4 de junho de 2026

A derrota moral do golpe-impeachment, por Aldo Fornazieri

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A derrota moral do golpe-impeachment

Por Aldo Fornazieri

Embora não ainda liquidado política e factualmente, o movimento do golpe político via processo de impeachment já foi derrotado moralmente. A semana passada foi o marco dessa derrota. Uma conjunção e convergência de eventos e percepções constituiu a evidência dessa derrota. Ninguém sabe ainda qual será o desfecho do processo. Mas, mesmo que o golpe venha a ser consumado, o que, nesse momento, se afigura bastante difícil, ele expressará uma vitória formal ante uma derrota política e moral. Seria mais uma daquelas vitórias sem honra e sem dignidade por trazer a marca da ilegitimidade.

O primeiro revés do golpe consistiu na reação e na resistência de uma onda crescente de consciência democrática e constitucional que foi se espraiando em diversos segmentos dasociedade. De forma espontânea e através de manifestações públicas de juristas, intelectuais, lideranças sociais e de representantes de instituições da sociedade civil, o caráter golpista e ilegítimo foi denunciado, chamando-se a atenção acerca da ausência de um fundamento jurídico para o mesmo, acerca das motivações meramente políticas de seu desencadeamento, sustentadas às claras por Eduardo Cunha e pelo PSDB e à meia-sombra por Michel Temer e setores do PMDB. Ficou evidente o rebaixamento do instrumento legal do impeachment a mero artifício político para perpetrar uma ilegalidade tendo em vista o poder do Estado.

Esta reação cívica e democrática teve um momento-síntese na manhã do último dia 16 de dezembro na Faculdade de Direito, no histórico Largo de São Francisco. Velhos juristas, muitos dos principais intelectuais contemporâneos e jovens professores de várias universidades e alunos marcaram de forma categórica a ilegitimidade do golpe-impeachment. O ato foi unitário, pluralista e apartidário. Não se tratou de defender o governo, pois ali estavam vários de seus críticos.  Mas tratou-se de defender a Constituição e a democracia.

No final da tarde do mesmo dia foi a vez da sociedade civil, dos movimentos sociais e de indivíduos dotados de consciência democrática e constitucional, que reagiram em ato com cerca de 100 mil pessoas iniciado na Avenida Paulista. A diversidade de movimentos sociais e de representações de entidades da sociedade civil que lá compareceram evidenciaram que a consciência democrática e o Estado de Direito têm linhas de defesa entrincheiradas para resistir não só ao golpe político, mas também à onda conservadora que o carrega com o objetivo de atacar direitos sociais, direitos civis e de jogar sobre os ombros dos trabalhadores o peso brutal dos custos da crise econômica.

Se o ato da manhã estabeleceu um conforto para as consciências e a evidência de que a degradação política do país não corroeu os sentimentos democráticos e cívicos de muitos brasileiros, o ato da tarde estimulou o animus beligerandi do qual os movimentos sociais e a sociedade civil nunca devem se desfazer para que a luta por direitos e democratização não recue em face das investidas de seus inimigos. Para enfrentar o sequestro da democracia no mundo de hoje e as ondas conservadoras, as batalhas da consciência cívica e democrática não podem se apartar das batalhas de rua por direitos.

A Defesa da Constituição

Os articuladores do golpe-impeachment sofreram duas derrotas em outras frentes. O STF barrou os artifícios inconstitucionais que Eduardo Cunha, o PSDB e Michel Temer delinearam para encaminhar o processo de julgamento da presidente da República. Ao definir o rito do processo e ao anular a votação secreta da Câmara dos Deputados, o STF salvaguardou a Constituição que vinha sendo vilipendiada pela ânsia desse grupo político em se apossar do poder.

Bastou que o STF restabelece o rito legalista e constitucional para que os manipuladores de opinião e os idiotas da objetividade (analistas jurídicos e políticos de plantão) desencadeassem uma nova investida para sustentar a tese de que o Supremo havia decidido em favor do governo em mais um ato de judicialização da política. Provavelmente não leram a Constituição.

