“Estamos sujeitos a uma repentina explosão de violência só imprevista porque ninguém quer pensar nela. Assim também, só para os que querem surpreender-se é inesperável um estouro urbano de violência política. Os ânimos estão prontos”

Um julgamento escondido, por Janio de Freitas
Sem que figure na pauta, nem esteja sequer mencionada em uma das ações a serem julgadas na quarta feira, sobre procedimentos do Congresso em casos de impeachment, o Supremo Tribunal Federal decidirá também uma questão de grande influência. Até mais importante para o próprio país do que será para Dilma Rousseff e para seus algozes.
O Supremo pode estabelecer medidas que cessem, ou ao menos diminuam muito, a bestialidade vigente na Câmara. Nem seria difícil fazê-lo. As “lacunas na legislação do impeachment”, como alegam por aí, são no máximo frestas, que não resistem à leitura séria dos artigos específicos da Constituição, e um pouco de lógica. Não seria preciso decorrer daí o fim do problema de Dilma para que, depressa, a recuperação de alguma ordem desanuviasse o ambiente geral.
É para esta direção que apontam os breves comentários públicos do ministro-relator Luiz Edson Fachin sobre o principal a ser julgado. Nada, porém, insinua que a maioria do Supremo tenha a mesma visão. Chamado de “líder da oposição”, tamanha a incontinência de sua agressividade verbal contra Dilma, Lula e o PT, o ministro Gilmar Mendes disse que o tribunal precisa “deixar a questão para o Congresso”. Em sua concepção particular, a frase já significou engavetar por ano e meio a proibição, embora já com votos a aprová-la, de financiamento eleitoral por empresas.
Será apenas normal que Gilmar Mendes peça vista da ação e retenha a decisão até fevereiro, depois das férias a começarem no próximo fim de semana. E não será anormal que Celso de Mello, ou Carmen Lúcia, ou Luiz Fux, por exemplo, adote o pedido de vista e adie a decisão.
Em tal caso, a probabilidade é de um interregno mais quente do que o verão. Diz Nelson Jobim, como faziam os do seu velho tempo, que “os deputados vão voltar do recesso com a faca nos dentes”. É a ideia de que as bancadas voltam a Brasília como reflexos do que lhes impingem nas suas regiões eleitorais. O que requer dos oposicionistas, para resultados relevantes, propósitos agitadores elevados.
A movimentação de bastidores de Michel Temer e de alguns de seu grupo, pelos Estados, não vai desativar-se com o recesso. O plano é o oposto: agitar as ruas para preservar a pressão até fevereiro, e para pressionar os próprios parlamentares. Mas aos opositores do impeachment não resta nada diferente. O seu primeiro problema é que não contam com TV e imprensa para conclamações. O segundo é que os chamados movimentos sociais e os sindicatos não controlados por dinheiro patronal parecem o que há de mais preguiçoso até quando se trata do seu interesse. Caso, porém, o governo consiga despertá-los, como pretende, estará complementada a difusão do clima de efervescência mútua. E, quem sabe, frontal.
Em situação assim, mais do que continuar a fermentação, o potencial de circunstâncias violentas é alto, em qualquer tempo. Mas o Brasil vive tempos especiais de violência. Nesse sentido, a verdade é que em todos os níveis, em múltiplas formas de ação e por toda parte, nem as poucas políticas de contenção podem dizer-se com razoável controle sobre as manifestações da violência.
Estamos sujeitos a uma repentina explosão de violência só imprevista porque ninguém quer pensar nela. Assim também, só para os que querem surpreender-se é inesperável um estouro urbano de violência política. Os ânimos estão prontos.
Mas deixar Eduardo Cunha fora dessa equação seria, antes de tudo, injustiça. A menos que deixe de continuar isentado pela Lava Jato, por força de algum mau humor curitibano, Eduardo Cunha tem muito como contribuir para a deterioração ainda maior do sistema político. E, a depender dele, não deixaria de fazê-lo durante o recesso. É muito o que tem e o que sabe, e sabe usar.
Não há sinal de que isto entre em questão, mas o Supremo Tribunal Federal vai decidir também se o Brasil receberá um ambiente mais distenso ou novas formas de ameaça às instituições e à pretensão de democracia.
