5 de junho de 2026

De Chatô a Aécio, a agonia do Estado de Minas, por Angêla Carrato

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Do Tijolaço

 
POR FERNANDO BRITO 

Para quem completou ontem 38 anos desde que sentou pela primeira vez a escrever numa redação de jornal, em O Globo,  ver morrer um jornal não é uma novidade, mas é sempre uma tristeza. Trabalhei em dois que se foram – Ultima Hora e Tribuna da Imprensa e vi o velho JB encolher o tamanho das folhas até desaparecer do papel e o Jornal dos Sports, que a gurizada do colégio disputava para ver as tiras do Henfil e, depois, o resultado dos concursos da Escola Técnica Federal e do vestibular da Cesgranrio, suando frio até encontrar o nome lá.

Anteontem, publiquei aqui as histórias do Diário de Notícias e as ideias nem sempre tão loucas de Jânio Quadros, depois a morte do jornal, narradas pelo eterno professor de milhares de jornalistas, Nílson Lage. Pelas mãos dele chega a mim, hoje, outro precioso relado da morte – ainda não de todo morrida – de outro grande jornal, O Estado de Minas, feito pela jornalista – e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG – Ângela Carrato.

Hoje, os jornalistas fizeram nova manifestação na porta da empresa, na esperança de receberem o décimo-terceiro salário. A crise atinge boa parte do que sobrou dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand em Minas, Brasília e Rio de Janeiro. Em apoio a eles, sem pedir licença, reproduzo o texto de Ângela, publicada na página do Estação Liberdade, projeto que ela mantém no Facebook com o jornalista Geraldo Elísio Lopes.

O amigo do Aécio e a pá 
de cal nos Diários Associados

Ângela Carrato

Álvaro Teixeira da Costa, o principal dirigente dos Diários e Emissoras Associados em Minas Gerais, tinha razão. Se Aécio Neves e os tucanos não vencessem as eleições de 2014, as coisas iriam ficar feias para a empresa. Certo disso fez sua parte. Além da linha editorial chapa branca dos veículos do grupo – jornais Estado de Minas e Aqui, TV Alterosa e portal Uai – ter exaltado o PSDB e combatido sem trégua o PT e seus apoiadores, valendo-se de tudo quanto é esquema sujo, ele próprio se superou. Transformou uma das dependências da TV Alterosa em Comitê Tucano, usou a intranet para convocar funcionários a participar de atos de campanha pró-Aécio na em2Praça da Liberdade, pressionou e coagiu quem não rezasse por sua cartilha, além dele próprio ter estado presente ao ato.

Segundo consta, Álvaro foi o segundo a abraçar Aécio no palanque, logo após o dirigente estadual do PSDB. A situação se repediu meses depois, quando em plena manifestação contra a presidente reeleita, Dilma Rousseff, também na Praça da Liberdade, o dirigente Associado disputou, quase a tapa, o privilégio de ser o primeiro a abraçar Aécio. Mas, igual ao seu candidato, ficou em segundo lugar.

Tamanho empenho se explica: os 12 anos de governos tucanos em Minas Gerais foram determinantes para garantir uma razoável sobrevida ao grupo. Sem o dinheiro público injetado mensalmente na empresa pelos tucanos, dos quais não faltam acusações de prover de negócios escusos com a comercialização do nióbio de Araxá, o descalabro administrativo há muito seria do conhecimento público.

SALÁRIO ATRASADO E TRUCULÊNCIAS
Fartos de todo tipo de pressão e enganação, os funcionários dos Associados denunciaram ao Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais que a empresa não tinha pago o 13º salário. A denúncia se somava a outras protagonizadas pela empresa em 2015: atrasos no pagamento de férias, tickets refeição, plano de saúde e nos depósitos do FGTS. Antes de decidirem pela paralisação, por 24 horas, na segunda-feira (28), os funcionários tentaram todo tipo de negociação. Não conseguiram quase nada. Receberam apenas 25% do salário devido e não têm data para receber o restante. A empresa se recusa a dialogar e tem se valido de truculência para tentar dissuadir as manifestações.

Pelo que se sabe, a crise nos Associados é muito mais ampla do que alguns imaginavam. O prédio da avenida Getúlio Vargas, em Belo Horizonte, devido a complicações com o extinto Banco Rural, está indisponível. O imóvel onde funciona a TV Alterosa, na avenida que leva o nome de Assis Chateaubriand, fundador do grupo, já foi vendido e a emissora em breve terá que desocupá-lo. A maioria dos bancos e financeiras se nega a fazer qualquer empréstimo ao grupo e o governo não é mais o do Aécio, para pagar a conta do descalabro administrativo dos herdeiros do que restou do império de Chateaubriand.

