4 de junho de 2026

Petrobras ajuda bolsa a fechar em alta de 2,89%

Petrobras e Vale foram destaque no dia; índice subiu 5,84% no mês
 
Jornal GGN – O índice oficial da bolsa brasileira encerrou as operações em alta, com destaque para o desempenho dos papéis da Petrobras. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o dia em alta de 2,89%, aos 42.793 pontos e com um volume negociado de R$ 7,002 bilhões. Com isso, o indicador avançou 5,84% ao longo do mês, a maior alta para o período desde abril de 2015.
 
A alta foi puxada pelo desempenho positivo da maioria das ações listadas no índice. Das 61 ações que compõem o índice, apenas duas terminaram o dia no vermelho – um desses papéis foi o da operadora Oi, cujas ações ordinárias (OIBR3) tiveram a maior queda do Ibovespa: -16%, a R$ 1,26. No caso, os papéis foram afetados pela notícia da desistência do fundo russo LetterOne de apoiar uma possível fusão com a concorrente TIM, além do corte da nota de crédito pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. 
 
Por outro lado, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) encerraram a sessão com alta de 6,68%, a R$ 7,35, e os papéis preferenciais (PETR4) avançaram 5,54%, a R$ 5,14. Além da alta nos preços do petróleo no mercado internacional, as ações foram afetadas pela assinatura de um termo de compromisso com um banco chinês, na sexta-feira, para empréstimo de US$ 10 bilhões.
 
As ações da mineradora Vale também subiram. Os papéis ordinários da companhia (VALE3) saltaram 7,36%, a R$ 11,81, e os preferenciais (VALE5) ganharam 5,94%, a R$ 8,56. As ações da empresa ficaram entre as maiores altas do índice no dia, apesar de ter perdido o selo de bom pagador pela agência de classificação de risco Moody’s na última sexta-feira.
 
No câmbio, a cotação do dólar comercial operou em baixa durante a maior parte do dia, mas virou no final da tarde e fechou esta segunda-feira (29) em alta de 0,15%, cotado a R$ 4,004 na venda. Assim, a moeda norte-americana volta a fechar acima dos R$ 4 pela primeira vez desde 19 de fevereiro.
 
Embora a moeda tenha avançado no dia, ela encerrou fevereiro com desvalorização de 0,52%, após três meses seguidos de alta. No ano, contudo, acumula valorização de 1,41%.
 
No setor externo, investidores mostravam-se otimistas com as novas medidas anunciadas pela China para tentar estimular a economia. Porém, a queda das Bolsas chinesas e do yuan limitou o otimismo no mercado. No Brasil, investidores seguiam preocupados com o cenário político e econômico no país.
 
Na agenda de terça-feira, os agentes destacam a publicação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), balança comercial mensal de fevereiro, indicadores industriais pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), emplacamento de veículos pela Fenabrave e o índice PMI (índice dos gerentes de compras, na sigla em inglês) da indústria de transformação no Brasil; taxa de desemprego e o PMI da indústria de transformação na Alemanha; taxa de desemprego e o PMI da indústria de transformação na zona do euro; PMI da indústria de transformação no Reino Unido; gastos com construção, venda total de veículos e o PMI da indústria de transformação nos Estados Unidos.
 
 
(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. junior50

    29 de fevereiro de 2016 10:50 pm

    Preparem-se

       No próximo governo a Petrobrás, não seu todo, mas todas suas subsidiarias serão privatizadas, a campanha de esclarecimento a população já está no “forno”, até mesmo as reações previsiveis dos sindicatos dos petroleiros, já possuem constestações montadas, um “esquema” bastante visivel – que só o governo atual não enxerga, mas o atual comando da Petrobrás compactua – será de propagandear fortemente nos meios de comunicação de massa, que uma das principais responsaveis pela atual crise, foram as operações fraudulentas e corruptas originarias na Petrobrás.

        Os “lentos” da esquerda, os nacionalistas de balcão e pena, que esqueçam do “pré – sal”, é uma luta perdida, devem em vez de continuar “dando  murro em ponta de faca”, prepararem-se para os desdobramentos futuros.

  2. titus

    1 de março de 2016 1:44 pm

    O PETRÓLEO É NOSSO
    PT se
    O PETRÓLEO É NOSSO
    PT se reuniu para comemorar seus trinta e seis anos de vida e aproveitou para lançar programa econômico emergencial contra a crise econômica neoliberal, indo, decididamente, na linha nacionalista, sem mais rodeios, jogando com Getúlio Vargas.
    O diagnóstico neoliberalizante que os credores recomendam é o mesmo que ditaram na Era FHC – o Consenso de Washington:
    1 – retirar o Estado da economia como instrumento de regulamentação, para que ela fique solta no ar, algo adequado para os defensores do livre mercado;
    2 – desnacionalização acelerada do sistema econômico, se possível acabando com as empresas estatais, entre elas a principal, a Petrobras, para que as petroleiras internacionais explorem o óleo do pré sal e paguem apenas uma comissão por exploração, sem compromisso com reservas estratégicas, geopolítica etc, ou seja, apenas, a visão de mercado; retirou, vendeu, faturou, tchau;
    3 – liberalização geral dos mecanismos de controle interno, se possível remover tudo, para facilitar, mais ainda, entrada e saída de capital especulativo, especialmente, no momento em que as potências imperialistas, ameaçadas de deflação, aplicam juros negativos, para dar calote em suas dívidas, enquanto valorizam moeda dos outros, para detonar as dívidas deles, via juros altos, como já rola no Brasil, criminosamente, por artes do oficio neoliberalizante do Banco Central, controlado pelo mercado financeiro agiota.
    A Quarta Frota Americana, enquanto isso, sobe e desce as águas do Atlântico Sul, como fator de prevenção para sustentação dos interesses de Tio Sam na América do Sul.
    No embalo dessas propostas, o fundamental é manter guerra midiática contra políticas nacionalistas da saúde, da educação, saneamento básico etc.
    Recomendação básica dos credores: privatizar tudo; o resto é detalhe.
    Eis que em meio a essa orgia neoliberal, amplamente apoiada pelo poder midiático oligopolizado, o PT cai na real e reafirma o nacionalismo varguista.
    Um programa de 16 pontos para tirar o Governo Dilma do sufoco.
    Trata-se de falar diretamente ao povo, porque, no Congresso, o PT não tem maioria, agora, comandada pelo principal homem da banca e das multis, poderosos instrumentos de dominação da democracia do dinheiro que vigora no Brasil: o senador Renan Calheiros(PMDB-AL).
    O político das Alagoas, presidente do Congresso, aliou-se aos tucanos entreguistas e meteu o pé de cabra nas portas da Petrobras, para abrir o pré sal às petroleiras internacionais.
    Com seu novo programa o PT ressuscita Vargas contra Renan.

    http://independenciasulamericana.com.br/2016/03/getulio-vargas-comanda-nova-agenda-pt-nacionalismo-para-dilma-sair-da-crise-ja/

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