Morre temido líder da Loja Maçônica P2, Licio Gelli
ROMA (ITÁLIA) | 16/12/2015 | AFP
Licio Gelli tinha ligações com a política argentina, onde exerceu grande influência
O “Mestre Venerável” Licio Gelli, uma das figuras mais controversas da história recente da Itália, líder da loja maçônica Propaganda 2 (P2), que teve vínculos com a ditadura militar argentina, morreu na terça-feira aos 96 anos em Arezzo (centro da Itália), anunciou a família.
O célebre “capo” da temida organização maçônica era um anticomunista convicto e viu seu nome envolvido em vários escândalos políticos e financeiros que abalaram a Itália nos anos 1980 e 1990.
Amigo dos argentinos Juan Domingo Perón e José López Rega, esteve vinculado com a ditadura militar argentina (1976-1983), país do qual chegou a obter cidadania e representou como diplomata na Itália.
Em 1981, graças às investigações dos juízes de Milão sobre a milionária quebra do banco Ambrosiano, os italianos descobriram a lista com os 962 nomes pertencentes à P2, uma influente rede de políticos, juízes, empresários, jornalistas, agentes dos serviços secretos e militares que o “Mestre Venerável” liderava.
Entre os empresários estava um ainda desconhecido Silvio Berlusconi, que anos mais tarde se tornou o homem mais rico do país e primeiro-ministro.
Também apareciam quase 20 argentinos, entre eles o almirante Emilio Massera e o general Carlos Suárez Mason, integrantes da junta militar que governou o país.
Graças à investigação dos juízes, que durou 13 anos, a loja P2 foi proibida em 1981.
Histórico de escândalos
O nome de Gelli apareceu em quase todos os escândalos dos últimos 30 anos, desde a quebra do maior banco da Itália da época, o Banco Ambrosiano, cujo presidente, Roberto Calvi, foi encontrado enforcado sob uma ponte de Londres em 1982, passando por Tangentópolis (subornos das empresas) e a existência de uma estrutura paramilitar secreta de nome Gladio com o objetivo de impedir que os comunistas italianos chegassem ao poder.
O poderoso líder da P2 foi condenado por se apropriar de segredos de Estado, caluniar magistrados e tentar desviar as investigações do atentado contra a estação de Bolonha em 1980.
O ex-líder da loja mais exclusiva da maçonaria italiana conseguiu fugir de uma prisão suíça em agosto de 1983, buscou refúgio na América do Sul, onde sempre gozou de amizades influentes, e se entregou à justiça na Suíça em 1987.
Formação
Nascido em 21 de abril de 1919 em Pistoia, Toscana, Licio Gelli militou durante a juventude no fascismo e foi voluntário na Espanha para lutar ao lado do general Francisco Franco. Em seu retorno, foi recebido na Itália pelo ditador Benito Mussolini.
Na véspera da queda do fascismo, Gelli, que começava a dominar a arte da manipulação e da chantagem, usou os ‘partisanos’ italianos da Toscana para obter a benevolência das autoridades locais comunistas.
Depois da guerra, no entanto, retornou a sua origem com o Movimento Social Italiano (MSI, neofascista).
Segundo a imprensa italiana também foi agente do serviço secreto dos Estados Unidos, a CIA, nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial. Entrou para a maçonaria na década de 1960, criou a loja P2 em 1970, conseguindo se infiltrar gradualmente em todas as instituições do Estado e nas altas esferas da sociedade.
Resposta ao editorial de o Globo que chama o pré-sal de “patrimônio inútil”
A Globo, em seu editorial de domingo, 20, destila ódio contra a Petrobrás. “O pré sal pode ser patrimônio inútil”. Entendo a ira global contra a Petrobrás, mãe do seu filho mais pródigo, o pré-sal. Já na década de 90, a Globo comparava a Petrobrás a um “paquiderme” e chamava os petroleiros de “marajás”, numa campanha que visava manchar a imagem da empresa. Na ocasião, os petroleiros reagiram a essa farsa global e fomos, em passeata, até o Jardim Botânico, sede da Globo, para protestar contra Roberto Marinho, mas eles não desistiram.
A mais contundente resposta a essas difamações foi o pré-sal que já produz mais de hum milhão de barris por dia, o suficiente para abastecer juntos todos os países do MERCOSUL. Essa é uma resposta muito dura para a empresa dos marinhos a Globo, sendo uma empresa decadente que vive a perder audiência e a demitir jornalistas, sua principal mão de obra.
Um deles, talvez o mais brilhante, com certeza o mais probo, Sidney Resende, que foi demitido pelo todo poderoso, Ali Kamel, chefe do jornalismo da empresa, por postar em seu facebook as seguintes frases: “Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e ‘soluções’ que, quando adotadas, deram errado, daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.” Rezende continuou: “O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever”.
A fama da Globo vai longe. Deu no New York Times: “Rede Globo, a ‘TV irrealidade’ que ilude o Brasil”
A Petrobrás tem sido a principal vítima da Globo e seus erros mostram uma incompetência que vai muito além da região do pré-sal, ela é abissal, onde a luz do sol jamais chega, talvez essa escuridão dificulte o entendimento da Globo. O Custo de produção do pré-sal é de US$ 9/barril, dito em 2015 pela diretora da Petrobrás, Solange Guedes, em Houston, na palestra para as multinacionais de petróleo e diante dos maiores especialistas do mundo. Esse é um dos menores custos de produção no mundo, só conseguido graças à alta produção dos poços do pré-sal.
Se a Globo faz campanha diuturnamente desclassificando a Petrobrás, o mundo a exalta quando lhe concede, pela terceira vez, o principal prêmio da indústria do petróleo, o OCT. Além de premiada, a Petrobrás foi a empresa que conseguiu a maior capitalização da história do capitalismo, em 2010. E para que não falem que isso é coisa do passado, a Petrobrás, em 2015, conseguiu vender, de forma relâmpago, US$ 2,5 Bi, em Nova York, com títulos que só serão resgatados depois de cem anos. Esse sucesso incomoda! Além disso, a Petrobrás, depois de abastecer de derivados de petróleo o Brasil há 62 anos, ininterruptamente, participa em 13% do nosso PIB. E o pré-sal, que a Globo de forma irresponsável chama de “patrimônio inútil”, vai garantir nosso abastecimento no mínimo nos próximos 50 anos. E o petróleo continua a ser a principal matriz energética no planeta.
Também é o petróleo, que a Globo trata como inútil, o centro da maioria das guerras contemporâneas como no Iraque e Afeganistão. Além de guerras, os EUA fazem todo tipo de artimanha como a tentativa de derrubada de governos na Venezuela, onde se localiza a maior reserva de petróleo do planeta, ultrapassando a Arábia Saudita, já que os últimos presidentes do país não têm sido subservientes aos interesses yankees; como também no Brasil, onde está havendo uma gigantesca conspiração contra o governo federal e a Petrobrás, e para isso usam pessoas chamadas de “brasileiras”, como parte da mídia e alguns deputados e senadores entreguistas. Isso tudo é porque o EUA, para quem não sabe, é o maior consumidor de hidrocarboneto da terra, entretanto só possui petróleo para apenas os próximos três anos conspirando assim, em outros países, para abocanhar o petróleo alheio.
A mídia, e principalmente a Globo, tenta fazer agora com a Petrobrás o que fez com a Vale do Rio Doce, maior mineradora de ferro do mundo, no governo de Fernando Henrique Cardoso, depreciando-a através de campanhas sórdidas na mídia, para facilitar a sua venda, a Vale foi vendida a preço irrisório. Com a Petrobrás, a campanha de privatização de FHC e da mídia, principalmente da Globo, falhou! Conseguimos barrar a privatização da Petrobrás, nessa ocasião, década de 90, graças a maior greve de petroleiros da história, de 32 dias, e o ato na porta da Globo. Será que teremos que voltar à porta da Globo?
Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2015
OAB/RJ 75 300
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
Está parecendo que uma parte do PSDB se deu conta que o Impeachment da Dilma abre espaço para uma futura disputa com o PMDB. Alvaro Dias já pede para ser investigada as pedaladas fiscais de Temer. Parte do PSDB conta com o TSE para anular a chapa da Dilma, contando com pelo menos 3 desafetos do STF no TSE contra o governo Dilma: Fux, Gilmar Mendes e surpreendentemente Toffoli. Fora os outros desafetos no STE. Mas existe uma vantagem do governo, tudo isto provavelmente será re-examinado no STF.
