E tem gente que diz que a ocupação do Complexo do Alemão foi uma ação inútil.
Após ocupação, roubo de carros na capital cai a menos da metade
ITALO NOGUEIRA
DO RIO
FERNANDO MAGALHÃES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO
Os roubos de veículos na cidade do Rio caíram a menos da metade após a ocupação do Complexo do Alemão e da favela Vila Cruzeiro (zona norte), afirma o ISP (Instituto de Segurança Pública), vinculado à Secretaria de Segurança do Estado.
Houve ainda, diz a secretaria, queda no registro de homicídios e roubos de rua.
A polícia atribui a queda à desarticulação temporária dos principais chefes do Comando Vermelho, facção que utilizava a região como “quartel-general do crime”.
Segundo levantamento do ISP, de 28 de novembro a 2 de dezembro houve 69 roubos de veículos na capital, ante 143 casos em igual período do ano passado. A mesma tendência foi registrada em todo o Estado (queda de 223 para 134 roubos).
Pelos dados do órgão, houve também redução dos roubos de rua, mas em menor intensidade.
Na capital, foram 416 casos nos cinco dias seguintes à ocupação das favelas (dia 28 de novembro) contra 598 em igual período de 2009.
Houve impacto nos homicídios, mas reduzido. Na capital, a oscilação foi de 16 casos no período deste ano ante 18 no ano passado. No Estado, houve redução de 49 para 41 nos períodos analisados.
Conforme a polícia, grande parte dos carros roubados tinha como destino os complexos do Alemão e da Penha.
Eles eram desmontados para a venda de peças ou usados em outras ações criminosas, como no caso da camionete usada na fuga de traficantes da Vila Cruzeiro.
Desde o início da operação, foram apreendidos mais de 50 carros e 400 motos.
Na 22ª DP (Penha), principal delegacia que atende o Alemão, houve queda nas filas para atendimento. Muitos eram roubados em arrastões feitos por traficantes.
“Aqui já se chegou a esperar três horas para ser atendido. Era um faroeste”, afirma o inspetor Pedro Moreira.
Na 38ª DP (Brás de Pina), o índice de roubos a pedestres caiu da média de 30 casos diários para 9, diz o inspetor Paulo Roberto Alves.
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