
Jornal GGN – Uma operação da polícia francesa na manhã desta quarta-feira em Saint Denis, ao norte de Paris, procura pelos autores dos atentados da última sexta-feira, que deixaram 129 mortos.
Duas pessoas teriam morrido, uma delas uma mulher que estava em um prédio e usava um cinto com explosivos, e que os detonou durante a operação policial. Segundo a TV francesa, cinco pessoas teriam sido detidas. O principal alvo da polícia é Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser o mentor dos atentados na capital francesa.
Da BBC Brasil
Ataques em Paris: Pelo menos dois mortos em operação policial
A polícia francesa realiza na manhã desta quarta-feira uma grande operação em Saint Denis, ao norte de Paris, em busca dos autores dos atentados que deixaram 129 mortos na sexta-feira passada.
Há informações de que duas pessoas teriam morrido, entre elas uma mulher que estava no prédio e usava um cinto com explosivos. Segundo informações obtidas com um promotor, ela teria detonado os explosivos durante a operação policial.
A TV francesa também afirma que cinco pessoas teriam sido detidas.
Abdelhamid Abaaoud, suspeito de ser o mentor dos atentados, seria o alvo principal da operação. Acreditava-se inicialmente que ele estava na Síria.
A polícia francesa também estaria em busca de Salah Abdeslam, de 26 anos, o suspeito que teria alugado o carro encontrado do lado de fora da casa de shows Bataclan, onde 89 pessoas morreram.
A polícia disse que houve troca de tiros e que há agentes feridos.
Segundo a agência de notícias AP, pelo menos sete explosões foram ouvidas no local.
O grupo autodenominado Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques de sexta-feira, que também deixaram cerca de 400 pessoas feridas.
Ruas foram bloqueadas no entorno da Rue de la Republique, em Saint Denis, mesmo distrito do Stade de France, onde houve ataque suicidas na sexta-feira.
Repórteres da rádio Monte Carlo que estão no local disseram que mais de um suspeito foi encurralado em um bloco de apartamentos.
Um vídeo amador transmitido pelas emissoras de TV BFMTV e iTele citaram testemunhas dizendo que trocas de tiros foram ouvidas desde às 4h40 do horário local (1h40 de Brasília).
Veja a seguir o que se sabe até o momento.
Quem foram os autores?
Image copyrightAP
Image captionFrança está em estado de emergência após os ataques em Paris
O promotor francês François Molins disse que sete atiradores morreram durante os ataques – cinco deles teriam sido identificados até agora. Acredita-se que outro suspeito tenha tido participação direta nos ataques e investiga-se a existência de um nono suspeito.
Investigadores acreditam que os ataques foram planejados na Bélgica, com apoio na França.
Os autores parecem ter trabalhado em “três equipes coordenadas” usando o mesmo tipo de armas e cintos suicidas, disse Molins.
- Três dos autores se explodiram nos arredores do estádio Stade de France, no norte de Paris.
- Outro morreu após detonar seus explosivos no restaurante Le Comptoir Voltaire, na Boulevard Voltaire.
- Três homens que vestiam coletes suicidas realizaram o pior ataque da noite, na casa de shows Bataclan, onde 89 pessoas morreram. Dois deles morreram após se explodirem, e o terceiro foi morto pela polícia.
O passaporte sírio encontrado junto a um dos corpos dos homens-bomba do estádio pode pertencer a um soldado sírio que foi morto há vários meses, disse à agência AFP uma fonte próxima às investigações.
O documento está em nome de Ahmad al-Mohammad, nascido em 10 de setembro de 1990, na cidade de Idlib. Investigadores franceses dizem que ele era um soldado leal ao presidente sírio, Bashar al-Assad.
O oitavo suspeito, Salah Abdeslam, de 26 anos, teria alugado o carro encontrado do lado de fora do Bataclan. Estaria entre os suspeitos procurados em Saint Denis. Também há informações sobre um nono suspeito (leia abaixo).
Abdelhamid Abaaoud é suspeito de ser o mentor dos atentados mas não teria participado diretamente dos ataques.
Algum dos autores sobreviveu?
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Image captionAutoridades buscam por Salah Abdeslam, que foi classificado como “perigoso”
As buscas em Saint Denis tem como objetivo principal encontrar o belga Abdelhamid Abaaoud, de 27 anos, apontado como mentor dos ataques. Antes da operação no subúrbio de Paris, havia notícias de que o descendente de marroquinos estaria na Síria, onde teria engrossado as fileiras do Estado Islâmico.
A polícia francesa também estaria em busca por Salah Abdeslam, de 26 anos, que foi descrito como um suspeito importante. Ele teria alugado o carro usado no ataque ao Bataclan.
Acreditava-se que ele teria fugido e cruzado a fronteira com a Bélgica, mas agora ele pode estar entre os homens cercados em apartamentos em Saint Denis.