PARTE 2: O JOGO DO PMDB
O PMDB virou um campo de guerra. Renan Calheiros e Michel Temer estão se “mordendo”. Parece que a disputa entre os dois é antiga, foi agravada com a retirada de Picianni como líder do PMDB. O PT e Calheiros se movimentaram para reconduzir Picciani. O que complica são as operações da PF contra Renan. Mas, em princípio, Dilma e Temer cada um tem um “homem mau” para chamar de seu. Renan aliado da Dilma e Temer aliado de Eduardo Cunha.
As descobertas das pedaladas de Temer pode enfraquecer fortemente a tese de impeachment, pois se vingar a tese, o próximo poderia Temer ou se vingar e Temer ficar pode configurar um golpe branco contra o PT. Se Michel Temer falhar em conseguir ser presidente vai ficar com o maior mico da história política, porque além de não conseguir ser presidente, ele poderá ficar para a história como um golpista fracassado.
Cunha, a oposição e Temer vão agir para conseguir o maior número possível de deputados para a comissão do Impeachment. O governo agirá de modo contrário. Picciani e outros líderes pró-Dilma terão que agir com muito cuidado para não provocar rebelião em suas bancadas.
PARTE 3: O JOGO DO GOVERNO
Em dois dias, o governo teve vitórias inesperadas e expressivas: 1 – O STF aprovou o voto aberto para a comissão, explicitando os aliados traidores; 2 – O STF tb aprovou o fim da chapa avulsa dificultando as divisões dos partidos provocadas pela oposição; 3 – e permitiu a aceitação de maioria simples do Senado para o pedido de impeachment. Sendo que o governo hoje tem mais de um terço ao seu favor na câmara e tem uma melhor acolhida no senado; 4 – A disputa entre Renan e Temer; 5 – O pedido de afastamento de Cunha (pode ser bom ou ruim para o governo) por Janot; 6 – O fracasso da manifestação manifestação de rua dos que querem impeachment. 7 – O sucesso das manifestações pró-Dilma com uma popularidade tão baixa.
Deu certo a tática do governo ao associar o impeachment ao golpe. Isto está ficando cada vez mais claro na cabeça das pessoas. Também deu certo a polorização do governo com Cunha, desnundando a chantagem. Talvez contribuiu para o fracasso da manifestação contra a Dilma o fato de ser no dia do AI-5, nem todo mundo é necessariamente a favor de ditaduras. Também a própria adesão de políticos da oposição, nem todos os antipetistas se identificam com os políticos de direita que estão aí. Além disso, está ficando claro na cabeça das pessoas que quem entraria no lugar dela seria Michel Temer, que não entusiasma ninguém, ainda mais sabendo de suas tendências fisiológicas.
A articulação política da Dilma é feita por Jacques Wagner, carioca, mas com ginga de quem foi governador da Bahia, sem falar de sua origem judaica (culturamente judeus são ótimos de negociação) e sindical , mostrando na origem um grandes qualidades de negociador e jogo de cintura. Ricardo Berzoini outro grande negociador também ex-sindicalista e ex-ministro do trabalho, ambos indicados por Lula, o negociador dos negociadores.
A saída de Joaquim Levy, talvez, tenha vindo a calhar. A esquerda não gosta de ouvir falar em ajustes fiscais e políticas consideradas para muitos como neoliberais. Nelson Barbosa tem um perfil de esquerda e reforça os laços com a esquerda que antes ficava tímida no apoio devido a existência de alguém da Escola de Chicago (o caso de Levy). Em relação a direita, não faz muita diferença já que a direita odeia o governo Dilma. Então politicamente a Dilma ganha. A sinalização de que a Dilma não vai fazer cortes no bolsa família para fazer superávit foi uma medida corajosa, digna de uma mulher que enfrentou torturadores no passado.
Para o longo, prazo a Dilma fez agora algo que deveria ter feito antes ao aprovar a lei do acordo de leniência, isto pode impedir a falência de empresas envolvidas na operação Lava-Jato e até fazer com que algumas destas empresas recuperem crédito no mercado. Outra coisa que também pode ser positivo é preocupação de Nelson Barbosa pela criação de empregos. Surpreendentemente, o dólar alto pode favorecer nossas exportações. Se o dólar permanecer alto, o Brasil consegue vender até gelo para o Polo Norte. Eu se fosse a Dilma pensaria seriamente em pagar as obras do PAC com nossas reservas internacionais. Hoje o Brasil tem mais de 300 bilhões? Por que não usar uns US$ 50 bilhões e pagar as obras do PAC em dólar? Até porque manter uma reserva monetária tão grande é muito custosa para o país.
Desde cedo, eu nunca tive muitas figuras de preto gay para me representar ou para me contemplar na minha vida, eu tive sempre que me contentar com alguns amigos “héteros” que em um futuro próximo se aceitaram como bissexuais. E assim por sorte do destino, dei início a meios relacionamentos que eram bem escassos.
Tenho certeza que muitos pretos já sentiram na pele como é ser deixado como segunda, terceira ou até mesmo não ser a opção de outros garotos, porque segundo eles “você não faz o tipo dele”. Eu lembro que toda vez que eu ia pra algumas festas, eu sempre acabava “segurando vela”, enquanto isso, todos meus amigos brancos estavam se pegando com várias pessoas. E é claro que eu ficava chateado por não me sentir desejado, passava hora em frente ao espelho desejando que meu nariz fosse menor, que minha boca fosse mais fina, que meu cabelo fosse mais liso, que minha pele fosse mais clara, pois sabia que só assim aquelas pessoas do meu meio iriam me desejar.
E eu te pergunto o que é esse tal do “gosto pessoal”. Por que seu “gosto pessoal” é sempre o cara musculoso, branco e com traços finos? Você já se perguntou o por que disso? Eu te respondo. Gosto é construção social. A sociedade molda o seu “gosto” todos os dias na televisão, nos filmes, nas revistas e você acredita que sempre gostou daquilo que te “atrai”. Não me surpreende ver meus amigos se apaixonarem por garotos iguais aos da Colírio da Capricho e dando fora nos demais que não atendem por aquele padrão estabelecido.
Outra coisa, nós pretos não podemos ter o privilégio de ter um amor afrocentrado, porque sempre outro preto com um jeito mais masculino que o nosso está lá bancando o palmiteiro e namorando uma pessoa branca. E exibe ele como se fosse seu maior prêmio, sinal de status ou qualquer outra bobeira que foi criada por essa sociedade porca. Ele se submete a ser tratado como um pênis ambulante para poder ter alguém. E no fundo, isso é triste.
E é nesse vai e volta de “gosto pessoal” que os pretos estão lá sozinhos, procurando defeitos neles mesmos, com sua auto-estima totalmente destruída, porque nunca se sentem bons suficientes para alguém e quando se sentem bem consigo mesmo, nós ouvimos vários “você não é isso tudo”, “baixa essa bola aí que você não é bonito”. Só somos procurados por curiosidade e para sermos hipersexualizados pelo gay padrão que quer transar com a gente, porque negros tem pênis grande e é “quente na cama”. Não somos objetos para os prazeres imundos de vocês. E se vocês acham que nosso pau é grande, é porque vocês não viram o tamanho do nosso ódio.
Eu sou inteligente, sou engraçado, companheiro e até bonito. Então, por que os outros não me vêem com os mesmo olhos que eu me vejo? Não importa a porcentagem que nós bichas negras sejamos interessantes, nós sempre vamos ficar como segunda opção por causa daquela gay branco que nem é tão interessante assim, mas é padrão. Vocês entendem que nós negros estamos sempre tendo que provar que somos bons suficientes para algo ou para alguém? E já perceberam que temos que ser 400 vezes melhor que um branco que é 100 vezes ruim em algo para sermos notados?
A verdade é que ninguém quer a bicha negra. Só se for pra uma transa casual, bem escondida, discreta, no escuro pra ninguém ver. E a desculpa é sempre a mesma: “Eu não quero um relacionamento sério no momento”, mas no outro dia, nós vemos que ele entrou em um relacionamento com fulaninho padrãozinho da silva. Além disso, sempre somos feitos de pombo correio entre o boyzinho e nosso amigo padrão.
Nós bichas pretas lutamos contra racismo, homofobia, hipersexualização e uma porrada de outros preconceitos pessoais que cada um sofre, nós nos sentimos um lixo, um monstro e ainda assim temos que arrumar tempo para nos amar e levantar nossa auto-estima. Porque não existe nada pior que uma bicha preta solitária que não se ama, né? Ah, dá um tempo branco! É muito fácil vocês falarem isso, vocês sempre foram amados e tratados como deuses.
