28 de junho de 2026

O álbum Nó Caipira, de Egberto Gismonti

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Enviado por Ramalho 12

O disco “Nó Caipira” é obra-prima de Gismonti. Do que conheço da discografia dele, é o disco de que mais gosto, mas quem sou eu para avaliar obra de arte? Você, certamente, se ainda não ouviu o disco, ouvindo-o avaliar-lo-á (que língua a nossa!) muito melhor do que eu. Conceda a si mesmo o prazer de ouvir o disco (e de avaliá-lo).

(pena que a reprodução não seja tão boa quanto o disco merece)

 

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9 Comentários
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  1. GalileoGalilei

    19 de fevereiro de 2016 6:40 pm

    Concordo

    Também acho este um dos melhores discos da carreira de Egberto Gismonti.

    “Nó Caipira”, entretanto, possui uma história complicada. Lançado, originalmente em LP, em 1978, com 08 faixas, teve uma versão, ainda em LP com 10 faixas e, posteriormente em formato CD, duas versões, com 09 e 14 faixas respectivamente.

    Ah… e 2 capas também.

    Hiiiii.  acabo de descobrir uma terceira capa que desconhecia.

    Seguem na ordem:

    A última, eu desconhecia até 5 minutos atrás.

    1. Galileia

      19 de fevereiro de 2016 10:49 pm

      Agora fiquei confusa.

      Oncoto?

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=45JM7ESfxUA%5D

      1. GalileoGalilei

        20 de fevereiro de 2016 4:20 pm

        Não é para menos

        Escrevi mal, mesmo.

    2. Zarastro

      19 de fevereiro de 2016 11:24 pm

      Contracapa

      Galileo, a “terceira capa” é a contracapa. O número de série, o nome da gravadora e o famoso “Disco é Cultura” estão impressos nela.

      Quanto ao CD/LP, o disco é o mesmo (exceto pela dispensável “Dança das Sombras”, que só aparece no CD). A diferença é que no disco as faixas “Nó Caipira e Zabumba”, “Noca e Garrafas” e “Pira e Bambuzal” foram agrupadas em uma só. Idem para “Frevo”, “Esquenta Muié e Banda de Pífanos” e “Frevo Rasgado”.

      No mais, “Frevo Rasgado” tem uma versão com 3 violões feita por Al DiMeola, John McLaughlin e Paco de Lucia, no álbum “Friday Night in San Francisco”:

      [video: https://youtu.be/W3BzAKHCEvo?t=20m32s%5D

      1. GalileoGalilei

        20 de fevereiro de 2016 12:29 pm

        Valeu Zarastro

        Obrigado pelo esclarecimento.

  2. Ivan de Union

    19 de fevereiro de 2016 11:09 pm

    Tou no 5:30 ainda, mas que

    Tou no 5:30 ainda, mas que achado, Ramalho!  Isso eh uma sinfonia completa!!!

  3. Zarastro

    19 de fevereiro de 2016 11:28 pm

    Do Rio ao Amazonas

    Para mim esse disco é uma verdadeira viagem musical pelo Brasil. Começando com a bossa-nova do Rio de Janeiro (Saudações), vou às festas e folias de reis de Minas Gerais (Nó Caipira e Zabumba). E vou entrando pela matas do Caraça, rodeado pelos bambuzais, misteriosos, com sacis que se escondem aqui e ali (Noca e Garrafas/Pìra e Bambuzal). Até que uma igreja aparece para me refrescar o corpo e a alma (Palácio de Pinturas).

    Nisso, calço minhas botas de sete léguas e vamos até o nordeste: primeiro com o Maracatu no Pernambuco, depois com o Frevo e aí me deparo com os índios, que me perseguem vêm tocando suas flautas atrás de mim e que acabam se transformando em dançarinos de frevo eles próprios (Esquenta Muié e Banda de Pífanos), e acaba todo mundo dançando o Frevo Rasgado junto.

    Depois dessa incursão pelos ritmos do litroral do nordeste, vou para dentro do sertão (Sertão Brasileiro), onde a seca e a desolação reinam. Mas mesmo o sertão não dura para sempre, e ao sair dele vamos adentrando aos poucos a Selva Amazônica, numa época em que, mesmo com toda a devastação que já havia, a floresta ainda conseguia domar o homem. Somente os povos da floresta (Uana Lua e Kalimbas) ainda têm o entendimento e a sabedoria para viverem em harmonia com a floresta.

    Depois de tudo isso, volto para casa. Minha companheira canta sobre sua saudade (Canção da Espera) e sobre como ela sentiu a minha falta.

    Sobre a edição original do disco, tinha inclusive um jornalzinho (“Jornal Caipira”) que vinha junto com o disco, impresso como se dizia no encarte em “Um belo dia de 1977”, e que tinha até uma tira da turma do Pererê, do Ziraldo, adivinhas, palavras cruzadas, as posições pra tocar “Saudações” no violão… Quanta riqueza! Não gostei da arte do CD, deviam ter tido um pouco mais de tato e adaptar o a arte do LP para o formato. Além disso, o CD tem uma faixa completamente dispensável (Dança das Sombras).

  4. altamiro souza

    19 de fevereiro de 2016 11:35 pm

    obrigdo por esa [óia, a rota

    obrigdo por esa [óia, a rota musical do zarastro é algo raro..

  5. Orly Machado

    10 de março de 2017 12:29 pm

    “Saudações” no Jornal Caipira

    Quem ainda tem o Jornal Caipira?  Encarte do Nó, nele tem uma cifra do Saudações, múcia que o Eg. fez em homenagem ao João Gilberto. Quem puder me envia um PDF. [email protected]

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