito grande pois o uso dessa riqueza dos brasileiros é uma oportunidade tão valiosa que pode não haver muitas outras. As opções devem ser corretas. Esse ponto nos leva a ter algumas reflexões. (…) continua no Blog Infopetro.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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