Se sentir assim é muito frustrante, triste e doloroso, mas há algo que me incomoda muito mais e é ouvir pessoas brancas falando de solidão. Esse tipo de pessoa está há dois dias sem beijar ou levou um fora de outro gay padrão de 700 curtidas no instagram e fala de se sentir solitário e etc. Vocês não sabem o que é isso, e provalvemente é bem possível que nunca saibam. Parem de desfazer do sofrimento alheio. Azaração, pegação e mil namoros é coisa de gente branca.
O empoderamento negro é uma luta árdua e diária. É muito mais que apenas narcisismo, é resistência, é afronte, é cultivar um amor que nunca foi lhe oferecido. Não reclame daquele negro que posta foto todo dia, daquela garota que anda de nariz em pé e “se acha o ultimo biscoito do pacote”. E como diz meus amigos brancos, nós não somos isso tudo. E é verdade. NÓS SOMOS MUITO MAIS. SOMOS FABULOSOS E MARAVILHOSOS!
Esse texto vai para todos amigos negros que se sentem assim da mesma forma. Não estou mendigando afeto de ninguém, mas sim, abrindo seus olhos sobre o quanto a questão do gosto pessoal machuca, o quanto nos sentimos inferiores e menosprezados. Esse texto é para nos empoderar, é para todos meus irmãos que se sentem da mesma forma. Coloquem seus turbantes, armem seus crespos, sorriam e seguimos em frente. Força para todos nós!
E como diz meu amigo Ezio: Beije seu preto em praça pública!
*Afrocentrado: Relacionamento entre duas pessoas negras.
*Palmiteiro: Homem negro que se relaciona com pessoas brancas por status, como se fosse um prêmio e acaba menosprezando pessoas negras.
O probo e irreprochável Gilmar Mendes usou o helicóptero do estado de Minas Gerais para viajar dentro de Belo Horizonte.
O ano era 2009, o governador era Aécio Neves e o fato está registrado na planilha com os vôos realizados durante os 7 anos e três meses da administração aecista, entre 2003 e 2010.
As quatro aeronaves — um Citation e um Learjet, um helicóptero Dauphin e um turboélice King Air — eram do estado, mas Aécio se apropriou delas como se fossem sua companhia de aviação.
Foram 1430 viagens ao todo, 110 com pouso ou decolagem do famoso aeroporto de Cláudio, construído nas terras do tio Múcio Toletino, que ficou com a chave por um bom tempo.
Em pelo menos 198 vezes ele não estava a bordo. Um decreto de 2005 estabelece que esse equipamento destina-se “ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas” e “para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos”.
De acordo com o documento obtido pelo DCM, obtido pela Lei de Acesso à Informação, Gilmar, então presidente do STF, pegou sozinho o Dauphin no dia 23 de junho. Naquele dia, de acordo com seu site oficial, ele recebeu uma medalha: “Do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, concessão da Medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho Desembargador Ari Rocha, no de grau Grã-Cruz. Belo Horizonte/MG”.
A página de GM sobre suas premiação fala o seguinte: “Gilmar Mendes possui diversas menções honrosas recebidas, em especial pelos serviços prestados à cultura jurídica, como defensor das garantias do Estado Democrático de Direito e da altivez do Poder Judiciário Brasileiro, e pelo reconhecimento em homenagem aos relevantes serviços prestados à Justiça Brasileira.”
Como em Casablanca, foi o início de uma bela amizade que rendeu frutos, por exemplo, ao longo de todo este ano de 2015.
Para o jornal O Povo (CE), Eduardo Cunha, que representaria o
Parlamento, está puto da vida. A notícia, como aparece no jornal, é um verdadeiro samba de creolo doido: mistura a vontade de Eduardo Cunha com a vontade do Parlamento. Será? Leia:
“A Câmara dos Deputados, especialmente o presidente da mesa, Eduardo Cunha (PMDB) esforça-se em público, desde a última quinta-feira, para demonstrar tranquilidade em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, através da maioria dos ministros, decidiu que Casa deve refazer todos os procedimentos relacionados à instalação de comissão processante do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Nos bastidores, porém, a irritação é grande e indica, para os próximos dias, uma reação incisiva do parlamento”.
O diagnóstico é muito bom, mostra quem realmente comanda o processo. Haveria muito a ser dito ainda, mas o vídeo serve como um bom ponto de partida. Os governos “operam” principalmente para eles. Para nós fica apenas uma pequena parcela da “verba” arrecadada, a qual os diferentes governos (e diferentes partidos), manejam de maneira pouco diferente, apenas mais ou menos abrangente sob o ponto de vista “popular”, porém sem conseguir mudar o eixo central do poder, pois também estão enroscados na mesma teia de poder e dela dependem profundamente.
Já o “remédio” que ele defende, a democracia direta, é um método ingênuo e virtualmente impraticável, visto que prevê comitês reguladores e várias pessoas lidando com informações privilegiadas, portanto sem escapar das relações do poder, ou seja, da política. Um governo dos “melhores” escolhido por testes, provas ou nível de estudo formal é uma ilusão. O Iluminismo e o positivismo já pregaram e tentaram ordenar a sociedade por princípios ditos “racionais” e embora tenham influenciado muito a doutrina socio política, fracassaram no principal, pois nunca há consenso sobre quem são realmente os melhores. A complexidade social e o número de seres humanos envolvidos nos dias atuais, torna a democracia direta frágil. O voto popular universal, com todas as suas limitações, ainda deve seguir soberano. Marx também tentou mudar o eixo do poder, mas prefiro seus diagnósticos do que a sua solução. Hoje, depois de várias leituras considero o comunismo (o dos livros, o real e sua ditadura do proletariado são indefensáveis) mecanicista, limitador e até relativamente ingênuo. Não existe uma classe “do bem” ou “progressista” e muito menos “revolucionária” seja operária ou pequena e média empresaria. As grandes mudanças e revoluções só ocorrem em situações limite e na maioria das vezes as mudanças mais radicais se suavizam e se diluem, oferecendo novos velhos problemas.
Quanto ao povo em geral, a verdade é que todos preferem tocar a sua vida medíocre (média) e deixar que outros pensem e tomem as decisões, inclusive aqueles que vivem reclamando, dando a entender que não são assim, mas são. Porém que tudo é discutível e melhorável, e nesse sentido há muito que mudar.
A política sempre será necessária, ela é uma ferramenta civilizatória. Os erros, omissões e falcatruas não ocorrem por culpa dela, mas sim pelo fato de seus operadores sermos nós, seres imperfeitos, corrompedores e corrompíveis.
Vale a pena tirar meia hora para assistir, mas quase ninguém assiste a vídeos com mais de 3 ou 4 minutos… Muitos na internet “palpitam”, mas na realidade pensam pela cabeça dos outros e nem sabem. Desde sempre o senso comum reina absoluto na história humana…
Em junho passado, Eric Nepomuceno lançou no Memorial da Resistência o livro “A memória de todos nós” sobre o impacto dos golpes de Estado e das ditaduras na América do Sul entre as décadas de 1950 e 1990, onde narra histórias passadas na Argentina, no Chile e Uruguai que ilustram os Anos de Chumbo na América Latina. Além de jornalista, tradutor, contista, apresenta o programa Sangue Latino, na TV Brasil.
Como tradutor, Nepomuceno verteu para o português obras do escritor colombiano Gabriel García Márquez, do argentino Júlio Cortázar e dos uruguaios Juan Carlos Onetti e Eduardo Galeano. Como jornalista, escreve regularmente para o diário Página 12, de Buenos Aires, além de jornais da Espanha e do México. É profundo conhecedor da américa Latina, portanto.
Na palestra que precedeu ao lançamento do livro, pelo tom empregado percebe-se que o autor, a essa altura da vida, tem pouca ou nenhuma paciência com determinados assuntos. Por exemplo, quando numa entrevista perguntam quais seriam, na opinião dele, os novos autores latino-americanos que estão se destacando na cena literária, além daqueles de sempre, Padura, etc. Ele dá uma resposta casca de banana, e começa a citar jovens autores brasileiros. Daí o incauto repórter o interrompe dizendo que perguntou sobre os latino-americanos. E ele responde dura e incisivamente para encerrar a entrevista: “e nós somos o quê, nórdicos?”
Fonte: Memorial da Resistência
Brasileiro despreza identidade latina, mas quer liderança regional, aponta pesquisa
Thiago Guimarães – @thiaguimaDa BBC Brasil em LondresHá 6 horas 5comentáriosCompartilharImage copyrightUsp ImagensImage captionSó 4% dos brasileiros se definem como “latino-americanos”
Uma pesquisa inédita de opinião pública confirmou o que a história e o senso comum já sugeriam: o brasileiro despreza a América Latina, mas ao mesmo tempo se vê como líder nato da região.