Amarildo
13 de dezembro de 2015 12:36 pmÉ isso aí, sem tirar nem por
Se a explosão de violência acontecer, um dos principais culpados será o Sr. Rodrigo Janot. Ele está no Brasil?
Meire
13 de dezembro de 2015 12:59 pm(Sem título)
Meire
13 de dezembro de 2015 3:30 pmfhcorrupto :
Nira
13 de dezembro de 2015 1:02 pmSou fã do Janio desde
Sou fã do Janio desde criancinha, mas há uma passagem do atigo que não é exata . Eduardo Cunha não está isentado da Lava Jato por força de “humores curitibanos “. Curitiba (?) já encaminhou ao Supremo e ao PGR trocentas apurações contra o Cunha. A cada um a sua responsabilidade no imbroglio.
MarFig
13 de dezembro de 2015 1:36 pmTrocentas? Que eu saiba
Trocentas? Que eu saiba apenas uma. E o Aécio? Por que Moro não se aprofundou na delação do Youssef sobre ele e sua irmã Andréa serem mensaleiros em Furnas? E a delação do Costa de que Sérgio Guerra recebeu 10 milhões para abandonar a CPI da Petrobrás junto com Álvaro Dias em 2010? Por que não pediram a quebra do sigilo bancário de Álvaro Dias? E a esposa do Cunha? Não fizeram nada até agora porque não quiseram.
Nem todo mundo é cego.
Nira
13 de dezembro de 2015 1:47 pmMarFig, o tratamento
MarFig, o tratamento diferenciado aos tucanos é um fato. O que apontei é que, no caso do Cunha, a bola está em Brasília, não em Curitiba.
Ufa, nem sempre o discurso pré-fabricado se aplica a todos os comentários.
MarFig
13 de dezembro de 2015 2:48 pmOnde quer que a bola esteja,
Onde quer que a bola esteja, o juiz sempre marca pênalti contra o PT e impedimento a favor do psdb.
Nira
13 de dezembro de 2015 2:54 pmO juiz do cunha, agora, é o
O juiz do cunha, agora, é o Teori. Talvez, se ele quiser, num primeiro momento, a segunda turma do STF, como aconteceu na prisão do Delcídio.
Ana Torres
13 de dezembro de 2015 3:20 pmMarFig
Memória curta ?Moro enviou, sim, a PGR a citação de Youssef sobre Aècio. Youssef não tinha provas, “ouviu dizer” do deputado Janene, PP, que já faleceu. Então a PGR decidiu não investigar, como também fez com Dilma, igualmente citada, mas sem consistência.
MarFig
13 de dezembro de 2015 3:43 pmOlha o que eu disse: ele não
Olha o que eu disse: ele não se aprofundou. Ouviu mas não puxou a língua do Youssef para obter mais detalhes como ele sempre faz quando a delação contra petistas. Youssef queria falar mais, óbvio, mas o Moro não se interessou. Está muito claro isso no vídeo da delação.
Ana Torres
13 de dezembro de 2015 4:02 pmNão interessa se Youssef
Não interessa se Youssef falou 10 minutos ou uma 1hora. Se Janot tivesse encontrado consistência, teria mandadoprosseguir com as investigaçóes. O problema estava na não de Janot e bão de Moro.
MarFig
13 de dezembro de 2015 4:18 pmConsistência? Já ouviu falar
Consistência? Já ouviu falar das denúncias da lista de Furnas e das contas em Liechtenstein do Aécio que estão nas gavetas do Janot?
O Youssef diz que o cara recebe mensalão através da irmã em Furnas, o Procurador tem uma lista assinada pelo Dimas Toledo e autenticada pela PF com nomes de políticos do psdb (encabeçada pelo cara) que receberam dinheiro por fora de Furnas, além de uma denúncia do MP do Rio de empresas e contas num paraíso fiscal em nome de familiares do cara. E não consegue ligar lé com créu? Não vê consistência?
Ana Torres
13 de dezembro de 2015 5:05 pmPelo visto você sabe mais que
Pelo visto você sabe mais que Janot ! Se ele resolveu pelo arquuvamento é porque não encontrou indícios consistentes. Se você sabe mais coisas do que ele, faça uma visita a ele e mostre toda sua documentação. Quem sabe você o convence ?
MarFig
13 de dezembro de 2015 5:16 pmNão preciso mandar
Não preciso mandar documentação nenhuma. Já está com ele há muito tempo.