A Constituição prevê apenas três possibilidades do uso de voto secreto definidas no Artigo 52, incisos III, IV e XI. Nenhuma delas está ligada ao processo de impeachment. Já os regimentos da Câmara e do Senado preveem o uso do voto secreto apenas para a escolha dos membros das respectivas Mesas Diretoras. As designações do uso do voto secreto são formalmente definidas por se tratarem de exceções à regra. A regra são as votações abertas e este princípio decorre do fato de que o Brasil é uma República, fator que fundamenta o princípio da publicidade e da transparência de todos os atos do poder público e, principalmente, quando esses atos são efetuados pelos representantes da sociedade. Não resta dúvida de que o movimento golpista tentou viabilizar uma série de artifícios inconstitucionais para fazer valer seus interesses.

A Farsa do Governo de Unidade

A farsa que os golpistas vinham sustentando há meses, de que Michel Temer encabeçaria um governo de unidade nacional, também caiu por terra. Em primeiro lugar, Temer revelou-se um conspirador. Qualquer governo que ele viesse ou venha a encabeçar, no contexto dessa conjuntura, traria ou trará a marca da ilegitimidade. Terá uma forte oposição de cidadãos dotados de consciência democrática e dos movimentos sociais e importantes setores da sociedade civil.

Temer não só não é capaz de unir o país, mas carrega os emblemas da desconfiança preventiva já que 56% da população julga que ele faria um governo igual ou pior do que o governo Dilma, como mostra a pesquisa do Datafolha. Ademais, Temer aprofundou a divisão interna no próprio PMDB. A tese do governo de unidade nacional era uma cortina de fumaça para esconder interesses escusos e para enganar os incautos. Sequer a maioria das pessoas que quer o impeachment acredita na viabilidade de um governo Temer.

Por fim, é preciso reiterar o fato de que a grave crise econômica não terá um enfrentamento adequado e eficaz enquanto perdurar a atual crise política artificial fabricada pelo PSDB, por Eduardo Cunha e por setores do PMDB capitaneados por Michel Temer. A questão de fundo da crise política artificial é a conspiração para destituir a presidente da República.

Nenhum governo consegue governar enquanto permanecer ameaçado por um movimento golpista. O aventureirismo de Cunha e a irresponsabilidade do PSDB e de Temer estão produzindo milhares de desempregos e agravando a desorganização econômica do país. Desencadeado o processo de impeachment declarou-se uma guerra política. As mesuras, as conversas e o pudor foram deixados de lado. Derrotar o movimento golpista é o caminho mais rápido para restituir condições mínimas de governabilidade. Daí por diante, Dilma e o governo terão que fazer sua parte que até agora não fizeram.

Aldo Fornazieri é professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo

Aldo Fornazieri

Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política.

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34 Comentários
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  1. Marcos Antônio

    21 de dezembro de 2015 11:10 am

    Derrota ou parte de uma

    Derrota ou parte de uma estratégia?

    http://oglobo.globo.com/brasil/apos-decisao-do-stf-sobre-rito-de-impeachment-psdb-aposta-no-tse-18340773

  2. Maria Luisa

    21 de dezembro de 2015 11:38 am

    O golpisma continuara

    Eu sempre pensei que se deixaram Cunha ir tão longe, dentro do PMDB, é porque Temer e os caciques permitiram e, em certa medida, ganharam com isso.

    De resto, não espero bandeira branca.  Temer perdeu tudo o que tinha para perder, ao assumir sua conspiração golpista. Agora ele vira com tudo, sempre meio à sombra, em 2016.

    1. paulo vi

      21 de dezembro de 2015 12:18 pm

      É bem desagradável e

      É bem desagradável e previsível que virá chumbo do grosso, há quanto tempo não se tem sossego cara Maria Luisa, que desgaste constante!

