
Alvo da Operação Acarajé, o casal foi preso na quarta-feira, dia 24 de fevereiro, por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Inicialmente, Moro impôs a Santana e a Monica regime temporário por cinco dias, prorrogado por mais cinco na sexta-feira, 26. Ao pedir conversão para regime preventivo – sem prazo para terminar – a PF alegou “não restar dúvidas” que a sigla “Feira” é uma referência para o casal.
Os investigadores citam um laudo grafotécnico apontando que bilhetes encontrados na residência de Maria Lúcia Tavares, secretária de executivos da Odebrecht, com o termo “Feira” e vários telefones do casal e menções a horários foram redigidos por Mônica Moura.
Maria Lúcia era a suposta controladora de repasses ilícitos da empreiteira para o casal de marqueteiros. A palavra “acarajé” era a senha para as transferências. “Há fortes indícios aqui de trinta e nove operações de pagamentos em espécie dos ‘acarajés’! Ademais, a utilização de codinomes e entregas cifradas não deixam margem quanto à origem espúria dos valores aqui identificados”, assinalam os delegados Márcio Adriano Anselmo e Renata Silva Rodrigues, que presidem o inquérito da operação.
A investigação aponta repasses no exterior de US$ 7,5 milhões da Odebrecht para o casal entre 2012 e 2014.
Os investigadores citam a nova planilha “Lançamentos X Saldo (Paulistinha)”, encontrada com Maria Lucia, com referência a “Feira” e indicação de pagamentos de R$ 21,5 milhões sob títulos diversos como “café”, “crise”, “tênis” entre 30 de outubro de 2014 e primeiro de julho de 2015, quando a Lava Jato já avançava sobre a Odebrecht.
A PF alega que o casal recebeu dinheiro da empreiteira no exterior e que “não haveria qualquer sentido em receber da Odebrecht valores no Brasil por conta de um suposto pagamento não oficial concernente a serviços prestados à campanhas eleitorais de Angola e Venezuela”.
O documento de 22 páginas ainda traz detalhes da quebra de sigilo do e-mail do casal, mostrando que João Santana deletou sua conta no aplicativo Dropbox de armazenamento de arquivos na nuvem no dia 22, quando houve a deflagração da 23ª fase da Lava Jato que tinha como alvo o marqueteiro e sua mulher.
Eles só não foram presos na mesma data porque estavam na República Dominicana. O casal voltou ao Brasil e se entregou aos investigadores no dia seguinte.
Zeza Estrela
3 de março de 2016 7:08 pm“não haveria qualquer sentido
“não haveria qualquer sentido em receber da Odebrecht valores no Brasil por conta de um suposto pagamento não oficial concernente a serviços prestados à campanhas eleitorais de Angola e Venezuela”. #PQP
Por ilação querem manter mais um casala preso na Guantânamo do Moro. Até quando tanto abuso da VazaJato
Schell
3 de março de 2016 7:35 pmO marqueteiro e mulher são
O marqueteiro e mulher são pessoas privadas; a empreiteira, idem; então, ou comprovam que o dinheiro era isso e aquilo, fruto de corrução e outros que tais, ou parem de encher o saco dessas pessoas. se o dinheiro é privado, danem-se os outros, que ninguém tem nada a ver com a vida das pessoas. Agora, COMPROVEM o crime, ou soltem o pessoal. Chega de ilações eou construções fajutas a partir de abstrações de coisa alguma. Haja saco.
Adma Andrade Viegas
3 de março de 2016 8:04 pmO objetivo é manter o PT e o
O objetivo é manter o PT e o governo eternamente nas cordas.
José Carlos Lima...
3 de março de 2016 9:53 pmAvisei que esses ai iriam
Avisei que esses ai iriam começar a cumprir a pena já a partir da fase do inquérito, de forma que o trânsito em julgado é fixado pelo delegado de policia, nem por segunda e muito menos por uma terceira instância. Tais regras de exceção são fixadas Direito Penal do Inimigo, que o diga o caso Vaccari que, como sabemos, exerceu um papel de tesoureiro que não difere em nada dos tesoureiros dos demais partidos, aliás, agiu até mais dentro da lei que os demais mas, como é inimigo…
http://www.jornalggn.com.br/resultados?g=direito%20penal%20do%20inimigo
José Carlos Lima...
4 de março de 2016 7:01 amDo show midiático-penal para o palanque tucano.,..vai vendo
“O delegado da Polícia Federal Antonio Rayol foi escolhido pelo PSDB como pré-candidato do partido à Prefeitura de Niterói.
Ele ficou conhecido por ter prendido o marqueteiro do ex-presidente Lula, o publicitário Duda Mendonça, numa rinha de galos.
A presentação dele como pré-candidato será feita na próxima segunda-feira (7).”
http://extra.globo.com/noticias/extra-extra/delegado-da-pf-que-prendeu-marqueteiro-de-lula-sera-candidato-do-psdb-prefeitura-de-niteroi-18788282.html