17 de junho de 2026

Desde 2013, Samarco sabia que barragem podia romper

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Do blog do Pedlowski

Mistério resolvido em Mariana: desde 2013 Samarco sabia que barragem podia desabar

Desde o dia 5 de Novembro uma debate que eu considero estéril ocorreu sobre se teria havido ou não um acidente na barragem do Fundão operada pelo Mineradora Samarco (Vale + BHP Billiton) em Mariana (MG). Desde os primeiros dias após o início do TsuLama me alinhou com aqueles que viram a negligência e a ganância corporativa como a real causa do incidente que destruiu vidas e colocou o Rio Doce numa condição de coma profunda. 

Eis que hoje a Rede Globo colocou no programa “Fantástico” uma matéria mostrando que apurações do Ministério Público de Minas Gerais possui documentos que mostram que a Samarco sabia do risco de desabamento da barragem do Fundão desde 2013 (Aqui!).

Essa veiculação no Fantástico já foi ecoada pelo jornal Valor Econômico que dá maiores detalhes sobre a investigação realizada pelo MPMG (Aqui!)

A matéria do Valor Econômico informa que um documento da Polícia Federal obtido pelo “Fantástico” mostrou que em Setembro de 2014, a Samarco (Vale + BHP Billiton)  foi alertada sobre a presença de trincas na estrutura da barragem do Fundão, as quais caracterizavam um início de movimento de escorregamento do maciço da pilha[de rejeitos.

Em palavras curtas, os dirigentes da Samarco sabian que a barragem poderia romper, e não adotou as medidas técnicas necessárias para impedir a explosão da barragem, o que acabou acontecendo no fatídico dia 5 de Novembro de 2015, quase um ano depois do alerta. 

Agora que essa etapa da disputa retórica sobre as causas do incidente de Mariana está superada, vamos ver como fica esse caso.  Mas o mínimo que se espera é que as multas bilionárias sejam de fato cobradas das mineradoras, e que a população de Mariana e de todas as cidades atingidas pelo TsuLama não sejam deixadas à mercê do destino, como, aliás, está acontecendo até agora.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. Frederico69

    20 de janeiro de 2016 2:34 pm

    são deu tempo de planejar!

    estavam ocupados contando os lucros!

  2. Clara Bahia

    20 de janeiro de 2016 2:54 pm

    Samarco
    O descaso criminoso da direção da Samarco demonstra a falta de compromisso que as empresas tem em geral com seus empregados e com a população local. A Vale é uma empresa vvetusts, termos de Brasil, e isto, ou algo parecido não ocorreu enquanto era controlada pelo Estado. É, sem dúvida, mais uma consequência danosa da privatização de um setor estratégico para o Estado. O liberalismo econômico desenfreado nada trouxe de bom para as pessoas, exceto para o 1% dono da quase totalidade da riqueza do mundo. O que estarrecedor é que os diretores destas empresas estejam soltos, num país que a Lavajato prende primeiro para depois investigar. Pobre Brasil!

  3. rdmaestri

    20 de janeiro de 2016 3:52 pm

    O que sempre falei, trata-se de homicídio doloso.

    A tempos venho insistindo, o problema maior do rompimento da barragem doi e é as mortes que ela causou a se romper, ficam falando em crime ambiental para distanciar do principal, HOMICÍDIO DOLOSO, quando alguém sabe do risco do rompimento de uma estrutura de engenharia e não toma providências não é homicídio culposo coisa nenhuma é DOLOSO mesmo, e se os MPs querem fazer algo é ir nesta direção, e isto tem que fazer com uma investigação e com perícias sérias, não com oba-oba.

  4. rdmaestri

    20 de janeiro de 2016 4:09 pm

    Tenta-se achar culpa no órgão de licenciamento, mas ele …

    Tenta-se achar culpa no órgão de licenciamento, mas ele não é culpado.

    .

    Uma obra de engenharia de qualquer tipo não pode ruir ao ponto de causar morte de pessoas, isto TODO E QUUALQUER ENGENHEIRO SABE, logo não precisa ter um licenciamento em que esteja neste os projetos construtivos, eles devem estar arquivados em algum lugar para posterior verificação.

    .

    Há uma distorção nos fatos muito grande no Brasil, se responsabiliza o fiscal por erros de engenharia cometido pelo proprietário da obra e seus prepostos, se não for achado o projeto executivo da obra é muito simples, é de responsabildade do proprietário e do profissional guardar as memórias do que foi construído, logo se isto desapareceu pode-se supor que o projeto estava errado e responsabilizar os donos e os profissionais responsáveis.

    .

    Temos que parar com a cultura do fiscal, o fiscal serve para verificar se foi entregue as memórias e os projetos e não verificar se os mesmos estavam corretos.

    .

    Tem-se que começar a punir os responsáveis e não procurar achar falhas na fiscalização.

    1. Athos

      20 de janeiro de 2016 4:37 pm


      Isto faz parte da estratégia de defesa montada pela IDEOLOGIA.
      A ideologia diz, quando da merda, a culpa TEM QUE ser do Estado.
      Eles fazem isso pagando os ou não. É automático.

  5. drigoeira

    20 de janeiro de 2016 4:55 pm

    Inocências à parte…

    Todo projeto de engenharia tem uma cláusula de responsabilidade eterna da parte dos engenheiros.

    Tudo isto é cortina de fumaça para distrair a opinião pública…

    Se o MP ainda não bloqueou todos os bens mais passaportes dos diretores da Samarco, podem esperar e em pé, pois rapidamente sairão todos do país.

    A Samarco não tem condições financeiras para arcar com o prejuízo de recuperar um rio do porte do Rio Doce… 

  6. serralheiro 70

    20 de janeiro de 2016 6:47 pm

    Quem constrói uma barragem

    Quem constrói uma barragem sempre tem em mente que ela possa ruir. Maiores riscos exigem maiores precauções para evitar tragédias como esta, que pode ser considerado o maior desastre ambiental brasileiro Houve negligência no projeto e operação desta mineradora que só se interessou pelo lucro fácil, sem se importar pelas agressões ambientais que praticava.

  7. Carlini do Linux 2

    20 de janeiro de 2016 10:01 pm

    Hammurabi neles!

    No código de Hammurabi já havia uma punição para a Samarco….
    Fica a dica.

    The Code of Hammurabi [18th Century
    BCE]

    53: If any one be too lazy to keep his dam in proper condition, and does not so keep it; if then the dam break and all the fields be flooded, then shall he in whose dam the break occurred be sold for money, and the money shall replace the [grain] which he has caused to be ruined.

    53. Se alguém for preguiçoso demais para manter sua barragem em condições adequadas, não fazendo a manutenção desta: caso a barragem se rompa e todos os campos forem alagados, então aquele que ocasionou tal problema deverá ser vendido por dinheiro, e o dinheiro deve substituir os cereais que ele prejudicou com seu desleixo.

     

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