
Jornal GGN – Em um dia marcado pela forte tensão política no Brasil, com a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar depoimento na Polícia Federal, no Aeroporto de Congonhas (SP), o dólar fechou em queda nesta sexta-feira (4) e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em alta expressiva.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia com ganho de 4,01%, aos 49.084 pontos e com um volume negociado de R$ 17,036 bilhões. No começo das operações, o índice chegou a 5,97% (50.010 pontos), mas o ajuste foi ocorrendo durante o pregão.
Com isso, a Bovespa teve um ganho semanal de 18,01% –o maior salto desde a semana encerrada em 31 de outubro de 2008 (18,34%). No mês, a Bovespa acumula alta de 14,7% e no ano, de 13,23%.
As investigações da operação Lava Jato iniciaram uma nova etapa nesta sexta-feira, mirando o ex-presidente Lula, contra quem foram expedidos mandados de condução coercitiva e busca e apreensões. Para analistas, as notícias que geram mais pressão sobre a presidente Dilma Rousseff têm sido bem recebidas pelo mercado, que entende que uma eventual troca no governo pode levar à retomada da confiança e abrir espaços para mudanças na política econômica.
Em termos acionários, os papéis da Petrobras foram destaque do dia. As ações preferenciais da estatal (PETR4) avançaram 9,89%, a R$ 7,22, enquanto as ações ordinárias (PETR3), com direito a voto em assembleia, ganharam 9,55%, a R$ 9,98. Nesta sessão, as ações foram influenciadas tanto pelo cenário político brasileiro como pela alta do petróleo no mercado global. Apenas nesta semana, os papéis preferenciais da empresa avançaram 48,25% (começaram a R$ 4,87 e fecharam a R$ 7,22). Os papéis ordinários ganharam 44,85% (de R$ 6,89 a R$ 9,98).
No caso da Vale, os papéis preferenciais da Vale (VALE5) ganharam 6,93%, a R$ 11,72, e os ordinários (VALE3) saltaram 5,95%, a R$ 16,55. A mineradora acompanhou o ritmo do mercado, e também foi afetada pelo aumento dos preços do minério de ferro no mercado internacional. Na semana, os papéis ordinários acumularam alta de 50,45% (de R$ 11 para R$ 16,55). Os papéis preferenciais ganharam 45,05% (de R$ 8,08 para R$ 11,72).
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 1,09%, a R$ 3,761 na venda, menor valor de fechamento desde 9 de dezembro (R$ 3,737). Com as notícias relacionadas á operação da Polícia Federal, a moeda chegou a cair quase 4%. Desta forma, a divisa norte-americana encerra a semana com queda de 5,93%, o maior tombo desde a semana encerrada em 31 de outubro de 2008, quando a desvalorização chegou a 7,22%.
O mercado também avaliou os dados da economia dos Estados Unidos. Ao todo, foram criadas 242 mil vagas de emprego em fevereiro, o que aponta para uma recuperação da economia norte-americana e para a possibilidade de aumento dos juros.
Ao mesmo tempo, o Banco Central ajustou sua intervenção numa tentativa de conter a queda do dólar. Neste mês, a autoridade monetária tem vendido diariamente até 9,6 mil contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento em abril. Contudo, o dia registrou a negociação de 8 mil contratos.
Além do relatório Focus e dos dados semanais da balança comercial no Brasil, os agentes na segunda-feira vão acompanhar a publicação de uma série de dados no exterior, como os números de confiança do investidor na Europa; crédito ao consumidor nos Estados Unidos; e a balança comercial na China.
(Com Reuters e Agência Brasil)
paulmoura
4 de março de 2016 11:01 pmNassif….
hoje teve uma corretora que abocanhou nada mais que 172 milhões de reais nos contratos de dolar futuro. Há e não foi essa não.
acompanhe isso, por favor.