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    21 de dezembro de 2015 11:58 am

    A derrota não é só moral. Ela

    A derrota da oposição não é só moral. Ela é cívica. Agora os coxinhas resolveram rasgar seus títulos dizendo que só voltarão a votar em caso de intervenção militar. Coitados. Os derrotados acreditam que os votos deles valem mais do que os votos das pessoas que elegeram Dilma Rousseff. Eles não querem viver no Brasil, renunciam à cidadania. Fariam  um grande bem ao país e a si mesmos se pedissem asilo político na Embaixada dos EUA. Por isto já perguntei às autoridades se isto lhes será recomendado:

     

    @MPF_PGR e @TSEjusbr recomendarão aos eleitores da @Rede45 que rasgam seus títulos a pedir asilo político nos EUA? https://www.facebook.com/denise.amaral2/videos/1202195516461951/?pnref=story

     

    1. alexis

      21 de dezembro de 2015 12:07 pm

      ELITES DO “BRAZIL”

      Não adianta ficar conversando e dialogando com elites que não amam Brasil.

      Mais de 80% dos executivos brasileiros se diziam dispostos a deixar o país para trabalhar no exterior, em 2014 (FdeSP, 08.03.2015).

      http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1599688-passado-o-boom-desencanto-leva-executivos-a-deixar-o-brasil.shtml

      O Governo tem que: voltar às ruas e trazer a voz do povo para a reforma política. Depois disso, manter-se estritamente do lado do povo, das agremiações de classe trabalhadora e da juventude. 

      1. Carlos Alberto Freitas Lima

        21 de dezembro de 2015 1:17 pm

        SE FOR EXECUTIVOS TIPO LAVA JATO, JÁ VÃO TARDE.

        A grande maioria dos executivos do Brasil, adoram o sucesso não importam como. Querem o dinheiro mesmo que seja sujo. Não é de se duvidar que estudam com dinheiro público na maioria das vezes e depois querem descarta o Brasil com se fossem divinos de Miami, são uns bocós só querem ganhar no que já está pronto, são incapazes de construir alguma coisa. São faroleiros do nada.

    2. Roberto Locatelli

      21 de dezembro de 2015 12:15 pm

      Que o façam

      Não sabia dessa ideia de que os coxinhas deveriam rasgar seus títulos eleitorais. Mas desde já apoio integralmente!

      1. W.Gusmão

        21 de dezembro de 2015 12:51 pm

        Ufa!!!
        Enfim, uma ideia boa dos coxinhas.
        Já mudei de posição. Sim, embora, muito raramente, eles tem ideias geniais, essa de rasgar seus TE foi super genial, esperoo que levem a cabo, já que não respeitam as urnas para que participarem dela?
        Vamos ver se tem pelo menos esse gesto de decência.

      2. lenita

        21 de dezembro de 2015 2:16 pm

        Roberto

        Me too ! Acreditam piamente na FSP, Globo, etc, etc e só votam errado, conforme “ensinado” por eles.

    3. mcn

      21 de dezembro de 2015 12:46 pm

      A porta da rua é a serventia da casa

      Esses golpistas NADA  fizeram pelo país, ao contrário, como indica o parágrafo final do post, ao fomentar a instabilidade política, foram e são co-responsáveis pelo desemprego de milhares de pessoas.

      O fato é quer a conjunção de fatores anti-golpe da semana passada, dentre eles, a decisão do STF, funcionou como uma “retroescavadeira da legalidade”, arrancando à força do cenário político os golpistas e os oportunistas, inclusive os patetas financiados por neocons americanos.

      Os caras perderam a força e, pelo visto no vídeo da mocinha rasgando o Título de Eleitor, a sensação de luto está sendo terrível.

    4. jluizberg

      21 de dezembro de 2015 2:43 pm

      Bolsa Miami

      Como já havia sugerido durante o segundo turno, é hora da Dilma criar mais um programa social: o bolsa Miami.

