4 de junho de 2026

Confiança do Consumidor cai 2% em dezembro

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Jornal GGN – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 2% entre novembro e dezembro de 2015, segundo levantamento elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ao passar de 76,7 para 75,2 pontos, o índice atinge o menor nível da série iniciada em setembro de 2005.

O levantamento aponta uma piora nas avaliações dos consumidores sobre a situação atual e das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu -4%, atingindo 63,2 pontos, registrando seu menor nível da série, enquanto o Índice de Expectativas (IE) variou -0,8%, passando de 82,8 para 82,1 pontos.

Depois de apresentar uma melhora considerada pontual em novembro, o ICC perdeu força devido à menor satisfação dos consumidores com a situação financeira da família. O indicador caiu 3,7%, de 89,4 para 86,1 pontos, atingindo o mínimo histórico da série após uma sequência de oito meses consecutivos de queda. A parcela de consumidores que avaliam a situação financeira como boa diminuiu de 12,2% para 10,2%; e a dos que dizem estar ruim aumentou de 22,8% para 24,1%.

Com relação às perspectivas futuras, houve uma nova redução no ímpeto de compra de bens duráveis para os próximos seis meses. O indicador recuou 2,8%, entre novembro e dezembro, ao passar de 60,4 para 58,7 pontos. Apenas 7,3% dos consumidores afirmaram ter expectativas de comprar mais, enquanto 48,6% planejam comprar menos.

Na análise por classes de renda, todos os consumidores tiveram perda da confiança em dezembro exceto os com renda familiar mensal entre R$ 2.100 e R$ 4.800 cujo resultado foi melhor do que no mês anterior. A piora mais expressiva ocorre para os consumidores de baixa renda, até R$ 2.100, queda de -4,3% do índice.

“A queda do índice foi influenciada pela piora da percepção em relação à situação financeira familiar que, por sua vez, é reflexo da combinação de alguns fatores: aceleração da inflação de alimentos, piora das avaliações sobre o mercado de trabalho e dificuldades para redução do grau de endividamento. Nem mesmo a renda extra auferida no período e a maior oferta de empregos temporários foi suficiente para reduzir a insatisfação e o pessimismo em relação aos próximos meses.”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor, em relatório.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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