4 de junho de 2026

Bolsa volta a subir e se aproxima dos 45 mil pontos

Bolsa acompanha noticiário político e corporativo, além do bom humor externo

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Jornal GGN – O mercado de ações brasileiro manteve o ritmo positivo dos últimos dias e fechou os negócios de quarta-feira com ganhos expressivos, com destaque para os papéis da Vale. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em alta de 1,75%, aos 44.893 pontos e com um volume negociado de R$ 7,771 bilhões. O resultado positivo veio na sequência de uma alta na terça-feira, quando o Ibovespa subiu 3,1% e encerrou em 44.122 pontos.

A movimentação do cenário político também mexeu com o mercado, diante das informações de que a maioria da corte do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em processo relacionado à Operação Lava Jato.

Entre as ações negociadas, os papéis da Vale registraram seu terceiro dia seguido de forte alta, por conta do novo aumento dos preços do minério de ferro e pelo acordo fechado entre a Samarco, suas controladoras (Vale e BHP Billton) com o governo federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo, sobre o desastre ambiental ocorrido na região de Mariana (MG).

Pelos termos do acordo, durante 15 anos, uma fundação privada vai gerir cerca de R$ 20 bilhões de recursos para as reparações e investir mais R$ 4,1 bilhões em ações compensatórias. A partir de hoje, começa a contar o prazo inicial de três anos, até 2018, para depósito dos primeiros R$ 4,4 bilhões que serão utilizados em 38 programas socioeconômicos e socioambientais.

Os 39 municípios e localidades afetadas receberão R$ 500 milhões para reabilitar ações de coleta e tratamento de esgoto, erradicar lixões e implantar aterros sanitários. Na reparação ambiental, está prevista a recuperação de 5 mil nascentes, sendo 500 por ano, pelo período de uma década.

Por conta disso, os papéis ordinários da companhia (VALE3) saltaram 11,01%, a R$ 14,22, e os preferenciais (VALE5) ganharam 8,12%, a R$ 9,99.

Já as ações da Petrobras foram favorecidas pela recuperação dos preços do petróleo. As ações ordinárias (PETR3) saltaram 7%, a R$ 8,10, e as preferenciais (PETR4) avançaram 6,4%, a R$ 5,65.

No câmbio, a cotação do dólar comercial caiu mais de 1% pelo segundo dia seguido e fechou em queda de 1,35%, a R$ 3,888 na venda.  É o menor valor de fechamento desde 29 de dezembro, quando o dólar valia R$ 3,877.  Na terça-feira (1°) o dólar caiu 1,56%, encerrando em R$ 3,941.

Segundo informações da Agência Brasil, o dólar desvalorizou também frente a outras moedas no exterior, em meio a notícias sobre a alta do petróleo. Nos Estados Unidos, uma consultoria privada divulgou hoje que o setor privado do país criou 214 mil postos de trabalho em fevereiro, contra 193 mil no mês anterior. O maior crescimento ocorreu em serviços e negócios, setor que gerou 59 mil novas vagas. A construção abriu 27 mil empregos. O setor manufatureiro, no entanto, registrou supressão de 9 mil postos de trabalho.             

Os investidores também estavam otimistas diante das expectativas de estímulos econômicos na China. Com isso, eles colocavam recursos em negócios de maior risco e em mercados emergentes. No Brasil, fatores políticos também deram força ao recuo do dólar.

Além disso, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decide o patamar da taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira, após o fechamento dos mercados. A taxa encontra-se em 14,25% ao ano desde julho do ano passado e, segundo a maioria dos analistas, deve ser mantida nesse nível.

Na quinta-feira, além da repercussão da decisão do Copom, os agentes vão acompanhar a publicação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2015; o índice PMI (índice dos gerentes de compras, na sigla em inglês) composto na Alemanha e no Reino Unido; PMI composto e vendas no varejo da zona do euro; pedidos de auxílio-desemprego, índice do setor de serviços e encomendas à indústria nos Estados Unidos.

 

 

(com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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