      Este programa daria uma passagem para Miami para todos os coxinhas que desejassem, mas SÓ DE IDA.

      E o Tio Sam que se vire com eles…

    5. Mário Mendonça

      21 de dezembro de 2015 9:39 pm

      Fabio
      Jamais iriam para s

      Fabio

      Jamais iriam para s Estados Unidos, aqui,  é um paraiso fiscal

  4. Bonna

    21 de dezembro de 2015 12:08 pm

    Vitória moral

    Da família Picciani e de Renan Calheiros.

     

  5. Juliano Santos

    21 de dezembro de 2015 12:13 pm

    Tem um lado bom essa história

    Tem um lado bom essa história toda. É fato que a economia foi fortemente atingida pelo golpismo dos oportunistas e traíras, mas todo o sacrifício imposto aos trbalhadores agora poderá até ter valido a pena, mais para frente.

    Isso porque o golpismo está fazendo o governo Dilma ir para a esquerda. Como no segundo turno de 2014, a esquerda está conseguindo se unir em torno da presidenta quando vê a direita pronta para o bote.

    A entrada do Barbosa sinaliza que a Dilma percebeu que só dá para governar com a agenda que garantiu sua vitória. E devido ao fato de que a oposição foi muito longe para recuar, a tendência é a presidenta ir cada vez mais para a esquerda, buscando a sustenção nos movimentos sociais e nos sindicatos.

    Só posso acreditar que o governo tem a exata consciência disso e não cometerá o quase fatal erro do começo do segundo mandato. Está claro que não tem consiliação com essa direita, pode botar o Levy e dar ministérios a vontade para a turma do Temer. Eles querem a chave do cofre. É guerra, e a despetio de sua inabilidade, uma coisa a presidenta é, guerreira e luta até o fim. 

    1. Gabriel Moreno

      21 de dezembro de 2015 3:59 pm

      Às vezes gosto de imaginar,

      Às vezes gosto de imaginar, num completo delírio meu, que Dilma sabia de tudo isso desde o começo (uma espécie de gênio do xadrez), sendo que seu objetivo desde o iníco era mesmo fazer um governo mais à esquerda. Só deixou tudo rolar para ter a “desculpa” de fazê-lo. Olha, deve ter uma ponta de verdade nisso aí. Daria um bom roteiro de filme, pelo menos.

  6. CB

    21 de dezembro de 2015 12:17 pm

    Tem que ficar atento ao TSE.

    Tem que ficar atento ao TSE. Além disso, os ministros do STF não puderam perder alguns dias de suas férias para resolver de vez o caso cunha, como se todo o Brasil parasse, como se cunha e os golpistas não fossem fazer absolutamente nada para esperar o fim das férias dos membros do STF. Nem mesmo um certo membro daquela corte vai ficar de papo pro ar nestes meses…

  7. Vieira

    21 de dezembro de 2015 12:33 pm

    É muito simples entender.

    Só não entende os abissais coxinhas que com  ganância extrema não se importam com o caos que provocam. À turminha do p s d b e seus correligionário só interessa o poder a qualquer custo e dessa forma até tentaram apoiar-se em cunha e temer(oso), mais dois sem escrúpulos que envergonham nosso PAÍS. Claro que existem muitos outros, principalmente os cupinchas do cunha dentro da Câmara e tantos outros por aí. O Brasil precisa voltar a crescer, têm potencial para isso e nós verdadeiros cidadãos temos que apoiá-lo nos projetos progressitas. 

  8. Pedro Rinck

    21 de dezembro de 2015 12:39 pm

    Golpe no TSE

     

    Mas ainda há o golpe em gestação no TSE. À folha, aécio disse que esse do TSE é que é o golpe dele.

