5 de junho de 2026

Mujica crê que consequências do impeachment afetarão América Latina

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Da Rede Brasil Atual

O que acontecer no Brasil terá consequências sobre a América Latina, diz Mujica

Ex-presidente uruguaio enfatizou que há hoje no país “uma crise de confiança, que está virando uma crise econômica”

O ex-presidente do Uruguai José Mujica, afirmou ontem (16) que as consequências de um eventual impeachment da presidenta Dilma Rousseff não afetarão apenas o Brasil, mas toda a América Latina, porque o país é determinante na região. A declaração foi feita pouco antes da abertura da 3ª Conferência Nacional de Juventude, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O evento prossegue até 19 de dezembro, com o tema “As Várias Formas de Mudar o Brasil”.

O ex-presidente também se disse surpreso de que os brasileiros não se dêm conta da gravidade dessa situação.

“Todos os dias há péssimas noticias. E como patriotas, como brasileiros, a grande luta seria tirar o Brasil do pântano. Que se faça a justiça, a justiça que se tenha que fazer. Mas acima da justiça, acima dos que têm que ir presos, está o Brasil. Está o povo brasileiro, que trabalha, a estabilidade social, que vale mais que todo o resto”, advertiu. “É difícil que o sistema politico, judicial, os grandes meios de comunicação, estejam conscientes do mal em que o Brasil está metido, e as consequências que têm, não só para o Brasil, mas para todos os latino-americanos.”

O ex-presidente uruguaio, hoje senador, enfatizou que há hoje no país “uma crise de confiança, que está virando uma crise econômica”.”E a crise econômica aumenta a crise de confiança”, acrescentou.

Para Mujica, isso é uma espécie de jogo irresponsável, que paralisa o Brasil e influi em todos os vizinhos.

“Estão jogando o jogo do bom e do mal. E, na realidade, não há mal nem bom. Estão afundando o país. Humildemente faço um chamamento de atenção para as pessoas mais responsáveis. Não há ganhadores, são todos perdedores. Essa é minha humilde opinião”, concluiu.

Uruguai

Mujica lembrou que o Uruguai atravessou uma grande crise econômica em 2002. E afirmou que nem ele e nem as pessoas de seu campo político, que eram oposição à época, pensaram em tentar tirar o governo.

“Tratamos de esperar a eleição. E que o povo decidisse. Mas nem nos ocorreu que o governo tinha que cair, porque isso era pior. Tínhamos que financiar a crise. E era importante a imagem que passávamos para fora do país, porque havia uma necessidade de crédito. E se semeássemos uma imagem desastrosa para aquele que poderia colocar 1 peso, aquele que pudesse emprestar, se retrairiam. E perderíamos duas vezes”, declarou.

 

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5 Comentários
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  1. DjalmaSP

    18 de dezembro de 2015 12:55 pm

    Grande Mujica

    Pena que para os irresponsáveis da gangue de fhc e aecim o pensamento de que “o que importa é o país” não funciona.

    Querem que o país se dane e o povo se veja atolado para querer buscar refúgio sob as asas tucanas: uma verdadeira arapuca da pior espécie. Estaremos entregando o país de bandeja àqueles que não se importam em vendê-lo em leião, mesmo que não ao melhor preço, mas a um preço que lhes permitam arrancar comissões para alimentar suas contas em paraísos fiscais.

    Só não estão torpedeando as olimpíadas como fizeram com a copa, pelo fato da mesma ter a platinada como patrocinadora master, senão estariamos vendo uma investida feroz em desacreditar o país em mais esse evento, como fizeram com a copa.

    Mujica, seus conselhos servem somente para pessoas comprometidas com o destino de uma nação e de um povo e não para os que só se importam com o tamanho de seus bolsos e as medidas de suas contas bancárias.

    Aquela turba que agrediu um menino covardemente na manifestação no Rio, nunca irá querer discutir os motivos, as causas; mas somente buscam construir um muro social que os impeça de entrar em contato com os mais humildes e desasssistidos desse país. Querem o privilégio de serem os únicos a usufluir do que as riquesas de um país como o nosso possa oferecer.

  2. Neusa Maria Barbosa

    18 de dezembro de 2015 1:22 pm

    Mujica

    Esse sim merece o nome de “estadista”

  3. jasantos

    18 de dezembro de 2015 1:39 pm

    A diferença
    As diferenças entre o Mujica e boa parte da esquerda brasieira são:

    -Mujica continua sentado na cadeira dura e a esquerda optou pela maciez do sofã.

    – Mujica optou pelo fusca velho, a esquerda optou pelo carro de luxo com ar refregerado.

    Em tempo: sou da esquerda desde a adolecencia mas me incomoda demais os habitos pequenos burgueses dos dirigentes atuais.

  4. Maria Luisa

    18 de dezembro de 2015 1:44 pm

    Mujica

    “E afirmou que nem ele e nem as pessoas de seu campo político, que eram oposição à época, pensaram em tentar tirar o governo.”

    Isso é o que temos em Paises com democracias maduras e socieade esclarecida. No Brasil de hoje o que temos são as hienas tipo Aécio, Carlos Sampaio, Aloizio Nunes, Eduardo Cunha e até o vice-presidente, conspirando e sabotando todos os dias contra o governo e em consequência, o proprio Pais. Feliz do Uruguai!

  5. Lauri Guerra

    18 de dezembro de 2015 7:14 pm

    Concordo com tudo o que

    Concordo com tudo o que Mujica diz e com os comentários  já escritos à matéria.

    Mas existe um aspecto importante que não havia me ocorrido até ler uma entrevista do mestre Moniz Bandeira. À rapina financeira internacional, Wall Street à frente e a CIA operacionalizando o assalto, interessa manter o país paralizado e desestruturar a economia e as instituições. Isto facilita o retorno ao poder de seus vassalos nacionais e acima de tudo cria o ambiente favorável para retomarem a agenda neo-liberal e terminarem de entregar as companhias estatais que não haviam conseguido entregar. Mais que isso, com a economia em frangalhos ficaria mais fácil justificar a entrega a preço de banana, à la Vale do Rio Doce. Petrobrás e o pré-sal seriam os primeiros da lista. Com a economia paralizada e desemprego em alta ficaria muito mais fácil assaltar os direitos da classe trabalhadora. A crise lhes daria álibi para acabarem com os programas sociais, todos eles.

    Ou seja, o impeachment não seria o fim de um processo e começo de uma retomada, ainda que spob o comando da direita. Mesmo com impeachment estas forças continuariam a sabotar a recuperação econômica do país (e certrtamente a mídia coroporativa faria intensa propaganda culpando a reação dos movimentos populares pela instabilidade).

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