Para o jornalista “bissexto”, ser de direita é ser racista, homofóbico e defensor da tortura. Sem querer, Guilherme Fiúza explica em suas próprias palavras porque ninguém se assume de direita neste país.
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E veio de onde menos se esperava a pior definição do que é ser de direita. Sinceramente, acredito que esta vertente ideológica não merecia tamanha injustiça.
Imagino que qualquer um com um pouco de discernimento acredite que há um pensamento de direita que não se preste, necessariamente, ao reacionarismo, racismo, à homofobia ou defesa apaixonada de torturadores.
Dizer que todos aqueles que sustentam a bandeira do livre mercado, da propriedade privada ou , mesmo, se conformam com a assimetria econômica e política entre grupos sociais, fazem eco às opiniões de um Jair Bolsonaro da vida, é acreditar realmente nos próprios estereótipos expelidos por um senso comum esquerdista.
Mesmo os mais conservadores dos nossos jornais – uma redundância concessiva, diga-se de passagem – não receberam bem as palavras de Bolsonaro. Não parece que Marinhos, Frias e Mesquitas tenham se convertido de uma hora para outra em patrulheiros de esquerda.
Algumas passagens de um texto do autor reproduzido em alguns sites botinudos por aí são uma ducha de água fria para quem tem a sincera esperança de que pode haver vida inteligente em qualquer vertente ideológica.
Guilherme Fiúza sai em defesa de Bolsonaro e se indigna com o fato de que negros e gays se sentiram mal com as estripulias verbais do deputado. Não usou da mesma tolerância com o outro deputado polêmico, o Tiririca: crimes gramaticais doem mais , para o jornalista, que a defesa da tortura.
Sem nenhuma palavra em solidariedade em favor da vítima direta das agressões, a cantora Preta Gil, Guilherme Fiúza se irrita porque muita gente ficou irritado com tanta insensatez vinda de um representante parlamentar.
Misturando jiló com tapete persa, Fiúza tenta convencer o seu leitor lançando mão de bandeiras e frases prontas. Para o jornalista “bissexto”, ser de direita é ser racista, homofóbico e defensor da tortura. Sem querer, Guilherme Fiúza explica em suas próprias palavras porque ninguém se assume de direita neste país.
As sete pérolas de um cordão mal-ajambrado
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