Apenas 4% dos brasileiros se definem como latino-americanos, ante uma média de 43% em outros seis países latinos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru).
E mais: quem mora no Brasil avalia que o país seria o melhor representante da América Latina no Conselho de Segurança da ONU, mas não quer livre trânsito de latinos por suas fronteiras nem priorizar a região na política externa.
Os resultados estão na edição 2014/2015 do projeto The Americas and the World: Public Opinion and Foreign Policy (As Américas e o Mundo: Opinião Pública e Política Externa), coordenado pelo Centro de Investigação e Docência em Economia (Cide) do México, em colaboração com universidades da região.
No Brasil, o responsável pela iniciativa é o Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), que aplicou 1.881 questionários no país.
Em uma das questões, os entrevistados deveriam apontar os gentílicos e expressões com os quais mais se identificavam. A principal resposta foi “brasileiro” (79%), seguida por “cidadão do mundo” (13%), “latino-americano” (4%) e “sul-americano” (1%).
O Brasil foi o único entre os sete países da pesquisa em que o adjetivo pátrio ficou entre as três principais opções dos entrevistados.
Argentinos, chilenos, colombianos, equatorianos e peruanos indicaram “latino-americano”, “sul-americano” e “cidadão do mundo”. E a segunda e terceira opção dos mexicanos depois de “latino-americano” foram, respectivamente, “cidadão do mundo” e “norte-americano”.
O estudo também fez a seguinte questão aos participantes: em qual região do mundo seu país deve prestar mais atenção?
Na mesma linha do item sobre identidade, o Brasil foi o único na pesquisa a não priorizar a América Latina. Na opinião dos entrevistados, o foco da política externa deve ser a África (24%), depois América Latina (16%), seguida de perto por Europa (13%) e América do Norte (9,5%).
Nos outros países a opção pela América Latina predominou, com percentuais de 57% (Argentina) a 30% (Chile e Peru).
‘Tão distante, tão perto’: Brasil e América Latina
Percepção do brasileiro sobre identidade nacional e regional
79%
se definem como “brasileiros”
13% se dizem “cidadãos do mundo”
4% se afirmam “latino-americanos”
1% se dizem “sul-americanos”
43% é a média de identificação com a definição “latino-americano” em outros seis países da região
IRI-USPThinkstock
Autoidentificação ambivalente
Para os autores da pesquisa, os resultados comprovam, com dados de opinião pública, o que historiadores e cientistas sociais já apontavam: a autoidentificação do brasileiro é tênue e ambivalente, marcada pela percepção de pertencer a uma nação diferente dos vizinhos, seja pela experiência colonial, língua ou processo de independência distinto.
“A primeira explicação é a colonização. América Latina sempre se associou à colonização espanhola, e isso já gera uma divisão com o passado português do Brasil”, afirma o argentino Fernando Mourón, pesquisador do Centro de Estudo das Negociações Internacionais da USP e participante do estudo regional.
“Depois temos os processos de independência na região. Na América espanhola houve guerras contra a Coroa e o reforço de uma identidade cultural única, enquanto no Brasil o próprio regente português declarou a independência.”
A economia por muito tempo fechada aos vizinhos, a geografia continental que dificulta conexões físicas e o histórico diplomático também ajudam a explicar o “isolamento” brasileiro, avalia Mourón.
Sobre esse último ponto, em artigo ainda inédito sobre os resultados do estudo, Mourón e os colegas da USP Janina Onuki e Francisco Urdinez lembram que até o final da Guerra Fria diplomatas brasileiros acreditavam que a melhor estratégia para aprimorar a inserção internacional do país era manter distância de questões regionais.
“Uma das consequências foi que, até a metade dos anos 1980, as elites brasileiras e a população em geral viram a América Latina não como construção maior de identidade coletiva, mas apenas como a paisagem geográfica imediata em torno do país”, escrevem os autores.
Image caption”A América Latina sempre se associou à colonização espanhola, e isso já gera uma divisão com o passado português do Brasil”, afirmou Fernando Mourón
Liderança contraditória
Ao analisar os dados da amostra, que é representativa de toda a população dos países analisados, os pesquisadores concluem que os brasileiros enxergam seu país como líder regional, mas em geral resistem a possíveis implicações de assumir tal posição.
Questionados sobre qual país deveria assumir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU caso o órgão abrisse uma vaga para a América Latina, por exemplo, a maioria dos brasileiros (66%) indicou o próprio país.
O Brasil também foi a primeira opção dos entrevistados nos demais países do estudo, exceto as outras duas maiores economias, Argentina e México, onde os moradores também “elegeram” seus próprios países, com 60% e 54%, respectivamente.
Por outro lado, a maioria dos brasileiros (54%) discorda do livre movimento de pessoas na região sem controles fronteiriços. A maior fatia dos entrevistados também se opõe ao trabalho de sul-americanos no país sem visto (66%) e rejeita (65%) a possibilidade de intervenção brasileira em uma possível crise militar regional.
Quando o assunto é a “liderança pela carteira”, ou seja, a ajuda financeira a países menos desenvolvidos da região, 65% dos entrevistados no Brasil disseram concordar com essa possibilidade.
Mas o índice do Brasil nesse item foi o menor de todos os países, e ademais os pesquisadores alertam que os altos índices nas respostas podem estar relacionados à tendência – identificada nos estudos de opinião pública – de participantes a responder perguntas de fundo moral baseados no que pensam ser algo social e politicamente correto.
Image copyrightAPImage captionCerca de 54% dos brasileiros discordam do livre movimento de pessoas na região sem controles fronteiriços
A partir do governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), a ênfase da diplomacia brasileira na integração regional, como foco na América do Sul, expõe o reconhecimento tácito da dificuldade do país em exercer influência em todo o “continente” latino, avaliam Mourón e os pesquisadores do Instituto de Relações Internacionais da USP.
Mas em geral, quando o assunto é opinião pública no Brasil, a América Latina é vista mais como preocupação e problema do que benefício, conclui o estudo.
Percepção que, afirma Mourón, acaba tendo respaldo na realidade, diante da série de percalços que o país enfrentou na última década com os vizinhos, como o episódio da nacionalização dos ativos da Petrobras na Bolívia, a expulsão da Odebrecht do Equador, as barreiras de comércio entre Brasil e Argentina e a frustrada sociedade com a Venezuela na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
As manchetes dos jornais nos últimos dias mostram claramente o descompasso entre os fatos e o que é noticiado, deixando claro que, dependendo dos interesses, um mesmo acontecimento apresenta diferentes versões.
As eleições na Espanha foram noticiadas nesta segunda-feira como se o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, tivesse obtido uma vitória nas urnas.
Mas basta uma análise minimamente mais cuidadosa para perceber que, na verdade, houve uma grande derrota. O Partido Popular, de Rajoy, foi o mais votado, com 28,7% dos votos, mas amargou a perda de um terço das cadeiras que tinha no Parlamento.
De acordo com última pesquisa, Dilma tem 12% de avaliação ótima ou boa e 22% de avaliação regular
O curioso é que mesma imprensa que encara um percentual de 28,7% dos votos como vitória, afirma que a presidente Dilma Rousseff, que de acordo com a última pesquisa Datafolha obteve 12% de avaliação ótima ou boa, e 22% de avaliação regular – o que soma 34% – enfrenta uma pesada rejeição.
Então lá fora, Rajoy ganhou com 28,7%, e aqui, Dilma perde 34%?
jns
21 de dezembro de 2015 2:07 amMorreu o Mestre Venerável da P2
Morre temido líder da Loja Maçônica P2, Licio Gelli
ROMA (ITÁLIA) | 16/12/2015 | AFP
Licio Gelli tinha ligações com a política argentina, onde exerceu grande influência
O “Mestre Venerável” Licio Gelli, uma das figuras mais controversas da história recente da Itália, líder da loja maçônica Propaganda 2 (P2), que teve vínculos com a ditadura militar argentina, morreu na terça-feira aos 96 anos em Arezzo (centro da Itália), anunciou a família.
O célebre “capo” da temida organização maçônica era um anticomunista convicto e viu seu nome envolvido em vários escândalos políticos e financeiros que abalaram a Itália nos anos 1980 e 1990.
Amigo dos argentinos Juan Domingo Perón e José López Rega, esteve vinculado com a ditadura militar argentina (1976-1983), país do qual chegou a obter cidadania e representou como diplomata na Itália.
Em 1981, graças às investigações dos juízes de Milão sobre a milionária quebra do banco Ambrosiano, os italianos descobriram a lista com os 962 nomes pertencentes à P2, uma influente rede de políticos, juízes, empresários, jornalistas, agentes dos serviços secretos e militares que o “Mestre Venerável” liderava.
Entre os empresários estava um ainda desconhecido Silvio Berlusconi, que anos mais tarde se tornou o homem mais rico do país e primeiro-ministro.
Também apareciam quase 20 argentinos, entre eles o almirante Emilio Massera e o general Carlos Suárez Mason, integrantes da junta militar que governou o país.
Graças à investigação dos juízes, que durou 13 anos, a loja P2 foi proibida em 1981.
Histórico de escândalos
O nome de Gelli apareceu em quase todos os escândalos dos últimos 30 anos, desde a quebra do maior banco da Itália da época, o Banco Ambrosiano, cujo presidente, Roberto Calvi, foi encontrado enforcado sob uma ponte de Londres em 1982, passando por Tangentópolis (subornos das empresas) e a existência de uma estrutura paramilitar secreta de nome Gladio com o objetivo de impedir que os comunistas italianos chegassem ao poder.
O poderoso líder da P2 foi condenado por se apropriar de segredos de Estado, caluniar magistrados e tentar desviar as investigações do atentado contra a estação de Bolonha em 1980.
O ex-líder da loja mais exclusiva da maçonaria italiana conseguiu fugir de uma prisão suíça em agosto de 1983, buscou refúgio na América do Sul, onde sempre gozou de amizades influentes, e se entregou à justiça na Suíça em 1987.
Formação
Nascido em 21 de abril de 1919 em Pistoia, Toscana, Licio Gelli militou durante a juventude no fascismo e foi voluntário na Espanha para lutar ao lado do general Francisco Franco. Em seu retorno, foi recebido na Itália pelo ditador Benito Mussolini.
Na véspera da queda do fascismo, Gelli, que começava a dominar a arte da manipulação e da chantagem, usou os ‘partisanos’ italianos da Toscana para obter a benevolência das autoridades locais comunistas.
Depois da guerra, no entanto, retornou a sua origem com o Movimento Social Italiano (MSI, neofascista).
Segundo a imprensa italiana também foi agente do serviço secreto dos Estados Unidos, a CIA, nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial. Entrou para a maçonaria na década de 1960, criou a loja P2 em 1970, conseguindo se infiltrar gradualmente em todas as instituições do Estado e nas altas esferas da sociedade.
Link
http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/morre-temido-lider-da-loja-maconica-p2-licio-gelli-b2k6bmf5xw2zzexzm87245bdi?ref=aba-mais-lidas
junior50
21 de dezembro de 2015 8:26 pmInferno
O diabo que se cubra, sua liderança infernal será agora posta a prova.
Emanuel Cancella
21 de dezembro de 2015 2:11 amGlobo
Resposta ao editorial de o Globo que chama o pré-sal de “patrimônio inútil”
A Globo, em seu editorial de domingo, 20, destila ódio contra a Petrobrás. “O pré sal pode ser patrimônio inútil”. Entendo a ira global contra a Petrobrás, mãe do seu filho mais pródigo, o pré-sal. Já na década de 90, a Globo comparava a Petrobrás a um “paquiderme” e chamava os petroleiros de “marajás”, numa campanha que visava manchar a imagem da empresa. Na ocasião, os petroleiros reagiram a essa farsa global e fomos, em passeata, até o Jardim Botânico, sede da Globo, para protestar contra Roberto Marinho, mas eles não desistiram.
A mais contundente resposta a essas difamações foi o pré-sal que já produz mais de hum milhão de barris por dia, o suficiente para abastecer juntos todos os países do MERCOSUL. Essa é uma resposta muito dura para a empresa dos marinhos a Globo, sendo uma empresa decadente que vive a perder audiência e a demitir jornalistas, sua principal mão de obra.
Um deles, talvez o mais brilhante, com certeza o mais probo, Sidney Resende, que foi demitido pelo todo poderoso, Ali Kamel, chefe do jornalismo da empresa, por postar em seu facebook as seguintes frases: “Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e ‘soluções’ que, quando adotadas, deram errado, daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.” Rezende continuou: “O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever”.
A fama da Globo vai longe. Deu no New York Times: “Rede Globo, a ‘TV irrealidade’ que ilude o Brasil”
A Petrobrás tem sido a principal vítima da Globo e seus erros mostram uma incompetência que vai muito além da região do pré-sal, ela é abissal, onde a luz do sol jamais chega, talvez essa escuridão dificulte o entendimento da Globo. O Custo de produção do pré-sal é de US$ 9/barril, dito em 2015 pela diretora da Petrobrás, Solange Guedes, em Houston, na palestra para as multinacionais de petróleo e diante dos maiores especialistas do mundo. Esse é um dos menores custos de produção no mundo, só conseguido graças à alta produção dos poços do pré-sal.
Se a Globo faz campanha diuturnamente desclassificando a Petrobrás, o mundo a exalta quando lhe concede, pela terceira vez, o principal prêmio da indústria do petróleo, o OCT. Além de premiada, a Petrobrás foi a empresa que conseguiu a maior capitalização da história do capitalismo, em 2010. E para que não falem que isso é coisa do passado, a Petrobrás, em 2015, conseguiu vender, de forma relâmpago, US$ 2,5 Bi, em Nova York, com títulos que só serão resgatados depois de cem anos. Esse sucesso incomoda! Além disso, a Petrobrás, depois de abastecer de derivados de petróleo o Brasil há 62 anos, ininterruptamente, participa em 13% do nosso PIB. E o pré-sal, que a Globo de forma irresponsável chama de “patrimônio inútil”, vai garantir nosso abastecimento no mínimo nos próximos 50 anos. E o petróleo continua a ser a principal matriz energética no planeta.
Também é o petróleo, que a Globo trata como inútil, o centro da maioria das guerras contemporâneas como no Iraque e Afeganistão. Além de guerras, os EUA fazem todo tipo de artimanha como a tentativa de derrubada de governos na Venezuela, onde se localiza a maior reserva de petróleo do planeta, ultrapassando a Arábia Saudita, já que os últimos presidentes do país não têm sido subservientes aos interesses yankees; como também no Brasil, onde está havendo uma gigantesca conspiração contra o governo federal e a Petrobrás, e para isso usam pessoas chamadas de “brasileiras”, como parte da mídia e alguns deputados e senadores entreguistas. Isso tudo é porque o EUA, para quem não sabe, é o maior consumidor de hidrocarboneto da terra, entretanto só possui petróleo para apenas os próximos três anos conspirando assim, em outros países, para abocanhar o petróleo alheio.
A mídia, e principalmente a Globo, tenta fazer agora com a Petrobrás o que fez com a Vale do Rio Doce, maior mineradora de ferro do mundo, no governo de Fernando Henrique Cardoso, depreciando-a através de campanhas sórdidas na mídia, para facilitar a sua venda, a Vale foi vendida a preço irrisório. Com a Petrobrás, a campanha de privatização de FHC e da mídia, principalmente da Globo, falhou! Conseguimos barrar a privatização da Petrobrás, nessa ocasião, década de 90, graças a maior greve de petroleiros da história, de 32 dias, e o ato na porta da Globo. Será que teremos que voltar à porta da Globo?
Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2015
OAB/RJ 75 300
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
http://emanuelcancella.blogspot.com.
Gustavo A. Medeiros
21 de dezembro de 2015 3:31 amO Jogo
PARTE 1: JOGO DO PSDB E SEUS ALIADOS
Está parecendo que uma parte do PSDB se deu conta que o Impeachment da Dilma abre espaço para uma futura disputa com o PMDB. Alvaro Dias já pede para ser investigada as pedaladas fiscais de Temer. Parte do PSDB conta com o TSE para anular a chapa da Dilma, contando com pelo menos 3 desafetos do STF no TSE contra o governo Dilma: Fux, Gilmar Mendes e surpreendentemente Toffoli. Fora os outros desafetos no STE. Mas existe uma vantagem do governo, tudo isto provavelmente será re-examinado no STF.
PARTE 2: O JOGO DO PMDB
O PMDB virou um campo de guerra. Renan Calheiros e Michel Temer estão se “mordendo”. Parece que a disputa entre os dois é antiga, foi agravada com a retirada de Picianni como líder do PMDB. O PT e Calheiros se movimentaram para reconduzir Picciani. O que complica são as operações da PF contra Renan. Mas, em princípio, Dilma e Temer cada um tem um “homem mau” para chamar de seu. Renan aliado da Dilma e Temer aliado de Eduardo Cunha.
