5 de junho de 2026

Após vitória da oposição, Maduro pede saída de ministros

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Sugerido por bfcosta

Da Agência Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu aos seus ministros que se demitam, com o objetivo de fazer uma “reestruturação” do governo após a vitória da oposição nas eleições parlamentares de domingo (6).
 
“Eu pedi ao Conselho de Ministros que apresente a demissão, para que possa efetuar um processo de restruturação, de renovação e de profundo relançamento de todo o governo nacional”, disse Maduro durante programa semanal de rádio e televisão.
 
“Isto é o que eu quero: um programa para a nova etapa da revolução, com revisão profunda, um começo”, disse o chefe de Estado venezuelano.

Com a coligação da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a oposição obteve, nas eleições de domingo, 112 dos 167 lugares que compõem o Parlamento venezuelano, uma maioria de dois terços que lhe confere amplos poderes.

Nicolás Maduro, cujo mandato termina em 2019, convocou para amanhã (10) o seu partido, o Socialista Unido da Venezuela (PSUV), para um dia de consultas.

A vitória da oposição nas eleições parlamentares, a primeira em 16 anos, marca uma virada histórica contra o chavismo, que detinha, até agora, a totalidade dos poderes.

O resultado eleitoral ocorre em momento de descontentamento popular devido à crise econômica no país, com a queda do preço do petróleo.

O secretário executivo da MUD, Jesus Torrealba, informou que os 112 deputados vão se reunir nesta quinta-feira para discutir o seu papel na futura assembleia, que será instalada em 5 de janeiro.

A maioria de dois terços da oposição permite, por exemplo, convocar um referendo ou estabelecer uma assembleia onstituinte.

Além disso, a oposição “poderá reformular a composição do Tribunal Supremo que, nos últimos tempos, tomou decisões favoráveis ao governo”, explicou Carlos Malamud, especialista em América latina no Instituto Real Elcano de Madrid, segundo a agência France Presse.

 

Redação

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13 Comentários
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  1. Fabio SP

    9 de dezembro de 2015 10:25 am

    Vai convocar o “pajarito”

    Vai convocar o “pajarito” para ajudar na reestruturção…

  2. AR

    9 de dezembro de 2015 10:46 am

    Grande ditadura
    Grande ditadura

    1. Alan Souza

      9 de dezembro de 2015 11:21 am

      É verdade…

      Uma ditadura na qual todas as mudanças na Constituição precisam ser aprovadas pela população, por plebiscito ou referendo. Onde os ministros da Suprema Corte são escolhidos diretamente pelo Parlamento.

      1. Maria Rita

        9 de dezembro de 2015 11:36 am

        Só complementando: E ainda

        Só complementando: E ainda respeita os resultados das eleições. O que fez o Macri recuar na historinha do Mercosul. Pelo visto, os que não respeitam as regras  democráticas estão por aqui, perdendo e comandando autoritariamente o golpe. É bem isso.

      2. aliancaliberal

        9 de dezembro de 2015 12:18 pm

        Uma ditadura pode se mostrar

        Uma ditadura pode se mostrar de diversas formas.

        Fidel uma vez disse que Cuba era uma democracia.

        A venezuela é uma ditadura porque Chaxez só saiu do poder porque morreu.

        1. Zarastro

          9 de dezembro de 2015 12:21 pm

          Privatizem a anta de tênis, pelamor.

          Imediatamente.

        2. Dimas Jayme Trindade

          9 de dezembro de 2015 12:33 pm

          Tem razão. O Brasil no

          Tem razão. O Brasil no entanto, durante toda a ditadura mudava a cada 4 anos. Já em SP, existe uma dinastia que habita o palacio dos Bandeirantes há pelo menos 20 anos para sermos mais modestos. Há os que preferem democracia sem povo. Em qual destas democracias ou ditaduras voce confia?

        3. Gabriel Moreno

          9 de dezembro de 2015 1:58 pm

          Ou seja, ditadura é aquilo

          Ou seja, ditadura é aquilo que você bem entender que seja. 