A credibilidade, principal ativo em qualquer empresa de mídia, também está em baixa nos Associados. As tiragens do Estado de Minas e do tablóide Aqui há muito vem minguando, com os anunciantes igualmente abandonando o barco. O parque gráfico da empresa, que chegou a ser o maior e mais moderno de Minas Gerais, hoje perde feio para o do concorrente O Tempo. Mas se os tucanos tivessem vencido as eleições, nada disso seria problema.

em1ROUBALHEIRA E PRIVILÉGIOS
Já na década de 1950, o jornalista Samuel Wainer, fundador da Última Hora, um dos mais ácidos críticos de Assis Chateaubriand, dizia que os Associados viviam permanentemente com buracos no caixa. Mais ainda: enfatizava que os dirigentes Associados caracterizavam-se pela roubalheira e privilégios enquanto os funcionários iam de mal a pior. O segredo para tanto era o puxa-saquismo aos poderosos de plantão, o achaque e a perseguição aos adversários e inimigos e a falta permanente de escrúpulos. Receita que os herdeiros de Chateaubriand em Minas Gerais seguiram à risca.

Em 1964, os dirigentes dos Associados em Minas não foram apenas apoiadores do golpe civil-militar que derrubou o presidente João Goulart. Foram conspiradores de primeira hora. Tornaram-se tristemente célebres as reuniões entre políticos e empresários no edifício Acaiaca, no centro de Belo Horizonte, onde, na época funcionava a principal emissora de televisão do grupo, a Itacolomi.

Uma vez no poder, os dirigentes dos Associados perseguiram seus concorrentes na mídia – entre 1964 e 1970, quase uma dezena de jornais foram fechados ou fecharam em Belo Horizonte – além de terem pedido a prisão de centenas de jornalistas, intelectuais, sindicalistas, estudantes e militantes de esquerda. Esta, aliás, é uma das razões para o êxodo de jornalistas mineiros nas décadas seguintes ao golpe. É também uma das principais razões para a péssima qualidade, com as raríssimas exceções que se conhece, que passou a caracterizar o que sobrou da imprensa mineira de então.

Hegemônico durante a década de 1970, os desejos dos Associados foram prontamente atendidos pelos governadores biônicos da Arena, o partido de apoio à ditadura. O último deles, Francelino Pereira, bancou a construção do novo parque gráfico da empresa, que funciona na avenida Mem de Sá. Os Associados não pagaram. Francelino não cobrou e ficou por isso mesmo.

em4APOIO DE AURELIANO E FRANCELINO
Tancredo Neves, o avó do Aécio, nos dois anos em que esteve à frente do governo de Minas (1983-1985) também fez vistas grossas para a dívida, mais interessado que estava em chegar à presidência da República. Hélio Garcia, que assumiu o governo com sua renúncia para disputar o Colégio Eleitoral, chegou a estabelecer os termos da negociação: a dívida seria paga através de publicidade nos veículos do grupo. Igualmente não funcionou. Até porque o assessor especial de Garcia era ninguém menos do que o filho de um dos dirigentes dos Associados.

A dívida foi parar no Tribunal de Contas do Estado (TCE), mantida, claro, a sete chaves. Quando da briga política entre o governador Newton Cardoso (PMDB) e os Associados, em 1987, Newton foi alertado por assessores que poderia através dela dar um xeque-mate na empresa que fazia aberta campanha de difamação contra ele. Na época, Newton chegou a entrar em negociações com Gilberto Chateaubriand, que se julgava herdeiro do grupo, com o objetivo de comprá-lo. Mas a Justiça frustrou Gilberto Chateaubriand, ficando Newton Cardoso apenas com um percentual de cotas condominiais.

Quanto à dívida, preferiu também dar tempo ao tempo. Da parte dos Associados, o que garantiu sua sobrevivência na época, longe dos cofres públicos de Minas Gerais, foi o apoio publicitário que recebeu dos então ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, e do vice-presidente do Banco do Brasil, Francelino Pereira, sem os quais certamente teria encerrado suas atividades.