Ana Torres
13 de dezembro de 2015 6:24 pmArquivada.
Arquivada.
MarFig
13 de dezembro de 2015 10:32 pmEngavetada.
Engavetada.
Jossimar
14 de dezembro de 2015 12:19 pmEngavetada é muito diferente
Engavetada é muito diferente de arquivada. Estes Cunhas são bandidos.
O deputado Rogério Correa entregou provas contra o Aócio pessoalmente e nas mãos do Já NOT com foto e tudo.
Isto sem falar na gravação da casa de pedra(o careca entregando o R$ 1 milhão para o Anastasia) que ele também mandou engavetar.
Aliás, o careca sumiu e ninguèm investiga este sumiço né Moro?
Será que ele foi convenientemente “apagado”?
O Já NOT não toma providências porque não quer.
Enfim, é um prevaricador e o principal responsável pelo país estar neta bagunça.
O Segundo é o MOro e seus golpistas.
O terceiro é a Dilma e o Zé.
Bando de merdas.
Francisco Andrade
13 de dezembro de 2015 1:22 pmjudiciário,…
…. o poder mais corrupto da República !!!
MarFig
13 de dezembro de 2015 2:57 pmA corrupção no judiciário já
A corrupção no judiciário já começa no dia do pagamento. É tanto auxílio pixuleco que o salário base legal fica parecendo uma merrequinha extra.
Bi
13 de dezembro de 2015 1:42 pmQuando Cunha “despontou” no
Quando Cunha “despontou” no Congresso, pensei: nada pode ser pior que isso. Nada. Mas Gilmar Mendes está aí, me lembrando diariamente, com suas declarações cínicas, de que sim, o que já é terrível pode sempre piorar.
Antonio C.
13 de dezembro de 2015 2:14 pmComentário.
Violência?
QUÊ?
Violenta é a Casa-Grande, camaradinha. São as elites e seus cães-de-guarda, origem da inferioridade e da culpa/ressentimento/concordância com as elites.
Sem conversa. São 500 anos de História.
altamiro souza
13 de dezembro de 2015 2:24 pmos movimentos sociais e
os movimentos sociais e sindicais e os democratas tem
um papel histórico nesse momento crucial.
a sociedade civil que lutou anos pela redemocratização
não pode aceitar esse projeto golpista da direita;
Frederico69
13 de dezembro de 2015 2:38 pmquem sabe agora vai!
em algum lugar ouvi falar que o lodo publicou editorial malhando cúnha.
quem sabe agora, com a autorização devida, o janot pede uma gaiola pro cúnha!
MarFig
13 de dezembro de 2015 2:50 pmA goebbels tem certeza que os
A goebbels tem certeza que os brasileiros são otários. E eu estou começando a concordar com eles.
Nira
13 de dezembro de 2015 2:51 pmJá são dois editoriais :
Já são dois editoriais : globo e folha… Quem sabe é um sinal de que algo se move no pântano.
Zé Francisco
13 de dezembro de 2015 6:39 pmGolpe
Pântano ou TSE?
Ana Torres
13 de dezembro de 2015 3:28 pmEC não está isentado pela Lacajato
Janio de Freitas não está com a razão. Moro enviou a PGR. O problema está aí e não em Curitiba. Se depende de algum humor, é o de Janot e não de Moro.
MarFig
13 de dezembro de 2015 3:54 pmO Moro é um juiz tucano. O
O Moro é um juiz tucano. O indiciamento do Cunha foi só para deixá-lo nas cordas e ajudar o psdb a pressioná-lo para entrar com o pedido de impeachment. E cumpriu seu objetivo.
Ana Torres
13 de dezembro de 2015 4:46 pmAntes de mais nada, você
Antes de mais nada, você acredita realmente que Moro seja mais inteligente, mais estrategista e mais maquiavélico que EC ? EC atua há 30 anos no submundo do crime. Além disso, deflagrar o impeachment “para ajudar o psdb” independe de estar ou não “nas cordas”.
