4 de junho de 2026

Resumão do quadro eleitoral

Saiu o tracking VP de 12-set : 53 x 23 x 9. E…? O que é importante?

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Há uma impressionante busca do “pêlo no ovo” este ano. Não há porque prever qualquer resultado diferente do de 2006. Nos estados talvez, mas na eleição para presidente, não. O governo, que é muito popular, propõe continuidade; a oposição repete os erros do passado e, portanto, obtém os mesmos resultados.

O nome do candidato influenciou muito pouco. Mas há uma análise legal sobre isso no Toledo:

http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2010/09/06/no-topo-da-cabeca-do-eleitor/

Por que esperar que o eleitor mude de opinião? Aqui neste blog (ou em qualquer outro), alguém mudou de opinião nestes meses todos?

Os dados das espontâneas são francamente favoráveis a Dilma, inclusive na tendência recente. Desde “sempre” (dez./2008 em diante) o campo lulista (Dilma + Lula + candidato do Lula + candidato do PT) tem entre 55 e 65% dos espontâneos com destino declarado. (gráfico 1)

Efeitos de propaganda negativa são restritos a segmentos sócio-econômicos minoritários e que já haviam decidido seu voto. Se a oposição deseja atacar a candidatura governista por este flanco deve escolher temas que atinjam os mais variados públicos, não apenas a classe média mais escolarizada. Senão, poderá atrair, em função da redundância, a própria desconfiança de seu público e favorecer os verdes.

Notar que há momentos em que as regiões caminham em direções opostas, pelo menos no curto prazo. A maior parte da recente sustentação de Serra na Datafolha e de sua recuperação na Vox Populi deveu-se ao Sul, onde há frequentes oscilações. No Nordeste e Sudeste, regiões que definem a eleição e também apresentam menor margem de erro, ambos os institutos mostraram estabilidade ou aprofundamento da vantagem pró-Dilma. (tabela)

Se compararmos os resultados atuais por região com os do 2º turno de 2006 é impressionante a semelhança entre a atual soma de Serra e Marina com os resultados de Alckmin. (gráfico 2)

Não há (em função da prudência do instituto Vox Populi) a divulgação dos dados das amostras na “ponta”, muito menos as “pontas” por regiões que permitiriam induções , então esse exercício fica restrito às análises do próprio instituto.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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