
A extrema direita francesa não conseguiu vencer neste domingo (13), no segundo turno das eleições regionais, em nenhuma região, apesar do grande sucesso no primeiro turno, há uma semana.
Segundo estimativas dos institutos de pesquisa, a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, foi a grande derrotada no Norte do país pelo adversário da oposição de direita, a favor do qual a esquerda, no poder, desistiu de se apresentar no segundo turno da última eleição na França antes da disputa presidencial de 2017.
Marine perdeu no Norte; sua sobrinha, Marion Maréchal-Le Pen, no Sul; e Florian Philippo, na região do Leste.
A direita conquistou pelo menos cinco regiões, enquanto a esquerda saiu vitoriosa em três.
As 13 regiões francesas foram redesenhadas no ano passado para elevar a sua dimensão ao nível dos Estados federados alemães.
A Frente Nacional administra vários municípios franceses, mas nunca liderou uma região. Fundado em 1972, o partido é presidido desde 2011 por Marine Le Pen.
Nira
14 de dezembro de 2015 12:52 pmDepois do susto no primeiro
Depois do susto no primeiro turno, aumentou o comparecimento à votação, além da união dos dois partidos tradicionais para derrotar a bolsonara de lá.
JigSawJr
14 de dezembro de 2015 1:04 pmA extrema direita francesa no
A extrema direita francesa no Whatsapp:
rdmaestri
14 de dezembro de 2015 1:35 pmDesculpe Nira, não confunda a extrema direita francesa com a …
Desculpe Nira, não confunda a extrema direita francesa com a brasileira.
A extrema direita brasileira só tem de semelhante com a francesa sobre o aspecto de truculência que era uma marca da velho Jean Marie le Pen, por exemplo, o segundo nome na hierarquia do Front National, Florian Philippot, é gay assumido, favorável ao casamento do mesmo sexo e anti-liberal, por outro lado Marion Maréchal-Le Pen, neta do Jean Marie tem convicções semelhantes ao Bolsonaro, mas não é uma questão programática do partido.
Simplificar não é uma solução, os nossos fascistas são mais chamados como tal mais pela truculência do que a ideologia, enquanto os fascistas franceses são mais caracterizados pela ideologia nacionalista.
Agora ficar feliz com a derrota do Front National pela direita liberal francesa é trocar seis por meia dúzia, pois na situação atual da globalização imperialista, não sei o que é pior (não estou falando o que é melhor!).
Nira
14 de dezembro de 2015 2:35 pmrdmaestri, chamar a Le Pen de
rdmaestri, chamar a Le Pen de bolsonara foi um licença poética. Bolsomito não tem equivalente. Mas discordo do trocar seis por meia dúzia, quanto à direita liberal francesa e a frente nacional. Até na desgraça há gradações.
Abraço.
rdmaestri
14 de dezembro de 2015 6:36 pmTudo bem, trocamos seis e meio por cinco e meio!
Na realidade nem eu sei o que é o pior.
Eu ultimamente depois que li “A ética libertária”, principalmente o capítulo 14 (http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=18) fiquei com sérias dúvidas se devemos classificar um liberal de humano ou simplesmente de primata, sugiro que leia mas aconselho que coloque um balde bem próximo para teres a onde vomitar. A parte final quando ele fala da possibilidade dos pais VENDEREM seus filhos, me colocou um dilema, Mussolini ou von Misses? Gostaria da tua opinião.
Nira
14 de dezembro de 2015 7:07 pmAh, não. Agradeço a sugestão,
Ah, não. Agradeço a sugestão, mas muito velha e fraca para von Mises. Na próxima, me chame para compartilhar um chimarrão, é menos amargo.
rdmaestri
15 de dezembro de 2015 12:36 amNão sabes o que estás perdendo!
Como se diz a realidade sempre supera a ficção, passa de qualquer filme de horror com mérito.
rdmaestri
14 de dezembro de 2015 1:14 pmNada de anormal, mas a base do Front National, cresceu muito.
Era de se prever a derrota do Front National simplesmente porque ele foi o único partido que concorreu sozinho em todas as regiões francesas, logo somando os votos da direita tradicional e da esquerda era mais ou menos evidente que ele seria derrotado.
Porém, a derrota do Front National não é uma a ser festejada pela oposição, pois se houvesse uma vitória significaria a vitória do partido e não dos contra determinado partido.
O desempenho nas eleições em determinadas regiões, principalmente na Provence-Alpes-Côte d’Azur o FN começa no primeiro turno com 40,55% e no segundo sobe para 45,22% isto foi obtido apesar da diminuição da abstenção de mais de 8% do eleitorado, ou seja, em termos absolutos o FN cresceu.
As eleições francesas estão mostrando que a política de Marine Le Pen de excluir o seu pai e apresentar-se com um perfil mais soft rendeu frutos, tirando o Front National de um partido marginal para um partido de fato.
Se por um acaso nas próximas eleições alguns componentes da direita tradicional francesa, que se encontra dividida em vários partidos, aceitar concorrer num segundo turno com o FN, este poderá sair vitorioso. Hpótese que era considerada impossível há cinco ou dez anos.
O que ditará as próximas eleições será a economia, se esta continuar em banho maria como vem nos últimos anos, as eleições poderão apresentar surpresas.
Não esqueçam que a extrema direita francesa não tem nada de análogo no Brasil, pois é uma direita fascista no sentido clássico desta doutrina, extremamente nacionalista e contrária a entrada da França em esquemas internacionais da economia.
Nandex
14 de dezembro de 2015 3:38 pmCom a direita perdendo poder
Com a direita perdendo poder no cenário internacional; está foi a medida encontrada para amedrontar os povos para dentro de suas casas e voltarem ao individualismo típico do capital. Aumentando policiamento, como fazem aqui no Brasil com a PM. Ou seja, querem implantar algo a revelia da população e em benefício dos barões do capital. Querem que o povo faça como os capitalistas gananciosos, criem muros, preconceitos, divisões… É a tática tipica do capital! POrque acham que a polícia nos EUA receberam ordens para discriminar negros? Tudo tem um motivo neste mundo. O medo é a moeda do capital. Se o capital tivesse uma moeda seria o medo que implanta nas pessoas para que elas sigam suas políticas e se tranquem dentro de casa com medo do mundo. O socialismo não é uma política mas uma natureza humana, somos feitos para nos ajudarmos e nos desenvolvermos em conjunto. O capital utiliza do medo para frear isso e nos levar ao individualismo capitalista que para os barões do capital é aquilo que os mantém no poder. POr isso que Cuba transformou-se em ameaça terrorista para os barões do capital. Pois se a moda pega, o capital e o egoísmo finalmente perderiam o poder e seriamos um grande planeta.