4 de junho de 2026

2014: AÉCIO EM CAMPANHA

Aécio entra na fila para 2014: “Dilma iludiu brasileiros”

aecioTucanos que já não se bicam, José Serra e Aécio Neves tentam, cada um a seu modo, delimitar espaço na disputa velada que travam pelo comando do PSDB e, principalmente, pela primazia na disputa da sucessão da presidenta Dilma Rousseff, em 2014.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Enquanto Serra, sem mandato, coloca o dedo na ferida do próprio PSDB, criticando a guerra fratricida existente no partido e alertando para o exercício da oposição, Aécio solta o verbo contra a presidenta.

Na tarde desta sexta-feira, o ex-governador e atual senador por Minas Gerais criticou o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União de 2011, anunciado pelo governo federal nesta semana.

Ele ironizou a gestão da petista ao lembrar que, durante a campanha eleitoral, “construíram um Brasil que não existe, pois foi apresentado um país sem necessidade de um ajuste fiscal, em pleno processo de expansão”.

“O que encontramos hoje é um Brasil com um problema grave nas suas contas externas, um problema que gera a necessidade de um ajuste fiscal mais duro. Esse anúncio dos cortes é reflexo disso. Não precisa que nós, da oposição, digamos que na campanha houve uma certa ilusão da população brasileira. O PT demonstra com essas medidas que o Brasil, apresentado verde e amarelo e de certa forma cor-de-rosa para todos brasileiros, é um Brasil diferente desse Brasil real”, afirmou Aécio.

O tucano disse considerar o corte uma medida “extremamente preocupante” e afirmou que, se ele se concretizar, haverá impacto direto em investimentos.

“Estou no aguardo, digo até com alguma ansiedade, para anúncios de investimentos, de definições de projetos, de prazos para licitações dessas que são obras estruturantes e que, infelizmente, nos últimos oito anos não andaram nem um passo sequer”, atacou o ex-governador de Minas Gerais, que reuniu-se com seu sucessor, o governador Antonio Anastasia (PSDB), no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte.

Mais afiado e contundente no ataque ao governo federal do que nos últimos meses, Aécio lamentou também que a presidenta Dilma  ainda não tenha tenha, até agora, sinalizado claramente a respeito da necessidade de uma reforma estrutural na federação.

Segundo ele, a reforma é necessária para “fortalecer os municípios e impedir que se continue fazendo bondade com o chapéu alheio, permitindo que isenções fiscais dadas pelo Governo Federal atinjam a já comprometida receita dos municípios”.

Críticas ao apagão no Nordeste também não faltaram. O tucano disse que os próprios técnicos reconheceram um problema de gestão na área de energia e que a oposição ficará vigilante sobre o assunto.

Aécio minimizou declaração recente do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), de que o mineiro não é candidato natural dos tucanos à Presidência da República em 2014.

O ex-governador mineiro afirmou concordar com a tese do senador paulista. “É muito bom que não haja um candidato natural. Gostei muito da entrevista”, ponderou.

A necessidade de uma reforma política foi outro tema abordado por Aécio em entrevista nesta sexta-feira. Ele irá integrar comissão para discutir o assunto no Senado e disse que pretende enviar propostas ainda neste primeiro semestre, sem consenso.

Sua proposta, disse, é eleger temas cruciais e colocar em plenário, mesmo sem consenso. Citou como exemplos o financiamento público de campanha, defendido pessoalmente por ele, o voto distrital e a cláusula de desempenho, que permite funcionamento de partidos com respaldo dentro da sociedade.

“Hoje temos apenas no parlamento mais de vinte partidos funcionando, muitos líderes de si próprios e nós sabemos que isso dificulta negociações”, justificou.

Ele não quis comentar sobre as movimentações do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que namora o PMDB, porque o assunto não diz respeito ao seu partido.

Sobre o posicionamento de Serra, que esta semana esteve no Congresso, limitou-se a dizer que o ex-governador de São Paulo sempre será bem recebido no Congresso Nacional. “É natural que ele vá ao Congresso e sempre será bem recebido lá.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados