História 1
Ruyzito Mesquita, acionista mas sem participação editorial no Estadão, planejou uma coleção de cinco volumes sobre sustentabilidade. Apresentou à Secretaria da Educação de São Paulo. A coleção foi aprovada para o sistema de compras de livros didáticos.
Nesse ínterim, Paulo Renato de Souza foi indicado Secretário da Educação. Depois do episódio do Bradesco – um email com um artigo que ele submetia à apreciação do presidente do banco – Paulo Renato havia perdido espaço na Folha e tornou-se articulista do Estadão. Indicado Secretário, seria normal que pedisse demissão da função. Não o fez, obrigando Ruy Mesquita, pai, a demiti-lo.
O troco veio em seguida: a Secretaria voltou atrás e rejeitou a coleção de Ruyzito.
José Serra foi informado da retaliação, mas nada fez. Mesmo não gostando de Serra – por seu hábito de pedir cabeça de jornalistas – o velho Ruy manteve-se firme na mesma linha do Estadão de apoio à sua candidatura.
História 2
Nos anos 70, o ex-deputado (cassado) e correspondente do Estadão em Londres, Hermano Alves, escreveu uma série de matérias que descontentou profundamente Ruy Mesquita, então dirigindo o Jornal da Tarde. Não foi proibido de continuar. Apenas diariamente Dr. Ruy fazia um editorial rebatendo os artigos de Hermano – mas indicando a página do artigo para os leitores.
Nas últimas eleições, quando Maria Rita Khel foi demitida por Ricardo Gandour, dr. Ruy virou o bicho. Chamou o rapaz na sua sala e lhe deu uma espinafrada que ecoou pelos corredores do jornal.
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