As descobertas das pedaladas de Temer pode enfraquecer fortemente a tese de impeachment, pois se vingar a tese, o próximo poderia Temer ou se vingar e Temer ficar pode configurar um golpe branco contra o PT. Se Michel Temer falhar em conseguir ser presidente vai ficar com o maior mico da história política, porque além de não conseguir ser presidente, ele poderá ficar para a história como um golpista fracassado.
Cunha, a oposição e Temer vão agir para conseguir o maior número possível de deputados para a comissão do Impeachment. O governo agirá de modo contrário. Picciani e outros líderes pró-Dilma terão que agir com muito cuidado para não provocar rebelião em suas bancadas.
PARTE 3: O JOGO DO GOVERNO
Em dois dias, o governo teve vitórias inesperadas e expressivas: 1 – O STF aprovou o voto aberto para a comissão, explicitando os aliados traidores; 2 – O STF tb aprovou o fim da chapa avulsa dificultando as divisões dos partidos provocadas pela oposição; 3 – e permitiu a aceitação de maioria simples do Senado para o pedido de impeachment. Sendo que o governo hoje tem mais de um terço ao seu favor na câmara e tem uma melhor acolhida no senado; 4 – A disputa entre Renan e Temer; 5 – O pedido de afastamento de Cunha (pode ser bom ou ruim para o governo) por Janot; 6 – O fracasso da manifestação manifestação de rua dos que querem impeachment. 7 – O sucesso das manifestações pró-Dilma com uma popularidade tão baixa.
Deu certo a tática do governo ao associar o impeachment ao golpe. Isto está ficando cada vez mais claro na cabeça das pessoas. Também deu certo a polorização do governo com Cunha, desnundando a chantagem. Talvez contribuiu para o fracasso da manifestação contra a Dilma o fato de ser no dia do AI-5, nem todo mundo é necessariamente a favor de ditaduras. Também a própria adesão de políticos da oposição, nem todos os antipetistas se identificam com os políticos de direita que estão aí. Além disso, está ficando claro na cabeça das pessoas que quem entraria no lugar dela seria Michel Temer, que não entusiasma ninguém, ainda mais sabendo de suas tendências fisiológicas.
A articulação política da Dilma é feita por Jacques Wagner, carioca, mas com ginga de quem foi governador da Bahia, sem falar de sua origem judaica (culturamente judeus são ótimos de negociação) e sindical , mostrando na origem um grandes qualidades de negociador e jogo de cintura. Ricardo Berzoini outro grande negociador também ex-sindicalista e ex-ministro do trabalho, ambos indicados por Lula, o negociador dos negociadores.
A saída de Joaquim Levy, talvez, tenha vindo a calhar. A esquerda não gosta de ouvir falar em ajustes fiscais e políticas consideradas para muitos como neoliberais. Nelson Barbosa tem um perfil de esquerda e reforça os laços com a esquerda que antes ficava tímida no apoio devido a existência de alguém da Escola de Chicago (o caso de Levy). Em relação a direita, não faz muita diferença já que a direita odeia o governo Dilma. Então politicamente a Dilma ganha. A sinalização de que a Dilma não vai fazer cortes no bolsa família para fazer superávit foi uma medida corajosa, digna de uma mulher que enfrentou torturadores no passado.
Para o longo, prazo a Dilma fez agora algo que deveria ter feito antes ao aprovar a lei do acordo de leniência, isto pode impedir a falência de empresas envolvidas na operação Lava-Jato e até fazer com que algumas destas empresas recuperem crédito no mercado. Outra coisa que também pode ser positivo é preocupação de Nelson Barbosa pela criação de empregos. Surpreendentemente, o dólar alto pode favorecer nossas exportações. Se o dólar permanecer alto, o Brasil consegue vender até gelo para o Polo Norte. Eu se fosse a Dilma pensaria seriamente em pagar as obras do PAC com nossas reservas internacionais. Hoje o Brasil tem mais de 300 bilhões? Por que não usar uns US$ 50 bilhões e pagar as obras do PAC em dólar? Até porque manter uma reserva monetária tão grande é muito custosa para o país.
Gilson AS
21 de dezembro de 2015 3:47 amO desabafo emocionante de um preto gay.
E se vocês acham que nosso pau é grande, é porque vocês não viram o tamanho do nosso ódio.
A solidão e falta de esperança do preto gay.
Desde cedo, eu nunca tive muitas figuras de preto gay para me representar ou para me contemplar na minha vida, eu tive sempre que me contentar com alguns amigos “héteros” que em um futuro próximo se aceitaram como bissexuais. E assim por sorte do destino, dei início a meios relacionamentos que eram bem escassos.
Tenho certeza que muitos pretos já sentiram na pele como é ser deixado como segunda, terceira ou até mesmo não ser a opção de outros garotos, porque segundo eles “você não faz o tipo dele”. Eu lembro que toda vez que eu ia pra algumas festas, eu sempre acabava “segurando vela”, enquanto isso, todos meus amigos brancos estavam se pegando com várias pessoas. E é claro que eu ficava chateado por não me sentir desejado, passava hora em frente ao espelho desejando que meu nariz fosse menor, que minha boca fosse mais fina, que meu cabelo fosse mais liso, que minha pele fosse mais clara, pois sabia que só assim aquelas pessoas do meu meio iriam me desejar.
E eu te pergunto o que é esse tal do “gosto pessoal”. Por que seu “gosto pessoal” é sempre o cara musculoso, branco e com traços finos? Você já se perguntou o por que disso? Eu te respondo. Gosto é construção social. A sociedade molda o seu “gosto” todos os dias na televisão, nos filmes, nas revistas e você acredita que sempre gostou daquilo que te “atrai”. Não me surpreende ver meus amigos se apaixonarem por garotos iguais aos da Colírio da Capricho e dando fora nos demais que não atendem por aquele padrão estabelecido.
Outra coisa, nós pretos não podemos ter o privilégio de ter um amor afrocentrado, porque sempre outro preto com um jeito mais masculino que o nosso está lá bancando o palmiteiro e namorando uma pessoa branca. E exibe ele como se fosse seu maior prêmio, sinal de status ou qualquer outra bobeira que foi criada por essa sociedade porca. Ele se submete a ser tratado como um pênis ambulante para poder ter alguém. E no fundo, isso é triste.
E é nesse vai e volta de “gosto pessoal” que os pretos estão lá sozinhos, procurando defeitos neles mesmos, com sua auto-estima totalmente destruída, porque nunca se sentem bons suficientes para alguém e quando se sentem bem consigo mesmo, nós ouvimos vários “você não é isso tudo”, “baixa essa bola aí que você não é bonito”. Só somos procurados por curiosidade e para sermos hipersexualizados pelo gay padrão que quer transar com a gente, porque negros tem pênis grande e é “quente na cama”. Não somos objetos para os prazeres imundos de vocês. E se vocês acham que nosso pau é grande, é porque vocês não viram o tamanho do nosso ódio.
Eu sou inteligente, sou engraçado, companheiro e até bonito. Então, por que os outros não me vêem com os mesmo olhos que eu me vejo? Não importa a porcentagem que nós bichas negras sejamos interessantes, nós sempre vamos ficar como segunda opção por causa daquela gay branco que nem é tão interessante assim, mas é padrão. Vocês entendem que nós negros estamos sempre tendo que provar que somos bons suficientes para algo ou para alguém? E já perceberam que temos que ser 400 vezes melhor que um branco que é 100 vezes ruim em algo para sermos notados?
A verdade é que ninguém quer a bicha negra. Só se for pra uma transa casual, bem escondida, discreta, no escuro pra ninguém ver. E a desculpa é sempre a mesma: “Eu não quero um relacionamento sério no momento”, mas no outro dia, nós vemos que ele entrou em um relacionamento com fulaninho padrãozinho da silva. Além disso, sempre somos feitos de pombo correio entre o boyzinho e nosso amigo padrão.
Nós bichas pretas lutamos contra racismo, homofobia, hipersexualização e uma porrada de outros preconceitos pessoais que cada um sofre, nós nos sentimos um lixo, um monstro e ainda assim temos que arrumar tempo para nos amar e levantar nossa auto-estima. Porque não existe nada pior que uma bicha preta solitária que não se ama, né? Ah, dá um tempo branco! É muito fácil vocês falarem isso, vocês sempre foram amados e tratados como deuses.
Se sentir assim é muito frustrante, triste e doloroso, mas há algo que me incomoda muito mais e é ouvir pessoas brancas falando de solidão. Esse tipo de pessoa está há dois dias sem beijar ou levou um fora de outro gay padrão de 700 curtidas no instagram e fala de se sentir solitário e etc. Vocês não sabem o que é isso, e provalvemente é bem possível que nunca saibam. Parem de desfazer do sofrimento alheio. Azaração, pegação e mil namoros é coisa de gente branca.
O empoderamento negro é uma luta árdua e diária. É muito mais que apenas narcisismo, é resistência, é afronte, é cultivar um amor que nunca foi lhe oferecido. Não reclame daquele negro que posta foto todo dia, daquela garota que anda de nariz em pé e “se acha o ultimo biscoito do pacote”. E como diz meus amigos brancos, nós não somos isso tudo. E é verdade. NÓS SOMOS MUITO MAIS. SOMOS FABULOSOS E MARAVILHOSOS!
Esse texto vai para todos amigos negros que se sentem assim da mesma forma. Não estou mendigando afeto de ninguém, mas sim, abrindo seus olhos sobre o quanto a questão do gosto pessoal machuca, o quanto nos sentimos inferiores e menosprezados. Esse texto é para nos empoderar, é para todos meus irmãos que se sentem da mesma forma. Coloquem seus turbantes, armem seus crespos, sorriam e seguimos em frente. Força para todos nós!
E como diz meu amigo Ezio: Beije seu preto em praça pública!
*Afrocentrado: Relacionamento entre duas pessoas negras.
*Palmiteiro: Homem negro que se relaciona com pessoas brancas por status, como se fosse um prêmio e acaba menosprezando pessoas negras.
Tags: movnegro
Maria da Revelação
21 de dezembro de 2015 8:40 amAcredite se puder:Gilmar Mendes possui diversas menções honrosas
Gilmar usou sozím helicóptero do Aecím
Terá sido o início de uma grande amizade? publicado 20/12/2015 no Conversa Afiada
O Conversa Afiada reproduz o Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo:
Aécio emprestou o helicóptero de Minas para Gilmar Mendes. Por Kiko Nogueira
O probo e irreprochável Gilmar Mendes usou o helicóptero do estado de Minas Gerais para viajar dentro de Belo Horizonte.
O ano era 2009, o governador era Aécio Neves e o fato está registrado na planilha com os vôos realizados durante os 7 anos e três meses da administração aecista, entre 2003 e 2010.
As quatro aeronaves — um Citation e um Learjet, um helicóptero Dauphin e um turboélice King Air — eram do estado, mas Aécio se apropriou delas como se fossem sua companhia de aviação.
Foram 1430 viagens ao todo, 110 com pouso ou decolagem do famoso aeroporto de Cláudio, construído nas terras do tio Múcio Toletino, que ficou com a chave por um bom tempo.
Em pelo menos 198 vezes ele não estava a bordo. Um decreto de 2005 estabelece que esse equipamento destina-se “ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas” e “para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos”.
De acordo com o documento obtido pelo DCM, obtido pela Lei de Acesso à Informação, Gilmar, então presidente do STF, pegou sozinho o Dauphin no dia 23 de junho. Naquele dia, de acordo com seu site oficial, ele recebeu uma medalha: “Do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, concessão da Medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho Desembargador Ari Rocha, no de grau Grã-Cruz. Belo Horizonte/MG”.
A página de GM sobre suas premiação fala o seguinte: “Gilmar Mendes possui diversas menções honrosas recebidas, em especial pelos serviços prestados à cultura jurídica, como defensor das garantias do Estado Democrático de Direito e da altivez do Poder Judiciário Brasileiro, e pelo reconhecimento em homenagem aos relevantes serviços prestados à Justiça Brasileira.”
Como em Casablanca, foi o início de uma bela amizade que rendeu frutos, por exemplo, ao longo de todo este ano de 2015.
Meire
21 de dezembro de 2015 9:29 amo projeto de Deus, a salvação do gênero humano !
http://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria#.VnfQR_lViko
Meire
21 de dezembro de 2015 1:07 pmLeitura do dia – 21/12/21015
“No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra.” – Cântico 2,12.
MARINALVA
21 de dezembro de 2015 9:39 amPara o jornal O Povo (CE), Eduardo Cunha, que representaria o
Parlamento, está puto da vida. A notícia, como aparece no jornal, é um verdadeiro samba de creolo doido: mistura a vontade de Eduardo Cunha com a vontade do Parlamento. Será? Leia:
“A Câmara dos Deputados, especialmente o presidente da mesa, Eduardo Cunha (PMDB) esforça-se em público, desde a última quinta-feira, para demonstrar tranquilidade em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, através da maioria dos ministros, decidiu que Casa deve refazer todos os procedimentos relacionados à instalação de comissão processante do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Nos bastidores, porém, a irritação é grande e indica, para os próximos dias, uma reação incisiva do parlamento”.
Matéria completa: http://www.opovo.com.br/app/opovo/dom/2015/12/19/noticiasjornaldom,3551839/impeachment-camara-prepara-resposta-a-decisao-do-stf.shtml
Sérgio T.
21 de dezembro de 2015 11:27 amUma discussão importante. Quem manda no mundo?
[video:https://youtu.be/mKmOtmsViNs%5D
Uma discusão importante!
O diagnóstico é muito bom, mostra quem realmente comanda o processo. Haveria muito a ser dito ainda, mas o vídeo serve como um bom ponto de partida. Os governos “operam” principalmente para eles. Para nós fica apenas uma pequena parcela da “verba” arrecadada, a qual os diferentes governos (e diferentes partidos), manejam de maneira pouco diferente, apenas mais ou menos abrangente sob o ponto de vista “popular”, porém sem conseguir mudar o eixo central do poder, pois também estão enroscados na mesma teia de poder e dela dependem profundamente.
Já o “remédio” que ele defende, a democracia direta, é um método ingênuo e virtualmente impraticável, visto que prevê comitês reguladores e várias pessoas lidando com informações privilegiadas, portanto sem escapar das relações do poder, ou seja, da política. Um governo dos “melhores” escolhido por testes, provas ou nível de estudo formal é uma ilusão. O Iluminismo e o positivismo já pregaram e tentaram ordenar a sociedade por princípios ditos “racionais” e embora tenham influenciado muito a doutrina socio política, fracassaram no principal, pois nunca há consenso sobre quem são realmente os melhores. A complexidade social e o número de seres humanos envolvidos nos dias atuais, torna a democracia direta frágil. O voto popular universal, com todas as suas limitações, ainda deve seguir soberano. Marx também tentou mudar o eixo do poder, mas prefiro seus diagnósticos do que a sua solução. Hoje, depois de várias leituras considero o comunismo (o dos livros, o real e sua ditadura do proletariado são indefensáveis) mecanicista, limitador e até relativamente ingênuo. Não existe uma classe “do bem” ou “progressista” e muito menos “revolucionária” seja operária ou pequena e média empresaria. As grandes mudanças e revoluções só ocorrem em situações limite e na maioria das vezes as mudanças mais radicais se suavizam e se diluem, oferecendo novos velhos problemas.
Quanto ao povo em geral, a verdade é que todos preferem tocar a sua vida medíocre (média) e deixar que outros pensem e tomem as decisões, inclusive aqueles que vivem reclamando, dando a entender que não são assim, mas são. Porém que tudo é discutível e melhorável, e nesse sentido há muito que mudar.
A política sempre será necessária, ela é uma ferramenta civilizatória. Os erros, omissões e falcatruas não ocorrem por culpa dela, mas sim pelo fato de seus operadores sermos nós, seres imperfeitos, corrompedores e corrompíveis.
Vale a pena tirar meia hora para assistir, mas quase ninguém assiste a vídeos com mais de 3 ou 4 minutos… Muitos na internet “palpitam”, mas na realidade pensam pela cabeça dos outros e nem sabem. Desde sempre o senso comum reina absoluto na história humana…
Uma pena!
Fernando J.
21 de dezembro de 2015 3:44 pm“E nós somos o quê, nórdicos?” (Eric Nepomuceno)
Brasileiro despreza identidade latina
Em junho passado, Eric Nepomuceno lançou no Memorial da Resistência o livro “A memória de todos nós” sobre o impacto dos golpes de Estado e das ditaduras na América do Sul entre as décadas de 1950 e 1990, onde narra histórias passadas na Argentina, no Chile e Uruguai que ilustram os Anos de Chumbo na América Latina. Além de jornalista, tradutor, contista, apresenta o programa Sangue Latino, na TV Brasil.
Como tradutor, Nepomuceno verteu para o português obras do escritor colombiano Gabriel García Márquez, do argentino Júlio Cortázar e dos uruguaios Juan Carlos Onetti e Eduardo Galeano. Como jornalista, escreve regularmente para o diário Página 12, de Buenos Aires, além de jornais da Espanha e do México. É profundo conhecedor da américa Latina, portanto.