“SE A RUA GOIÁS NÃO DEU, NÃO ACONTECEU”
Newton foi sucedido por Hélio Garcia que novamente não só fez vista grossa para a dívida dos Associados, como lhe garantiu régia publicidade. Se a empresa tivesse um mínimo de seriedade, teria aproveitado o momento para se reorganizar. Mas não. Os dirigentes continuaram levando vida de nababos, com a empresa e os funcionários no vermelho. A arrogância era tamanha que a frase mais repetida pelos dirigentes dos Associados, diante da mais leve crítica, era: “se a rua Goiás não deu, não aconteceu”. Rua Goiás era onde funcionava a sede da empresa, antes de se mudar em 2000, para o moderno e amplo prédio, agora indisponível.

No governo de Eduardo Azeredo, recentemente condenado a 20 anos de prisão pela atuação no Mensalão Tucano, os Associados voltaram aos “bons tempos”, mandando e desmandando em Minas Gerais. Convencidos como os próprios tucanos, que Azeredo seria reeleito, tiveram que amargar a vitória de Itamar Franco (PMDB). Fato que explica a permanente indisposição da empresa contra Itamar que respondeu reduzindo substancialmente a publicidade oficial para o grupo.

Diante da intransigência de Itamar, os Associados se valiam das verbas do amigo tucano Fernando Henrique Cardoso, então presidente da República, que nunca mediu esforços para destruir o seu criador político. Contavam também, desde aquela época, com o apoio do neto do Tancredo que à frente da Câmara dos Deputados, colocou-se à disposição para resolver os problemas envolvendo buracos no caixa da mídia brasileira, vide a aprovação da PEC que permitiu a presença de capital estrangeiro no setor, medida até então vedada pela Constituição.

PAGAMENTO FIXO GARANTIA FLUXO DE CAIXA
Tão logo assumiu o governo de Minas, Aécio se transformou em “amigo de infância” dos dirigentes Associados. Almoços, jantares, noitadas e, obviamente favores, privilégios e publicidade farta sempre estiveram presentes no cardápio destes encontros. Um pagamento fixo chegou a ser estabelecido para garantir o fluxo de caixa da empresa, que o maquiava através de cadernos e publicações especiais. No Aécio governador nunca se viu, nem de longe, a mais leve sombra de mágoa com o que os Associados fizeram com seu avó, quando candidato ao governo de Minas. Para quem era muito jovem naquela época, basta lembrar que qualquer informação sobre a campanha de Tancredo nas páginas dos Associados só era publicada se fosse paga e, mesmo assim, a peso de ouro.

em5Como uma mão lava a outra, os Associados proibiram qualquer crítica, por mais leve que fosse, aos governos de Aécio Neves e de seu sucessor, Antônio Anastasia. Razão pela qual os mineiros não ficaram sabendo dos abusos, desmandos e descalabros cometidos pelos tucanos. Abusos que começam com o acobertamento do pai dos Mensalões no Brasil, denunciado em 2007, passam pela privatização da Cemig, através da empreiteira Andrade Gutierrez, envolve a construção da Cidade Administrativa – uma obra que consumiu mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos -, a entrega dos recursos minerais do Estado às empresas estrangeiras e culmina com a quebra do próprio Estado de Minas Gerais, com um rombo de mais de R$ 7 bilhões nas contas públicas. Isto sem falar em centenas de obras paradas, no desmantelamento das áreas da saúde e educação, na contratação, sem concurso, de quase 100 mil funcionários, além da demissão e perseguição de professores e na prisão de jornalista que não rezava pela cartilha aecista.

Num primeiro momento, os Associados, como a maioria da mídia tradicional brasileira, tentou jogar nas costas da presidente Dilma Rousseff a responsabilidade pela má situação financeira em que se encontra. Pediu auxílio aqui e acolá e foi atendido. Em várias oportunidades, o concorrente O Tempo, do empresário Vittorio Mediolli, autorizou que a sua empresa, a Sempre Editora, emprestasse papel para que o ex-grande jornal dos mineiros não deixasse de circular. Mediolli, inclusive, esteve perto de comprar o Estado de Minas, mas teria desistido da transação, pelo que se sabe, no momento em que Álvaro Teixeira da Costa tentou se incluir no pacote.

SILÊNCIO CÚMPLICE
Também no meio acadêmico mineiro, onde se imagina que domine o livre pensar, a influência dos Associados sempre esteve presente. Lá, o que prevaleceu, todos estes anos, com as exceções de praxe, foi um silêncio cúmplice, quando não oportunista por parte de professores e alguns autointitulados pesquisadores, eternos candidatos e candidatas a intelectuais provincianos.