NICKNAME
13 de dezembro de 2015 4:06 pmAires Brito defende SEMPRE votação aberta / bancada PT não
Se filtramos a besta do William Waack, é bom ver como Aires Brito de pornto discordou de Waack ontem, Painel, 23 horas, hora de Brasília numa questão, e disse que a COnstituição prevê, sim, votações abertas, res-públicas. Nem sempre o que um conservador, ou jurista (muitas vezes do outro lado) é parcial ou safado. Nem sempre um adversário está SEMPRE E ABSOLUTAMENTE errado. Nâo é aconselhável, aos inseguros, ou lacrados por uns tipos de preconceitos ideológicos, ver Painel (que tem reprises ) e programas afins por quem simplesmente não gosta de Waack ou da Globo, ou Globonews, ou Delfim Neto, etc etc etc. Eu detesto Waack.
NICKNAME
13 de dezembro de 2015 4:08 pmver e ouvir os outro lados, pois há diferenças surpreendentes
Mas assisto Manhattan Connection que é bom em materias internacionais,e melhor ainda pelo senso de humor de Lucas Mendes. Já entrevistaram gente de esquerda, de progressitas que logo contrariaram um Diogo Mainardi no ar (é tape) e a edição não cortou o desmentido.
Lênin ou foi um outro pensador marxiano que disse que preferia dialogar com direita inteligente do que com esquerda míope.
Meire
13 de dezembro de 2015 4:29 pmcunha e golpistas são
cunha e golpistas são poupados, porque falta : judiciario / mpf / pf …vergonha na fuça.
E porque temos no Brasil muitas sociedades secretas e corruptas, que agem por baixo do pano, parte da massa que é burra e tão corrupta e corrompivel quanto eles, pelos mesmos é insuflada e bestializada, mas não se torna nunca protagonista de NADA !
Marcos Antônio
13 de dezembro de 2015 7:00 pmA quem servirá o tempo?Com
A quem servirá o tempo?
Com mais tempo e apoio INCONDICIONAL DA MÍDIA QUE APOIOU O GOLPE DE 64 esperam os golpistas modernos alcançarem seus objetivos, mas primeiro devem desimpedir A CÂMERA, do Cunha de desejar herdar a presidência da republica!
Mas, com mais tempo sobreviverá a oposição da PROTEÇÃO DADA POR JUÍZES E MINISTÉRIO PÚBLICO na operação Lava-jato, pois NENHUM MEMBRO DA OPOSIÇÃO APARECEU COM VIGOR, AINDA QUE DELATORES TENHAM INCLUÍDO O NOME DE AÉCIO, NÃO TEVE O MESMO TRATAMENTO QUE O PEZÃO E/OU CABRAL?
Como o crime não se restringe a governos, partidos e FACÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL E PRÓPRIO MINISTÉRIO PÚBLICO pode-se ver nas pessoas uma INEFÁVEL PERCEPÇÃO DE QUE NÃO SÓ O PT É LADRÃO, MAS QUE TODOS SÃO LADRÕES!
É interessante ver que a mídia não mudou o viés, mas os atores sobre os quais estão todos os holofotes, são pusilânimes e não conseguem interpretar o papel de herói e paladinos da justiça 24 horas por dia por mais de uma semana…
Com um pouco mais de tempo poderão VER QUE A DILMA É QUEM MAIS COMBATEU A CORRUPÇÃO NESTE PAÍS AINDA QUE A OPINIÃO PÚBLICA MANIPULADA PELA MÍDIA, ESSA MÍDIA QUE DE SANTA NÃO TEM NADA, TENTE COLOCÁ-LA DENTRO DA CORRUPÇÃO!
O tempo poderá matar a oposição…
Se votar agora podem perder a aprovação do impeachment e se deixarem para depois, podem perder as eleições de 2018!
Ricardo S
13 de dezembro de 2015 8:58 pmSe o presidente do STF
Se o presidente do STF quiser, ele acaba com esse “perdido de vista” imoral, instrumento utilizado para a prática do crime de prevaricação.
junior50
13 de dezembro de 2015 9:34 pmResponsabilidade com a Nação
Que juizes de tribunais superiores, não apenas no Brasil, alem do julgar pelas normas e leis constitucionais – básico de seus cargos – sabem, desde de suas investiduras, que suas responsabilidades não se restringem unicamente ao ato de “julgar”, mas que todos os processos que lhes chegam, comportam variaveis politicas, todo julgamento, toda sentença ou parecer, emanado pelo STF, é fundamentalmente Politico.
Portanto a responsabilidade com a Nação, deve ser considerada em todos seus atos, com certeza os mebros desta Corte tem plena consciência, de que um “pedido de vistas” nesta altura dos acontecimentos, postergando uma descisão, a beira de um recesso, tanto parlamentar como juridico, seria agravar as condições de governabilidade do País, não apenas no aspecto da economia ( 2016 já está “perdido” ), mas no aspecto de trazer ainda mais insegurança institucional.
Espero, mas não creio, que na 4a feira, eles decidam – não importa o que, desde que ocorra – ou, alem de continuar a “paradeira economica”, um bem possivel surgimento de focos de convulsão social, de ambos os lados, somados as manobras dos congressistas em seus domicilios eleitorais, conseguirão que a Nação se perca ainda mais.
Exigir responsabilidade de 12/13 pessoas, é muito mais facil, do que conseguir a mesma atittude, com a Nação ( não com partidos ou ideologia ), do que de mais de 300 congressistas, cada um deles com seus interesses, SEMPRE pessoais, paroquiais ou piores.
NICKNAME
13 de dezembro de 2015 11:19 pmeis (doa a quem doer): A quem interessa (ou não) o impeachment
– Sendo bem informados, cadê jornalistas e blogueiros que não expõem e não se expõem assim ?
( por telefone, uma entrevista ): JOSÉ PAULO CAVALCANTI , Advogado que participu do impeachment de Collor , José Paulo diz que a questão é política e não deve ser encarada comu uma típica ação judicial
“É uma votação política”
PEDALADAS
A pedalada fiscal é perfeitamente
razoável (como elemento
para o impeachment).Ogoverno
fez uma operação de crédito
que era vedada pela Lei
de Responsabilidade Fiscal
(LRF). Isso é suficiente em
qualquer lugar do mundo para
fazerum impeachment. O processo
do impeachment está
bem fundamentado. Se fosse
um processo forense, poderia
ter um resultado ou outro. O
argumento do governo é que o
ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso fez antes. Não
vi isso. O Tribunal de Contas
da União (TCU) diz que não
foiamesma coisa. Prefiro confiar
no TCU. O grosso do dinheiro
foi para empreiteira e
não para o Bolsa Família. O
Bolsa Família foi “troco”.Ogoverno
sabe que dizendo que
foi paraoBolsa Família provoca
comoção popular.
IMPEACHMENT
O impeachment nos Estados
Unidos se dá em dois casos.
Se dá com high crimes, ou
seja, venda de segredos de estados
e botar a mão no dinheiro
público. E se dá se a Justiça
americana entender que há
um comportamento incompatível
com a dignidade do cargo
de presidentedaRepública. Seria
uma espécie de decoro presidencial.
O tema não é jurídico,
é uma votação política.
Acho inadequado discutir o impeachment
sob o viés jurídico.
Acho que houve crime de responsabilidade,
mas estou um
passo atrás. Acho que você
não pode judicializar, convertendo
o processo de impeachment
numa discussão de
quem tem razão, de qual é o
melhor direito. Não é uma
questão jurídica. Se for para
ser uma questão jurídica, temos
que refazer a legislação
de impeachment. Eu digo que
há argumento, mas não vejo o
impeachment agora, se se mantiver
o cenário de agora. Depois,
não sei. Vejo a política
agora com sinais trocados. Tudoo
que a oposição não quer é
que tenha impeachment, mas
tem que dizer que quer. Se
vier alguém, vai ter que ter
uma política austera, de segurar
salário, de fazer maldades.
Tudo o que Lula quer é que
Dilma saia. Ele espera seis meses
e quando começarem as
primeiras insatisfações ele sai
numa caravana pelo País dizendo
que vai ser candidato, dizendo
“vocês sabem como foi
governo”, vai prometer o céu
delirante às grandes massas.
Ele quer que Dilma saia, mas
não pode dizer.
CUNHA
Eduardo Cunhaé umpersonagem
menor e já morreu. A
tese de que Eduardo Cunha é
o maior corrupto é falsa e só
interessa a quem está no poder.
Existem 160 deputados
processados por corrupção na
Câmara. Sou a favor de tirar
os 160. Não é nada demais.
No ano fiscal de 1987, 1988, a
Receita Federal americana
processou por infrações tributárias
47% da Câmara dos Deputados
e eles não puderam
ser candidatos. Vamos tirar os
160 deputados a começar pelo
presidente da Câmara. A tese
de que Cunha é inimigo é
uma tese petista, falsa. A primeira
morte de Cunha vai se
dar em março se não for cassado,
porque deixará a presidência
da Câmara.