Na palestra que precedeu ao lançamento do livro, pelo tom empregado percebe-se que o autor, a essa altura da vida, tem pouca ou nenhuma paciência com determinados assuntos. Por exemplo, quando numa entrevista perguntam quais seriam, na opinião dele, os novos autores latino-americanos que estão se destacando na cena literária, além daqueles de sempre, Padura, etc. Ele dá uma resposta casca de banana, e começa a citar jovens autores brasileiros. Daí o incauto repórter o interrompe dizendo que perguntou sobre os latino-americanos. E ele responde dura e incisivamente para encerrar a entrevista: “e nós somos o quê, nórdicos?”
Fonte: Memorial da Resistência
Brasileiro despreza identidade latina, mas quer liderança regional, aponta pesquisa
Thiago Guimarães – @thiaguimaDa BBC Brasil em LondresHá 6 horas 5comentáriosCompartilhar
Image copyrightUsp ImagensImage captionSó 4% dos brasileiros se definem como “latino-americanos”
Uma pesquisa inédita de opinião pública confirmou o que a história e o senso comum já sugeriam: o brasileiro despreza a América Latina, mas ao mesmo tempo se vê como líder nato da região.
Apenas 4% dos brasileiros se definem como latino-americanos, ante uma média de 43% em outros seis países latinos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru).
E mais: quem mora no Brasil avalia que o país seria o melhor representante da América Latina no Conselho de Segurança da ONU, mas não quer livre trânsito de latinos por suas fronteiras nem priorizar a região na política externa.
Os resultados estão na edição 2014/2015 do projeto The Americas and the World: Public Opinion and Foreign Policy (As Américas e o Mundo: Opinião Pública e Política Externa), coordenado pelo Centro de Investigação e Docência em Economia (Cide) do México, em colaboração com universidades da região.
Leia também: Segurança x liberdade de expressão: por que outros países debateram bloqueio do WhatsApp
No Brasil, o responsável pela iniciativa é o Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), que aplicou 1.881 questionários no país.
Em uma das questões, os entrevistados deveriam apontar os gentílicos e expressões com os quais mais se identificavam. A principal resposta foi “brasileiro” (79%), seguida por “cidadão do mundo” (13%), “latino-americano” (4%) e “sul-americano” (1%).
O Brasil foi o único entre os sete países da pesquisa em que o adjetivo pátrio ficou entre as três principais opções dos entrevistados.
Argentinos, chilenos, colombianos, equatorianos e peruanos indicaram “latino-americano”, “sul-americano” e “cidadão do mundo”. E a segunda e terceira opção dos mexicanos depois de “latino-americano” foram, respectivamente, “cidadão do mundo” e “norte-americano”.
O estudo também fez a seguinte questão aos participantes: em qual região do mundo seu país deve prestar mais atenção?
Na mesma linha do item sobre identidade, o Brasil foi o único na pesquisa a não priorizar a América Latina. Na opinião dos entrevistados, o foco da política externa deve ser a África (24%), depois América Latina (16%), seguida de perto por Europa (13%) e América do Norte (9,5%).
Nos outros países a opção pela América Latina predominou, com percentuais de 57% (Argentina) a 30% (Chile e Peru).
‘Tão distante, tão perto’: Brasil e América Latina
Percepção do brasileiro sobre identidade nacional e regional
79%
se definem como “brasileiros”
13% se dizem “cidadãos do mundo”
4% se afirmam “latino-americanos”
1% se dizem “sul-americanos”
43% é a média de identificação com a definição “latino-americano” em outros seis países da região
IRI-USPThinkstock
Autoidentificação ambivalente
Para os autores da pesquisa, os resultados comprovam, com dados de opinião pública, o que historiadores e cientistas sociais já apontavam: a autoidentificação do brasileiro é tênue e ambivalente, marcada pela percepção de pertencer a uma nação diferente dos vizinhos, seja pela experiência colonial, língua ou processo de independência distinto.
“A primeira explicação é a colonização. América Latina sempre se associou à colonização espanhola, e isso já gera uma divisão com o passado português do Brasil”, afirma o argentino Fernando Mourón, pesquisador do Centro de Estudo das Negociações Internacionais da USP e participante do estudo regional.
“Depois temos os processos de independência na região. Na América espanhola houve guerras contra a Coroa e o reforço de uma identidade cultural única, enquanto no Brasil o próprio regente português declarou a independência.”
Leia também: O americano preso por 23 anos por um assassinato cujo autor já havia sido condenado
A economia por muito tempo fechada aos vizinhos, a geografia continental que dificulta conexões físicas e o histórico diplomático também ajudam a explicar o “isolamento” brasileiro, avalia Mourón.
Sobre esse último ponto, em artigo ainda inédito sobre os resultados do estudo, Mourón e os colegas da USP Janina Onuki e Francisco Urdinez lembram que até o final da Guerra Fria diplomatas brasileiros acreditavam que a melhor estratégia para aprimorar a inserção internacional do país era manter distância de questões regionais.
“Uma das consequências foi que, até a metade dos anos 1980, as elites brasileiras e a população em geral viram a América Latina não como construção maior de identidade coletiva, mas apenas como a paisagem geográfica imediata em torno do país”, escrevem os autores.
Liderança contraditória
Ao analisar os dados da amostra, que é representativa de toda a população dos países analisados, os pesquisadores concluem que os brasileiros enxergam seu país como líder regional, mas em geral resistem a possíveis implicações de assumir tal posição.
Questionados sobre qual país deveria assumir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU caso o órgão abrisse uma vaga para a América Latina, por exemplo, a maioria dos brasileiros (66%) indicou o próprio país.
O Brasil também foi a primeira opção dos entrevistados nos demais países do estudo, exceto as outras duas maiores economias, Argentina e México, onde os moradores também “elegeram” seus próprios países, com 60% e 54%, respectivamente.
Por outro lado, a maioria dos brasileiros (54%) discorda do livre movimento de pessoas na região sem controles fronteiriços. A maior fatia dos entrevistados também se opõe ao trabalho de sul-americanos no país sem visto (66%) e rejeita (65%) a possibilidade de intervenção brasileira em uma possível crise militar regional.
Quando o assunto é a “liderança pela carteira”, ou seja, a ajuda financeira a países menos desenvolvidos da região, 65% dos entrevistados no Brasil disseram concordar com essa possibilidade.
Mas o índice do Brasil nesse item foi o menor de todos os países, e ademais os pesquisadores alertam que os altos índices nas respostas podem estar relacionados à tendência – identificada nos estudos de opinião pública – de participantes a responder perguntas de fundo moral baseados no que pensam ser algo social e politicamente correto.
Leia também: Conheça nova meca do mercado de luxo da América Latina que desbancou Brasil
Problemas na vizinhança
A partir do governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), a ênfase da diplomacia brasileira na integração regional, como foco na América do Sul, expõe o reconhecimento tácito da dificuldade do país em exercer influência em todo o “continente” latino, avaliam Mourón e os pesquisadores do Instituto de Relações Internacionais da USP.
Mas em geral, quando o assunto é opinião pública no Brasil, a América Latina é vista mais como preocupação e problema do que benefício, conclui o estudo.
Percepção que, afirma Mourón, acaba tendo respaldo na realidade, diante da série de percalços que o país enfrentou na última década com os vizinhos, como o episódio da nacionalização dos ativos da Petrobras na Bolívia, a expulsão da Odebrecht do Equador, as barreiras de comércio entre Brasil e Argentina e a frustrada sociedade com a Venezuela na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Paulo F.
21 de dezembro de 2015 7:37 pmDe dar inveja á Orwell
Como assim?
Dando nó nos números!
Do Jornal do Brasil
Vitória de Rajoy e derrota de Dilma? Como assim?
Jornal do Brasil
As manchetes dos jornais nos últimos dias mostram claramente o descompasso entre os fatos e o que é noticiado, deixando claro que, dependendo dos interesses, um mesmo acontecimento apresenta diferentes versões.
As eleições na Espanha foram noticiadas nesta segunda-feira como se o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, tivesse obtido uma vitória nas urnas.
Mas basta uma análise minimamente mais cuidadosa para perceber que, na verdade, houve uma grande derrota. O Partido Popular, de Rajoy, foi o mais votado, com 28,7% dos votos, mas amargou a perda de um terço das cadeiras que tinha no Parlamento.
O curioso é que mesma imprensa que encara um percentual de 28,7% dos votos como vitória, afirma que a presidente Dilma Rousseff, que de acordo com a última pesquisa Datafolha obteve 12% de avaliação ótima ou boa, e 22% de avaliação regular – o que soma 34% – enfrenta uma pesada rejeição.
Então lá fora, Rajoy ganhou com 28,7%, e aqui, Dilma perde 34%?