Por Carlos Henrique Machado
Nassif
Falando em economia solidária, pouco falamos nas questões da cultura como ferramenta de uma economia solidária. A gestão cultural corporativa guiou seu discurso na quebra de paradigmas, mas jamais quis saber de um planejamento estratégico que contemplasse o país, que desse ao governo um voto de confiança nas relações entre ele e a sociedade. Nada, o que vimos, sobretudo com a Lei Rouanet, foi um exército de corporatocratas fazendo da cultura mais uma das estratégias da tríade, como se cultura servisse apenas para aquilo que o negócio entende como empreendimento de seu próprio mercado.
Agora, passados oito anos, quando vamos colher as informações sobre os tentáculos do pensamento único, vemos que a cultura corporativa, se teve algum ponto positivo, ele foi invalidado por suas ameaças oportunistas chumbando, sobretudo, a fileira empresarial com uma concentração monumental de gestores que classifico como os da Avenida Paulista e suas hiper modernidades, para moldar ou até construir um tipo de organização que se confunde com a própria imagem e semelhança de um símbolo público que só compreende cultura pela voz das corporações, que é João Sayad.
OMinO Ministério da Cultura trabalhou de forma complexa, buscando organicidade na forma de concorrer com essa selvageria atiçada pela Lei Rouanet. Traduzindo para o bom português, o MinC esteve à frente de uma dura batalha aonde os interesses da mídia pela isenção de impostos tinha interesses, assim como a Fundação Roberto Marinho e tantas outras, em formular políticas que sempre atendessem única e exclusivamente seus objetivos.
Seria interessante discutirmos todas as questões da gestão do governo Lula, Gil e Juca, nesses oito anos para visualizarmos melhor aonde conseguimos evoluir e o que teremos pela frente para uma prática mais avançada da sonhada economia solidária de cultura.
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