4 de junho de 2026

Em dia de recuperação, bolsa fecha em alta de 1,25%

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Jornal GGN – A disparada das ações da Petrobras foi o destaque da sexta-feira, o que ajudou a puxar as negociações no mercado brasileiro. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em alta de 1,25%, aos 39.808 pontos e com um volume negociado de R$ 4,497 bilhões.  O índice, no entanto, continua próximo dos níveis de março de 2009, no auge da crise econômica provocada pelo colapso do crédito imobiliário nos Estados Unidos.

“A semana foi de forte volatilidade nos mercados. Além dos já conhecidos efeitos do petróleo barato e do dólar forte sobre o crescimento da economia mundial, agora os investidores também demostram preocupação com a saúde do sistema bancário europeu”, diz o BB Investimentos, em relatório. “A grande preocupação é com rentabilidade dos bancos em um ambiente de taxas de juros muito baixas e por tempo prolongado, que se desenha no horizonte. A busca por segurança nos títulos soberanos de baixo risco é a expressão desse receio, já que os investidores antecipam a ação dos bancos centrais com compra desses papéis, e consequentemente provocando a queda nos rendimentos. Esse movimento também é percebido nas moedas dos países desenvolvidos, principalmente Alemanha e Japão, que sofrem valorização mesmo com o anúncio de medidas de política monetária expansionista, a exemplo do que ocorreu em 2015”.

No Brasil, o ambiente mais calmo no exterior permitiu ao Ibovespa recuperar parte das perdas da véspera, com Petrobras liderando os ganhos. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, ganharam 6,77%, a R$ 6,31. As ações preferenciais (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, subiram 5,2%, a R$ 4,45. Os papéis foram influenciados pela alta dos preços do petróleo.

Nos últimos dias, as commodities têm caído fortemente por causa de dados que mostram a desaceleração da economia chinesa, mas se recuperaram levemente hoje. A cotação internacional do barril de petróleo, que tinha fechado em torno de US$ 28 ontem, encerrou o dia acima de US$ 31.

Os papéis da Vale também acompanharam o desempenho das mineradoras na Europa, e apresentaram avanços de 3,85% (VALE3 – ON) e 2,02% (VALE5). Ainda entre as maiores altas, Oi ON (+8,82%) e Smiles ON (+6,76%).

No câmbio, a moeda norte-americana voltou a subir em meio a diversas oscilações, e voltou a se aproximar de R$ 4. O dólar comercial encerrou vendido a R$ 3,989, com pequena alta de R$ 0,006 (0,14%). A moeda encerrou a semana com valorização de 2,11%. Em 2016, a divisa acumula alta de 1,05%.

Segundo informações da Agência Brasil, o dólar começou a sexta-feira em alta. Por volta das 10h30, atingiu a máxima do dia, em R$ 4,002. Nas horas seguintes, a cotação recuou e atingiu R$ 3,97 por volta das 14h. A moeda norte-americana voltou a subir nas horas seguintes, até encerrar próxima da estabilidade.

Os agentes seguiam preocupados com as perspectivas para as contas públicas brasileiras, depois que o governo suspendeu para março o anúncio de cortes no Orçamento de 2016. No exterior, o quadro mostrou um pouco mais de tranquilidade.

Para segunda-feira, são esperados os dados do relatório Focus e do saldo da balança comercial no Brasil, além dos números da balança comercial na China e na zona do euro.

 

 

(Com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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