A única razão para se lamentar a situação a que os Associados chegaram é o sofrimento e a insegurança que centenas de funcionários e suas famílias estão experimentando. Fora isso, é no mínimo ridículo argumentar que o jornal Estado de Minas, por exemplo, constitua um patrimônio a ser preservado. Que patrimônio é esse que sempre trabalhou contra os interesses da maioria da população de Minas e do Brasil? Que patrimônio é esse que sempre esteve ao lado dos golpistas (do passado e de hoje) e caracteriza-se pelo desrespeito permanente aos seus funcionários e aos cidadãos?

Para cúmulo da ironia, quando a direção dos Associados aciona, como fez nesta terça-feira (29) o batalhão de choque da Polícia Militar para intimidar funcionários em greve que reclamam pacificamente os seus direitos trabalhistas, das telas dos cinemas em Belo Horizonte, Chatô, em cartaz, contempla o que pode ser o capítulo final do império que criou.

Como toda crise oferece também oportunidades, está na hora dos funcionários dos Associados aproveitarem a reunião intermediada pelo Ministério do Trabalho, marcada para esta quarta-feira (30), para exigir transparência e conhecer qual é realmente a situação da empresa. Só a partir daí, poderão pensar em soluções cabíveis para receberem o que lhes é devido.

A intermediação é fundamental, porque a atual direção dos Associados não mais reúne condições para seguir dando as cartas, pois ela é o problema. Fora isso, as alternativas não são nada animadoras: tapar o sol com a peneira ou continuar capengando à espera que Aécio ou alguém do seu quilate seja eleito e restaure os “anos dourados”. Pelo visto, quem fizer tal aposta vai esperar sentado.

 

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11 Comentários
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  1. AlvaroTadeu

    6 de janeiro de 2016 10:21 am

    De um Aécio ao néscio, o jornal das vergonhas de Minas.

    Não se esqueça, Nassif, o possível salvador de O Estado de Minas, proprietário de O Tempo, já foi deputado federal pelo PFL, isto é, as coisas nas Geraes não estão nada bem desde que o compositor e cantor Milton Nascimento voltou para o Rio de Janeiro, isso na época de Travessia. Ele atravessou o Rio Grande, veio para SP, daqui para o Rio e acho que nunca mais morou em Belo Horizonte, para onde tinha ido quando saiu de Três Pontas.

    1. Jair Fonseca

      6 de janeiro de 2016 4:59 pm

      Milton Nascimento, grande

      Milton Nascimento, grande cantor/compositor e apoiador de Aécio Neves, que também mora no Rio…

  2. João Bosco Rocha

    6 de janeiro de 2016 10:57 am

    A Que Ponto Chegou o Jornal e o Próprio Estado de Minas

    Estamos assitindo há anos os descalabros dos governos tucanos em Minas. A manipulação midiática que rolou solta sob o governo Aécio é pública e notória aqui em Minas. Tudo se fez para ocultar o que Aécio movimentou nas sombras e na calada da noite. Durante seu governo saía uma propaganda diária na Globo nacional. Toda a imprensa falada, escrita e televisiva se acomodou sob a batuta da irmã de Aécio, Andréia Neves. Criou-se uma realidade virtual no melhor padrão tucano, de nítida inspiração (para dizer o mínimo) yankee.

  3. Manubhz

    6 de janeiro de 2016 11:23 am

    Sinceramente não sei como a

    Sinceramente não sei como a aposição conseguiu sobreviver em minas, lembro que teve vários governos tucanos no município de belo horizonte.
    7 bilhões de dívidas não pagas e empenhadas e cancelamentos sucessivos que estouraram agora, a Lei 100 que enrolou 100 mil funcionários na educação sem concurso, prometendo efetivação sem concurso, fora a lei delegada que aécio reformulou o estado sem ser questionado, em fim há várias lambaças que só agora aparecem e outras que vão demorar anos para aparecer.

  4. Paulo Vendelino Kons

    6 de janeiro de 2016 12:39 pm

    Ângela Carrato assessora de Aécio Neves e presidente da Rede Min

    “Poucos sabem que Ângela Carrato foi assessora do senador Aécio Neves quando o mesmo ainda era deputado. Quem convivia na época com eles, comenta que tanto o senador quanto a irmã dele, Andrea, tinham respeito e amizade por ela. Tanto que, ao ser eleito governador, Aécio a convidou para um dos cargos mais importantes da área de comunicação do estado: a presidência da Rede Minas.

