Sabia que conhecia o padre Luizinho – o bispo de Guarulhos que mandou imprimir os panfletos na gráfica do PSDB. Nada como uns dias de folga para relembrar.
Em 1966 fui estudar no Instituto Educacional de São João da Boa Vista, depois que os Maristas fecharam o Científico em Poços. Parei no meio do ano, depois de uma nota baixa em uma prova de biologia em que acertei todas as questões – mas fiz de uma maneira diferente da ensinada pela professora.
Passei seis meses sem fazer nada em Poços, esperando mudar o ano e poder cursar o Clássico. Na verdade – já que meus pais não podem mais me ouvir – o que me motivou foi uma colega de olhos verdes que fazia o clássico. Mas logo depois de conseguir a transferência para o curso, acabei me interessando pela minha futura esposa.
Bom, no período de folga em Poços, me dediquei mais ao violão e às sátiras – na cola de Juca Chaves, grande sucesso na época.
E a primeira sátira, aos 16 anos – que me garantiu bom reconhecimento quando voltei a São João – foi para o Bispo Dom Tomás Vaquero – que tinha como vigário auxiliar o padre Luizinho -, depois que proibiu um Baile de Aleluia em São João.
Era mais ou menos assim:
Não vai haver Aleluia,
não vai, não vai
E o culpado eu insisto
Foi seu bispo de São João
Instigado por carolas
Em defesa da tradição
Das famílias de São João
Das famílias de São João
(…)
Ah, seu bispo, tenha dó,
Já tem missa dominical
E um pouco de alegria
A ninguém vai fazer mal
Deixa o povo divertir
Prá melhor poder rezar
Dê uma chance de falar
Com a menina que sonhei
POis se a vida é trivial
Deixe haver beijos, abraços,
Porque hoje é carnaval
Porque hoje é carnaval
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