        4. Alan Souza

          10 de dezembro de 2015 3:15 pm

          Ô, Aliança-Oneide…

          Não facilita eu te chutar mais uma vez. Você levanta a bola, eu fico tentado a cortar…

          Chavez saiu do poder quando morreu, certo. E estava no poder eleito democraticamente – como esteve todas as vezes. Ao contrário do FHC, submeteu ao povo, por referendo, a emenda constitucional que lhe deu o direito à reeleição.

          Quem é o ditador agora?

  3. bfcosta

    9 de dezembro de 2015 11:52 am

    Muito interessante a notícia.

    Muito interessante a notícia. Sò que não fui eu quem postei a respeito 😀

    Ou tem outro bfcosta cadastrado no GGN ?

  4. rdmaestri

    9 de dezembro de 2015 12:22 pm

    O problema básico da Venezuela é só um. Preço do petróleo.

    Qualquer governo de direita ou de esquerda cairia na situação atual. O petróleo por uma conjultura muito especial que está fugindo das espectativas dos especialista de mercado está num nível baixíssimo, e nem os governos de direita que comandaram a Venezuela por centenas de anos nem os chavistas fizeram um esfoço concentrado para diminuir a dependência da Venezuela ao petróleo ( o mesmo erro que Fidel fez com o açucar).

    Se o preço do petróleo sobe, qualquer governo que promova com isto algum benefício a população em geral se mantém, se o preço do petróleo desce ninguém se mantém.

    Chaves tinha conciência disto, mas jamais podia imaginar um preço de petróleo a US$40,00 o barril depois do mesmo se manter por anos acima do dobro disto.

    Se o preço do petróleo subir a chance de quem estiver no poder no momento de se manter vai depender para quem vai os lucros.

    A gasolina na Venezuela a R$0,05 o litro é outra imbecilidade que os governos Venezuelos fazem, tanto os anteriores como o de Chaves. Não paga nem o refino, nem a distribuição, nem o resultado da poluição que uma gasolina barata produz.

    Vejam, o maior produtor de petróleo da Europa é a Noruega, e nesta país está a gasolina mais cara do mundo! O que os noruegueses fazem, aproveitam o lucro para um fundo soberano e mantém a economia aquecida não importando o que acontece no resto do mundo.

    Já os venezuelanos (de direita e de esquerda) queimam, no melhor exemplo do desperdício do futuro, e gastam tudo que sobra do petróleo (uns em coisas boas outros em coisas ruins) sem pensar no futuro, é o raciocínio dos árabes!

    1. Ana Torres

      9 de dezembro de 2015 2:13 pm

      Só sendo míope do olho

      Só sendo míope do olho esquerdo para ter uma explicação tão simplista sobre a situsção econômica da Venezuela a beira da bancarrota. Existem outros países no mundo que também dependem somente do petróleo, como a ditadura da Arábia Saudita,  e que, no entanto, não têm a maior taxa de inflação do mundo  e sabem administrar as reservas cambiais para que, em épocas de vacas magras, possa-se sobreviver. Questão de saber gerir  e não só o baixo preço do oriduto.  Você esqueceu de nencionar  os “experimentos socialistas” de Chavez  entregando petróleo quase de graça a Cuba para que os Castros pudessem revender com lucro e para uso próprio e também a outros paīses da Am. Central para sustentar a ideologia. Maduro culpa seus ministros, mas dentro de seu governo, ele é visto por muitos como um dos grandes culpados pela situação a que chegou a Venezuela.

    2. Free Walker

      9 de dezembro de 2015 5:23 pm

      Segundo o nosso André Araujo,

      Segundo o nosso André Araujo, a Venezuela DEVE 500 mil baris de petroleo/dia, pagos antecipadamente, para a China pelos próximos 10 anos. Gastou o dinheiro para manter a república bolivariana e agora acabou a mamata.

       

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