  9. maria rodrigues

    21 de dezembro de 2015 12:52 pm

    Dizia Aécio e sua tropa que

    Dizia Aécio e sua tropa que se permanecesse no cargo Dilma iria sangrar até o fim. E pensar que muito sangue já rolou apenas neste 2015, enquanto a Presidente, com todos os seus erros e acertos, precisa do mínimo de consenso entre parlamentares para prosseguir na luta pelo desenvolvimento do país, que está penando com todas as tramas e tramoias advindas de um acordão feito por gente trapaceira que só vê pela frente um gope de estado. Não pensam no povo, que já está sentindo, na carne, hoje e agora, os malefícios desse quadro terrível. 

     

  10. Carlos Alberto Freitas Lima

    21 de dezembro de 2015 1:11 pm

    A SEXÓLOGA SOCIÓLOGA DO BOTOX SUMIU DIANTE DO GOLPE, PORQUE?

    Sumiu porque estava lá também……Cadê a MARTA?

    1. lenita

      21 de dezembro de 2015 2:24 pm

      E o pior para ela…

      É que ainda não está certo a sua candidatura pelo PMDB. O Chalita está na parada.

    2. Marcos Antônio

      22 de dezembro de 2015 12:49 am

      O Psdb SUMIU DOS JORNAIS….

      O Psdb SUMIU DOS JORNAIS….

  11. altamiro souza

    21 de dezembro de 2015 1:32 pm

    é isso aí….
    emocionante o

    é isso aí….

    emocionante o ato no largo de são francisco em são paulo,

    como em várias partes do brasil….

    ver no you tube uma série de depoimentos dos principais intelectuais….

    como já disseram, acima de tudo, foi um ao cívico.

    mas é bom ficar alerta com os golpistas….

  12. João d'CUia

    21 de dezembro de 2015 2:20 pm

    no Brasil a coisa é tão

    no Brasil a coisa é tão esculambada que sociólgo se faz de dono da história sem um pingo de vergonha. A derrota moral do Impexam só haverá no Brasil depois que os que derrubaram Collor forem passar  dez anos na cadeia e Collor reassumir por 10 vezes o tempo que lhe robuaram

  13. lenita

    21 de dezembro de 2015 2:22 pm

    Tb acho que a paz ainda não virá.

    Mas o fato de se retirar o Cunha e o Temer virar pó, já foi um grande ganho para o país.

  14. Alan Souza

    21 de dezembro de 2015 3:09 pm

    Aécio quer Steve Harvey pra anunciar o resultado da eleição

    Aécio Neves quer que Steve Harvey, apresentador do Miss Universo 2015, faça o anúncio do resultado oficial da próxima eleição presidencial, pra ele poder passar uns minutinhos que sejam com a faixa presidencial.

    (Quem não entendeu, veja aqui: http://bit.ly/22kAKEO)

  15. Ed Lopes Junior

    21 de dezembro de 2015 4:32 pm

    Esperava mais

    Dizer que o processo de impeachment é um golpe, significa dizer que o STF definiu o rito para um golpe…

    Dizer que o impecheament é um processo com lastro jurídico é dizer que aqueles que o votam levam esse rigor. O Tiririca seria um desses.

    O processo de Collor tinha lastro jurídico?

    Se impeachment fosse um processo jurídico, esse seria julgado no STF.

    O artigo apenas redunda um discurso político de convencional, que já não cabe depois do julgamento do STF sobre o rito.

     

     

     

    1. mcn

      21 de dezembro de 2015 5:12 pm

      Pô, Edinho!

      Cê não consegue formar uma frase sem engatar um sofisma no meio?

      1. No caso do PT, sim, impeachment como foi proposto é um Golpe de Estado, de acordo com a opinião de juristas e intelectuais, dentro e fora do Brasil.  E do povo na rua.

      2. Collor renunciou antes do final do processo no Senado. Em tese, não houve impeachment, mas, diferente de Dilma, havia materialidade na acusação.

