Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
veras
19 de fevereiro de 2016 10:58 amDo Tijolaço
Hipócrita, FHC “espera” empresa para falar de dinheiro. Esqueceu, como do aeroporto?
POR FERNANDO BRITO · 18/02/2016
Só há uma coisa digna na nota emitida hoje pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a respeito do escãndalo provocado pela entrevista de sua ex-namorada Mirian Dutra. A frase final: “Questões de natureza íntima, minhas ou de quem sejam, devem se manter no âmbito privado a que pertencem.”
Mais uma vez, não se tratará aqui delas, muito menos se emitirá conceitos morais sobre o comportamento do “ex-príncipe”.
Mas dizer que vai esperar a Brasif, do empresário Jonas Barcellos explique o que fez, a seu pedido, para só então dizer o que fez, francamente, é de uma imensa covardia.
Dizer que enviou 100 mil dólares para serem pagos à razão de US$ 3 mil por mês é o fim da picada.
Embora ele pudesse ter este valor (na sua última declaração de bens pública, como candidato em 1998, ele tem apenas US$ 23,2 mil ) é bom lembrar que US$ 100 mil, no final de 2002 , chegavam R$ 400 mil em moeda nacional, pois o dólar estava, na datado contrato exibido pela beneficiária (16/12), a R$ 3,632.
R$ 363 mil, naquela data, pela inflação, equivaliam a R$ 746 mil, hoje,corrigidos pelo IPCA.
Um dinheiro para não esquecer, não é?
Se foi no exterior que recebeu, do que foi? Ou ele, presidente, mandava todo mês uma remessinha de dólares para fora?
Pior ainda é a Globo soltar uma nota dizendo que “não sabia de nada”, porque é público que ela colaborou o exílio da moça.
Mais um capítulo na vergonha de uma mídia que abafou, todo tempo, situações escandalosas de Fernando Henrique e, hoje, faz escândalo com uma canoa e um “puxado” de Lula.
Quer um exemplo?
Vocês viram os jornais e tevês apurando a história do aeroporto da empresa Camargo Correa construído em 95 na fazenda ao lado da Córrego da Ponte, propriedade de FHC em Buritis, embora a Istoé tenha tornado o fato público em 1999?
Conversa? Olhe aí do lado a renovação da licença do aeroporto, em 2001,que já não consta mais na base de dados da Anac, agora que FHC vendeu a fazenda e a empreiteira fechou a microempresa que era “dona” da pista, capaz de rebeber jatinhos de bom porte…
Os jornais, que se esmeram em ouvir caseiros, donos de loja de materiais de construção, marceneiros, vendedor de bote de lata e tudo o que podem revirar no lixo para incriminar Lula se dignaram a mandar um repórter lá?
Ou pelo menos de mandar um repórter colocar no Google Maps as coordenadas do aeroporto e as da Fazenda Córrego da Ponte, que podem ser conhecidas porque o comprador – FHC a vendeu em 2003 – registrou um pedido de construção de açudes, produção de carvão e desmatamento de 55 hectares. Estão registradas aqui, no documento: latitude 15°14’19.4’’ Sul e longitude de 46°42’49.6’’ Oeste.
Gasta só uns minutinhos, como eu gastei, verificar que é praticamente ao lado da propriedade do príncipe, embora para usar a estrada e não atravessar a lavoura que tem lá sejam 6,3 km pelas estradas vicinais, porque o Google não faz percurso por vias internas das propriedades, o que reduz a menos da metade a distância.
O mapa está lá em cima, na ilustração e aqui, neste link, para quem quiser abri-lo, de forma interativa, no seu próprio computador.
É preciso um escândalo de natureza sexual e familiar para que o príncipe vire sapo?
André STK
19 de fevereiro de 2016 10:59 amO foco é:
Paraty
O foco é:
Paraty house
Agropecuária Veine
Mossack Fonseca
Jurgen2010
19 de fevereiro de 2016 11:18 pmConcordo!
Concordo!
veras
19 de fevereiro de 2016 11:01 amDo Tijolaço – 2
Não foi Serra quem nomeou a irmã de Mirian. Foi o “puro” Presidente Fernando Henrique
POR FERNANDO BRITO · 18/02/2016
Não vou entrar nessa de perseguir a irmã de Mirian Dutra, porque foi nomeada por José Serra como assessora de seu gabinete.
O nomeado tem sempre alguém que o nomeou.
E o que falta dizer nessa história é que foi ele, o puro, o príncipe, o limpíssimo Fernando Henrique Cardoso quem usou seu poder presidencial para nomear a “cunhada”.
O que, até agora, a imprensa não publicou, embora esteja estampado no Diário Oficial, na primeira página, quando ele a designa para dirigir o Departamento de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, sucedâneo do velho Departamento de Censura, é que foi ele quem a nomeou quando seu principal atributo era ser a irmã se sua namorada.
E não publicou porque não quis, porque Margrit chegou até a escrever artigo para a Folha com o irônico título de “Kids – Meu filho pode assistir?”
Pois é este Tartufo que vem dizer que Lula não merece mais o seu respeito e que “é preciso esperar para ver” se ele é honesto.
Fernando Henrique Cardoso é pior aquilo que ele, depreciativamente, atira sobre outros.
A miséria da política, título de seu livro em que pretende fazer – chega a doer ver um sociólogo descer a esta simplificação – as “crônicas do lulopetismo” – bem lhe serviria como retrato.
FHC é um miserável da política, que a exerceu com a vaidade e a conveniência atropelando toda a cultura e ética que se pavoneia de ter, e que está agora sendo fritado no óleo fervente de sua própria hipocrisia.
Ninguém
19 de fevereiro de 2016 11:55 amNessa novela de hipocrisias, há uma que não se discute…
É o seguinte: a Mírian afirmou que fez dois abortos a mando de FHC durante o período em que foram amantes, isto é, enquanto FHC foi ministro e senador. O que gostaria de saber é quantas mulheres morreram ou foram presas por conta de abortos no país durante esse período e durante os oito anos de sua presidência. Esse sujeitinho ordinário deve todas as explicações do mundo a essas mulheres e famílias. Deve, no mínimo, um pedido de desculpas públicas. O FHC alguma vez defendeu publicamente o direito ao aborto PARA TODAS AS BRASILEIRAS? Não me lembro disso. Nem enquanto ministro, nem enquanto senador e muito menos enquanto presidente. Quer dizer, ele pôde custear os abortos da ex-amante com toda a discrição e segurança e sem maiores preocupações – um direito que deveria assistir a todas as brasileiras – simplesmente porque tinha condições econômicas e ocupava um alto cargo político.
Mas tucano tudo pode.