4 de junho de 2026

MP pede divulgação prévia do trajeto de protestos do Passe Livre

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Da Agência Brasil

Representantes do Movimento Passe Livre (MPL) compareceram hoje (18) à reunião convocada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo para tratar do prévio comunicado sobre o trajeto das manifestações feitas pelo grupo para protestar contra o aumento da tarifa do transporte público, que passou de R$ 3,50 para R$ 3,80.
 
A primeira parte da reunião foi com dois integrantes do MPL, Viliane Pinheiro e Diego Soares, e a segunda, com representantes do governo estadual e da prefeitura de São Paulo. Na última quinta-feira (14), foi marcada uma reunião para tratar do tema, mas o MPL não enviou representantes.
 
“O trajeto de cada manifestação envolve uma tática diferente em cada ato, e vamos avaliar isso durante o período. Amanhã (19) faremos uma manifestação e será anunciado. Vamos analisar o que está acontecendo no momento. Como somos um movimento que luta pelo transporte, e isso atende a várias categorias, não queremos decidir nada sozinhos. Decidimos com todos, e isso demanda tempo”, disse Viliane.

 
Segundo Viliane, o trajeto não é um problema porque, durante as manifestações de 2013, o movimento avisou à polícia sobre o percurso, 40 minutos antes, e a organização foi feita pela polícia. “Achamos que o estado e a prefeitura querem desviar o foco do aumento abusivo da tarifa feito em plena crise econômica. Somos um movimento que milita pelo transporte e então aproveitamos o ensejo para cobrar posição e ação sobre a falta de transporte de qualidade.”
 
O promotor de Justiça do Estado de São Paulo Márcio Elias Rosa disse ter feito um apelo aos dois representantes do MPL para que, daqui em diante, as manifestações sejam precedidas de ampla divulgação do horário, local e trajeto. “Já temos o compromisso da prefeitura e do governo do estado de respeitar o direito de manifestação para evitar incidentes. O evento da quinta-feira mostrou que, quando há comunicação, o risco de incidentes é minimizado”, afirmou o promotor.
 
Segundo Márcio Rosa, o movimento manifestou disposição de comunicar qual será o trajeto previamente. “Como o MPL não é uma entidade constituída formalmente, eles argumentaram que não podem garantir que isso aconteça em todas as ocasiões, mas há disposição das lideranças para que isso ocorra.”
 
Sobre a recomendação de que o governo libere as catracas do Metrô para os manifestantes ao final do ato, ele reiterou que qualquer determinação desse tipo passa pela prévia comunicação sobre as manifestações para que as administrações públicas se adaptem para evitar situações de confinamento e confronto.
 
O promotor informou que tanto a prefeitura quanto o governo estadual mostraram interesse em promover rodadas de diálogo em torno da regulamentação do direito de manifestação no Brasil, já que não há lei que discipline o assunto.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. alexandrerp

    18 de janeiro de 2016 6:29 pm

    Saber ser inteligente

    Se o MPL souber ser inteligente, poderá usar este argumento do MP para exigir que as catracas sejam sempre liberadas ao final dos protestos.

    MAIS.

    Se forem astutos, poderão montar pequenos grupos para ficarem onde passarão, de maneira que possam gravar os atos da inteligencia policial, evitando emboscadas com bombas plantadas, locais quebrados, baderneiros infiltrados, etc.

  2. armandolo

    18 de janeiro de 2016 6:33 pm

    O MPL  acredita

    O MPL  acredita dogmaticamente que os protestos contra as tarifas levarão a mudanças na sociedade. E o meio é o caos.

    Dá pra acreditar??

  3. junior50

    18 de janeiro de 2016 9:55 pm

    MPE/SP

       Agora o Prefeito Haddad pode economizar, fechando a CET ( Companhia de Engenharia de Trafego ) e o DSV paulistano, pois as intervenções de transito na cidade de São Paulo, podem perfeitamente serem gerenciadas pelos excelsos membros do MPE/SP.

    1. Paulo F.

      19 de janeiro de 2016 4:37 pm

      Curiosidade

      Até a administração Covas manifestação era tratada como um problema de transito. Chamava-se o DSV, ou o congenere se fosse em outra cidade, contigente mínimo da PM e estava resolvido.

      Quando Covas adoeceu e foi substituido por Alckmin, maifestação tornou-se problema de segurança pública e usa-se a PM da mesma forma que eras pré 1980 ( as vezes com ações até mais duras). Esta praxis foi mantida pelos sucessores.

      Quanto à ação do MP, sem comentários adcionais.

  4. altamiro souza

    18 de janeiro de 2016 10:54 pm

    qualquer movimento tem

    qualquer movimento tem direito de manifestação…

    com a ajuda do mp e da pm,muito melhor para eles e

    para a criação do caos…

    curioso é que eles sempre falam em 2013,

    como se fosse um  sonho que não acabou…

  5. GEORGE Vidipo

    19 de janeiro de 2016 9:25 am

    MPL sua proposta é desgastar

    MPL sua proposta é desgastar o governo de Haddad e assim dá mais 4 anos de poder para o psdb no Estado e quem sabe no Brasil. Ela defende que categoria mesmo?

Recomendados para você

Recomendados