
Da ADunicamp
Moção pela institucionalidade democrática
Diante da grave crise institucional que o Brasil enfrenta no momento, a Diretoria da ADunicamp (Associação dos Docentes da Unicamp) vem a público expressar seu repúdio à abertura do processo de impeachment da Presidente da República capitaneado pelos setores mais retrógrados da política nacional. Destacamos alguns dos muitos motivos para isso:
1 – Na condição de Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha utiliza a ameaça de impeachment como chantagem expressa para evitar seu próprio julgamento no Conselho de Ética, onde há acusações sólidas e provas contundentes que o desmoralizam por completo. Cunha não tem legitimidade sequer para seguir como deputado.
2 – As alegações que dão sustentação ao pedido de impeachment, por outro lado, remetem a atos administrativos que, por questionáveis que sejam, têm uma dimensão muito aquém daquilo que justificaria uma medida tão radical quanto o afastamento de um governante eleito de forma legítima e democrática pela maioria da população. Não é por acaso que inúmeros juristas de grande reputação têm criticado de público o rito e o mérito do pedido de impeachment.
3 – É importante ressaltar que o Governo Federal tem assumido posturas e práticas indefensáveis, marcadas por um ajuste fiscal que joga a conta da crise econômica nas costas dos trabalhadores, aí inclusos os docentes das Universidades Públicas. O ANDES e, com ele, a ADunicamp, têm combatido essa política através de todos os canais de que dispõem. Não por acaso houve recentemente uma greve de vários meses nas Universidades Federais, sem que esse governo mostrasse qualquer sensibilidade ou disposição à negociação. Mas a luta contra o ajuste não pode se confundir com iniciativas golpistas.
4 – Se o impeachment for vitorioso, a visão corrente é de que Michel Temer assume a Presidência – como se não fosse membro desse mesmo governo. Com Temer na Presidência, certamente não teríamos uma mudança de curso favorável aos trabalhadores, pelo contrário: sua trajetória política e seu posicionamento atual indicam que será favorável a uma radicalização das medidas de austeridade e ao aprofundamento das contrarreformas no país que retiram direitos dos trabalhadores e transferem o patrimônio da nação ao setor privado, sobretudo ao financeiro. Sendo ele o presidente do partido que se notabilizou por ter participado de todos os governos desde o fim da ditadura militar, com o controle de diversos ministérios e autarquias onde já se comprovaram inúmeros casos de corrupção.
5 – Dentre as forças sociais e políticas que apoiam o impeachment, destacam-se aquelas que pedem a volta da ditadura militar e têm por ícones figuras como Cunha, Bolsonaro e Malafaia. Nesse cenário, o impeachment significaria o fortalecimento da ofensiva conservadora e do caldo de intolerância que têm marcado a atuação desses setores.
6 – Por essas e outras razões semelhantes, entendemos que, apesar de todas as críticas que merece o Governo Federal capitaneado por Dilma Rousseff, a sociedade civil democrática e comprometida com a construção de um país menos desigual deve combater a chantagem do impeachment e exigir a queda de Cunha, cujo lugar é na cadeia, e não decidindo os destinos do país.
Vladimir
14 de dezembro de 2015 2:31 pmÉ de suma importância que os
É de suma importância que os setores mais esclarecidos da sociedade demonstrem publicamente suas opiniòes,inclusive com as críticas pertinentes ao governo.
Os golpistas tem tido,como argumento, que quem não apoia o golpe é petista,aproveitando-se da massiva campanha da mídia porca deste país contra este partido,tentando dividir a opinião pública entre apoiadores e não apoiadores deste partido
O que está em jogo não é se somos apoiadores deste ou daquele partido. O que está em jogo é a democracia.
Quanto ao ocupante da cadeira de presidente da Câmara,este não se diferencia em nada da grande maioria que o elegeu,a não ser pela desfaçatez e cara-de-pau.
Nào basta trocá-lo e trancafiá-lo,é preciso que uma reforma política séria impeça que estes tipos continuem a surgir na história política de nosso país .
aliancaliberal
14 de dezembro de 2015 3:28 pmPetrolão é democracia pela
Petrolão é democracia pela sia tortura.
Não existe nada de anti democratico no impedimento da presidêmcia.
rosenvald flavio barbosa
14 de dezembro de 2015 3:39 pmta todo mundo errado………….
é aliança……….tá todo mundo errado.
OAB, CNBB, reitores das universidades federais, da USP, e da Unicamp, juristas do quilate de Fabio K. Comparato todos defendem o mandato legítimo da presidente.
mas voce quer o golpe………….
tá todo mundo errado……………….o Aliança está certo.
aliancaliberal
14 de dezembro de 2015 4:05 pmOs outros 200 milhões são a
Os outros 200 milhões são a favor do impedimento.
Colocar petista dando apoio ao governo não tem valor algum só serve para fazer show para a militância não perder mais a moral.
Mariano S Silva
14 de dezembro de 2015 4:57 pmVocê desaprendeu de contar?
Você desaprendeu de contar? Quais duzentos milhões, os que estavam nas manifestações de ontem?
raissa
21 de março de 2016 4:29 pmContar?
Esquisito isso, né?
o IBGE, no Censo de 2010, nos informa que o Brasil inteiro tinha pouco mais de 190 milhões de habitantes…
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/default.shtm
rosenvald flavio barbosa
14 de dezembro de 2015 5:31 pmdiscutir com voce aliança…..é saudável
já disse uma vez:
voce defende o indefensável……….
tem umas ideias malucas………….
nem sei se o que voce sente é ódio ao PT………..
mas é uma pessoa educada, civilizada.
altamiro souza
14 de dezembro de 2015 3:00 pmlúcida manifewstãção contra o
lúcida manifewstãção contra o golpe e em favor dos trabalhadores…
Henrique Finco
14 de dezembro de 2015 7:03 pmEm outras Universidades
Aqui na Universidade Federal de Santa Catarina, como na maioria das Universidades Públicas, existem manifestos sendo assinados contra a tentativa de golpe que o impedimento representa.
Joao Chiarelli
20 de março de 2016 9:20 pmA UFRGS também critica ação golpista
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul referenda a posição da Andifes, que repudia argumentos pseudo-jurídicos utilizados para encobrir interesses político-partidários
http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ufrgs-referenda-nota-publica-da-andifes/