      3. O STF não julgou o mérito do pedido de impeachment de Dilma. Só definiu o rito.

      4. Que-que-o Tiririca tem a ver com essa lambança golpista?
       

      1. Ed Lopes Jr.

        21 de dezembro de 2015 9:40 pm

        Pô, MSNinho

        Pô MSNinho,

        Pois escrevi reclamando exatamente dos sofismas…

        Concordo com o intelectual Aldo Fonaseri: o julgamento do STF foi uma grande vitória do governo contra o impeachment, uma derrota para a oposição.

        Apenas não concordo com alguns argumentos.

        Golpe é aquilo que ocorreu em 1964… O impeachment é previsto na constituição. Existe uma grande diferença.

        Estão ocorrendo vários debates e entendimentos, como nunca antes… Isso é golpe?

        O ministro Celso de Mello em seu voto disse que o Senado pode barrar o processo de impeachment, mesmo que Dilma seja culpada juridicamente. Isso deixa claro que o  impeachment é processo de julgamento POLITICO.

        A camara dos deputados e o senado julgam politicamente e não juridicamente. Quando falei em Tiririca foi somente para lembrar a qualidade do conhecimento jurídico dos deputados e senadores. É impossível um processo que não seja político…

        No TSE sim, ocorrera um julgamento jurídico, feito por magistrados

        O impeachment é a unica forma de tirar quem pisou na bola

        Collor foi retirado em um processo politico, com toda razão! Na justiça ele saiu isento.

      2. Bonna

        21 de dezembro de 2015 10:36 pm

        Qual a “materialidade” ?

        Qual a “materialidade” do crime de responsabilidade que consta na denúncia oferecida contra Collor que não há na denúncia oferecida contra Diulma ?

        Aqui não há espaço pra divagações. Ou bem os dois processos são considerados “golpes”, como afirma Luis Nassif, ou ambos não são considerados assim.  Eu, por exemplo, não considero nenhum processo previsto na Constituição como golpe.

        Qualquer coisa fora disso é apenas desonestidade intelectual.

        1. Silvano Frazaoo

          21 de dezembro de 2015 11:01 pm

          O que Estes coitados não

          O que Estes coitados não sabem e que o que as ditas pedaladas foram decretos para Tapar buracos criados, pelos legislativo e judiciario,. O banditismo do tcu tá no meio. Como este brasil tem idiotas. Estes coxinhas em suas  tantativas do golpe, esquecem do direito constituconal.

        2. Ale Nogueira

          22 de dezembro de 2015 2:15 am

          Golpe?

          Propor impeachment NÃO É golpe, é Dispositivo Constitucional.

          Mas, propor 36 pedidos seguidos de impeachment sem fundamento É golpe;

          aprovar pautas-bomba É golpe;

          insistir em 3o turno É golpe;

          transformação midiática de crise política em econômica É golpe;

          denuncismo vazio É golpe;

          investigação seletiva É golpe;

          sustentar Cunha e suas manobras É golpe…

          Quer mais?

  16. gnsouto

    21 de dezembro de 2015 10:40 pm

    É só por aqui mesmo

    “Seria mais uma daquelas vitórias sem honra e sem dignidade por trazer a marca da ilegitimidade.”

    Fica parececendo que, para quem dá golpe, esses são atributos importantes…

  17. vicentepc

    21 de dezembro de 2015 11:11 pm

    Esqueceram de incluir os oligopolios

    Esqueceram de incluir os oligopolios como os principais conspiradores e golpistas. Os grupos políticos citados na matéria não passam de fantoches. Este golpe carrega interesses estrangeiros muito superiores aos meros cargos políticos disputados pelos personagens que se engalfinham nesta batalha. Querem o dominio dos recursos naturais e anulacão da política externa petista de apoio aos BRICS. Lembrem da materia “os EUA já trabalham abertamente para derrubar Roussef”  https://www.youtube.com/watch?v=zTuAvpny3rI&feature=em-share_video_user do site http://www.blogdacidadania.com.br/2015/03/tudo-igual-a-1964-so-faltam-os-eua-ou-nao-faltam/

    no qual sugiro também a leitura dos comentários.

     

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