1992
A maior diferença formal é
uma “jabuticaba”, queé o vicepresidente
Michel Temer
(PMDB-SP) não ser parte desse
processo. É uma diferença
macroscópica. Com Collor as
acusações eram sempre à pessoa
física, ações individuais do
presidente. Agora foram atos
de governo. Em 1992, fiz um
parecer defendendo que Collor
não podia renunciar e que
tinha que enfrentar o impeachment,
mas me informaram
que aceitariam a renúncia se
ela fosse pedida apesar de eu
defender tecnicamente o contrário.
Ou seja, as razões que levam
um presidente a ficar ou
não no cargo não são estritamente
jurídicas. O impeachmenté
umjulgamento político
e não jurídico feito por quem
não tem qualificações técnicas.
GOLPE
O impeachment está previsto
na Constituição. O impeachment
anterior salvou o Brasil.
O PT já pediu impeachment
de todos os presidentes. Nunca
foi golpe e de repente é golpe?
Quem diz que é golpe são
instituições argentadas pelo
governo. O Brasil é o único
País do mundo onde o governo
subvenciona centrais sindicais
e movimentos sociais. A
CUT (Central Única de Trabalhadores)
é sustentada pelo
governo. Não acho que haja
clima hoje para o impeachment.
Dilma fica enquanto ela
for capaz de fazer a pauta do
País. Se ela não for capaz, melhor
que saia. Se for capaz,
que fique.
TEMER
Ou o governo deve ser responsabilizado
ou nenhum dos
dois (Dilma e Temer). Temer
fora (do processo)? É a coisa
mais esquisita.
in : Jornal do Commercio, p. 7, seção Política, domingo, 13.dezembro.2015,
Recife.
– Sendo tão bem informados, cadê jornalistas e blogueiros que não expõem en ão se expõem assim ?
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NICKNAME
14 de dezembro de 2015 12:22 am– E…Por Que sai uma entrevista dessas na mídia?…Dou um doce
A Mídia Principalmente A Midia Escrita Não É Burra E Não Quer Se Desmoralizar De Vez, Tem A Entrevista Acima Como Uma Das Defesas De …. Supostas Manipulações Filhas Da
Essas Entrevistas, Reportagens, Notas Só Saem Porque O Povo Já Tá De Cabeça Feita, Não Vão Ler, Ou Ignoram, Ou Enxergam Tudo Trocado – Como Eu Vi Um Taxista Jurar, Convicto, Que A Rádio E A Internet Já Tava Veiculando Humberto Costa Com Um Fato Em Recife, Policia Fedeeral Indo Aas Torres Gemeas, Aqueles Prédios Dqui, E O Suspeito Jogar Dinheiro Pela Janela, Ligado Aa Hemobrás – Não Ouvi, Nem Vi, Nem Li Assim, So Uma Sutil Insinuação…. O Suficiente…, Porque Humberto Costa Já Houvera Tempos Atrás Sido Caluniado Como Um Sangue-Suga Do Ministério Da Saúde E Hemobrás, E Foi Absolvido Totalmente.
RICARDO EDMUNDO CECONELLO
14 de dezembro de 2015 5:03 amVENHA FAZER O “REVEILLON DA MINI FESTAÇÃO” GOLPISTA PELA GLOBO
PIADA DO DIA:
ATENÇÃO – REDE GLOBO ACABA DE ANUNCIAR NO “FANTÁSTICO” CONVOCAÇÃO URGENTE PARA NOVA MANIFESTAÇÃO NO DIA 31 DE DEZEMBRO, NA PRAIA DE COPACABANA/RJ, e LEBLON, POR VOLTA DA MEIA NOITE, SENDO OBRIGATÓRIO TODOS OS PARTICIPANTES QUE VIEREM “PROTESTAR A FAVOR DO IMPITIMAM” VESTIREM BRANCO TOTAL.
Renato Kern
14 de dezembro de 2015 1:49 pmMqais um analfabeto jurído
O burrão, ao falar que o impeachment é político, o jurista quer dizer que na justiça não passará. é burro como você.
Renato Kern
14 de dezembro de 2015 1:50 pmCunha é o PMDB
Cunha é o PMDB