    Aí começou o problema. A presidência de Ângela começou a ser muito criticada dentro e fora da TV. Funcionários da época ainda se recordam de vários dos fatos ocorridos na gestão de Ângela (que não vêm ao caso aqui).

    No começo, o governador resistiu às ponderações de diversas áreas do governo, enfrentou as críticas que a gestão de Ângela recebia e renovou sua confiança nela, optando por mantê-la no cargo. Mas, diante do tamanho dos questionamentos que a gestão dela passou a sofrer, inclusive dentro da própria emissora, o governo não teve escolha a não ser substituí-la. A partir daí, Ângela iniciou uma cruzada pessoal contra o governador e toda a sua equipe.

    Mas, como se diz por ai, nada como um dia após outro dia.

    Em 2003, o PT começou a sua estratégia de acusar o governo tucano de pressionar a imprensa de Minas. Por ironia, nessa época, uma das vítimas do PT era a própria Ângela Carrato, acusada de censurar a Rede Minas.

    Essa é uma carta enviada, no dia 07 de agosto de 2003, por Ângela Carrato ao presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (ver abaixo o fac-símile da carta).

    Eis alguns trechos da carta:

    “Ao contrário do que os textos afirmam, não há por parte do Governador Aécio Neves e de sua administração nenhum cerceamento à liberdade de expressão, nem perseguição política. Essa é uma vergonhosa mentira publicada lamentavelmente pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.”

    “Como jornalista e professora de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais sinto-me envergonhada por ver divulgados conteúdos como esses pelo meu próprio Sindicato.”

    “Diante dessa injustiça, manifesto total e irrestrita solidariedade ao Governador de Minas Gerais, seus auxiliares e seu Núcleo de Comunicação por saber que realizam um trabalho sério, profissional, compromissado com a ética e com os interesses maiores do povo mineiro. A trajetória política do Governador e de seus auxiliares, entre os quais modestamente me incluo, é de luta contra qualquer tipo de arbitrariedade.”” (http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/_ed834_por_quem_os_sinos_dobram/ – Gabriel Sousa Marques de Azevedo, jornalista e professor de Direito Constitucional

    1. Henriquebh

      6 de janeiro de 2016 4:11 pm

      Gabriel até 2013 era filiado ao PSDB
      mesmo longe do partido deu uma mãozinha pro senador mineiro em 2014 http://m.oglobo.globo.com/brasil/marketing-politico-no-brasil-obsoleto-diz-autor-do-video-de-aecio-no-whats-app-14258550

    2. Jair Fonseca

      6 de janeiro de 2016 5:28 pm

      “Em 2003, o PT começou a sua

      “Em 2003, o PT começou a sua estratégia de acusar o governo tucano de pressionar a imprensa de Minas”… Consta que os jornalistas, quando podiam, denunciavam isso, mas indiretamente, claro. Por motivos óbvios, quem o fizesse seria demitido. Aliás, o jormalista Gilberto Menezes, um dos que foram cortados da TV Minas, por desagradar o tucanato censor, foi defendido pela presidente da Rede, segundo ele próprio relata: “O jornalista informou ainda que a presidente da Rede Minas, jornalista Ângela Carrato e o secretário estadual das Comunicações, Danilo de Castro, “resistiram ao extremo às pressões para a retirada do programa da grade da TV. No caso de Ângela, sua resistência chegou até ao risco de perda do cargo, o que fortaleceu o meu pedido de demissão”. O depoimento completo do jornalista: http://foraaecio.blogspot.com.br/2006/08/memria-censura-mdia-mineira-ii.html

  5. jasantos

    6 de janeiro de 2016 1:39 pm

    CHOCADO MAS NÃO SURPRESO
    Como sempre digo, e detesto ser repetitivo, chocado mas não surpreso.

    Dos tucanos nada mais me surpreende.

    O que me espanta ainda há gente que acredita neles.

  6. altamiro souza

    6 de janeiro de 2016 2:23 pm

    esse é o fim desse tipo de

    esse é o fim desse tipo de jornalismo achacador.

    representsdo pelo seu fundador, o chatô…..

    lamentável para quem perde o emprego,

    mas um alívio para quem defende um jornalismo mais salutar…

  7. Athos

    6 de janeiro de 2016 3:47 pm

    Os Homens de Minas foram
    Os Homens de Minas foram substituídos pelas Forças Ocultas.
    Não existe cosanguineidade. Tem que estudar!

  8. MarFig

    6 de janeiro de 2016 11:44 pm

    Menos um mamador de dinheiro

    Menos um mamador de dinheiro público. Já vai tarde.

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