As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram neste sábado que atingiram múltiplos alvos em território iraniano, por ordem do presidente Donald Trump — mais um capítulo em uma escalada que ameaça sepultar o frágil cessar-fogo vigente entre os dois países.
Em publicação no X, o Exército americano afirmou que o Irã “teve a chance de respeitar o acordo”, mas “optou por não fazê-lo”, citando como estopim um ataque iraniano contra um navio próximo ao Estreito de Ormuz no início do dia. Até o momento, Teerã não respondeu oficialmente às ações.
O acordo, assinado há dez dias, previa o “encerramento imediato e permanente das operações militares” e comprometia os dois países a abandonar qualquer ameaça ou uso da força. Na prática, o texto parece ter perdido o efeito.
Na noite de sábado, Trump foi ao TruthSocial fazer seu pronunciamento mais duro até agora. “É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir.”
O Irã reagiu atacando bases americanas no Kuwait e no Bahrein.
Alerta
Antes dos ataques americanos confirmados à noite, o Irã já havia lançado drones contra o Bahrein e atingido um navio no Estreito de Ormuz — movimentos interpretados como resposta aos bombardeios realizados pelos EUA durante a madrugada anterior, que por sua vez foram uma reação a um ataque iraniano ocorrido na quinta-feira contra um navio cargueiro tentando sair do estreito.
A sequência de ação e retaliação aumenta o risco de uma escalada sem freio — e deixa cada vez mais distante a perspectiva de um entendimento definitivo entre Washington e Teerã.
*Com informações da Associated Press.
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