Por Marina Veiga
Trabalhei com moda durante algum tempo, e posso dizer existem vários problemas com a chamada moda Pret a Porter de luxo brasileira. Por exemplo, o preço, que deveria ser muito mais baixo em relação a estilistas estrangeiros, por conta de impostos de importação, mão de obra mais barata, etc., está pau a pau com roupas que vem de fora. Modelagem, ao mesmo tempo em que não existe uma padronização de tamanhos (cada marca escolhe o 38 que quiser) não existe uma grande variedade de tamanhos, especialmente em grifes femininas, tudo vai do 34 ao 44 (se tanto), com variações as vezes de 0.5cm, quando na verdade deveria ser de 4cm entre um tamanho e outro.
Dilma não é super magra ( e nem deveria ser), e é dificil encontrar roupas especialmente no chamado mercado High End para o seu tipo de corpo. Acho que ela tem toda a razão em sair deste tipo de costureiro. Pode parecer fútil, óbvio que temos outras questões beeeeeeeem mais urgentes, mas num país como este, em que temos tantos tipos e formas de corpos femininos (e masculinos) é necessário também uma democratização e padronização da moda, de uma C&A (falando nisso, vocês viram ultimamente os preços desta loja?) até marcas de luxo.
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