Segundo a ministra do Interior da Áustria, Johanna Mikl-Leitner, Abdeslam entrou em território austríaco, vindo da Alemanha, em 9 de setembro, com mais duas pessoas ainda não identificadas. Sua identidade foi obtida em uma blitz de rotina. Ele disse a autoridades que estava indo a Viena a passeio.
Um de seus irmãos, Brahim, morreu no Bataclan e outro, Mohammed, foi detido em Bruxelas no sábado, mas acabou liberado nesta segunda, sem que qualquer acusação contra ele fosse feita.
O suspeito, um cidadão francês que nasceu e morou em Bruxelas, foi descrito como “perigoso” – e o público foi alertado a não se aproximar dele.
A polícia francesa abordou um carro no qual ele viajava perto da fronteira com a Bélgica horas após os ataques. Salah e outros dois ocupantes foram liberados após verificações – ainda não está claro se ele já havia sido identificado pelas autoridades da França naquele momento.
Mohammed Amri, de 27 anos, e Hamza Attou, de 21, foram presos porque teriam se envolvido nos ataques. Segundo seus advogados, eles reconhecem que viajaram para a França no sábado e se encontraram com um Abdeslam, segundo a agência AP.
Mas seu advogado de defesa, Xavier Carrette, diz que eles teriam feito a viagem para pegar Abdeslam, que seria seu “amigo”. Depois, voltaram para Bruxelas.
O que se sabe sobre os autores mortos?
Autoridades francesas identificaram um dos responsáveis mortos como Omar Mostefai, de 29 anos, francês nascido em Courcouronnes, 25 km ao sul de Paris.
Nos últimos anos, ele morou na cidade de Chartres, a sudoeste do Paris, e frequentava uma mesquita em Luce. Ele foi identificado após seu dedo ser encontrado no Bataclan e suas impressões digitais correspondem àquelas do arquivo da polícia, segundo a imprensa.
Outro atirador do Bataclan foi nomeado como Samy Amimour, de 28 anos, francês de Paris procurado pelas autoridades.

Bilal Hadfi seria outro atirador. O francês, de 20 anos, vivia na Bélgica e teria sido responsável pelo ataque suicida nos arredores do estádio Stade de France. Acredita-se que ele tenha lutado na Síria.
Outro homem-bomba nos arredores do Stade de France foi encontrado com um passaporte sírio com o nome de Ahmad Al-Mohamed, disseram promotores franceses – ainda que não se sabe se essa é sua verdadeira identidade. Não está claro se o passaporte é autêntico.
Sabe-se que ele entrou na Europa como imigrante pela ilha grega de Leros, em outubro, e suas impressões digitais correspondem àquelas tomadas por órgãos gregos, disseram autoridades.
Investigadores identificaram Brahim Abdeslam, de 31 anos, irmão de Salah Abdeslam, como um dos homens-bomba no café Comptoir Voltaire.
Nono suspeito
Na noite de terça-feira, um vídeo de segurança descoberto pelos investigadores mostrou um possível nono autor dos ataques, afirmam fontes que atuam nas forças de segurança francesas.
As imagens mostrariam uma terceira pessoa no carro onde estava um grupo que fez ataques a bares e restaurantes.
Ainda não está claro se esse nono autor é um dos dois suspeitos presos na Bélgica ou se está sendo procurado.
A polícia francesa também está investigando locais de Paris que poderiam ter sido usados pelos autores dos ataques. Salah Abdeslam, o oitavo suspeito e alvo de uma grande operação de busca internacional, alugou um apartamento e dois quartos de hotéis na cidade.
Imagens exibidas pela mídia francesa de um dos quartos de hotel revistados mostram seringas e tubos no local, materiais que poderiam ser usados na fabricação de bombas.
Abdeslam ainda alugou um carro que teria sido usado para transportar atiradores entre a França e a Bélgica. O veículo também está sendo inspecionado.
O Renault Clio preto foi registrado na Bélgica e encontrado estacionado próximo ao bairro Montmartre, no norte de Paris. A polícia isolou a área e, após garantir que não havia risco de explosão, levou o automóvel para ser inspecionado por peritos forenses.
Dois homens foram presos na Bélgica durante o dia sob acusação de assassinato, terrorismo e conspiração.
Na Alemanha, a polícia confirmou que duas mulheres e um homem foram presos em uma operação ligada aos ataques, segundo a agência Reuters.
De acordo com o jornal local Aachener Nachrichten, os policiais pararam o veículo na manhã desta terça-feira em Alsdorf, no oeste da Alemanha. A polícia está buscando outro suspeito nas proximidades.
Os ataques da noite de sexta atingiram movimentados bares e restaurantes, uma casa de shows e os arredores do Stade de France. O grupo extremista autodenominado Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados.
O governo francês diz ter realizado mais ataques ao grupo na noite de segunda-feira e mobilizado 115 mil integrantes de forças de segurança.
O que mais a polícia está investigando?
Dois carros usados nos ataques – um VW Polo preto e um Seat preto – foram alugados na Bélgica. O Seat foi encontrado abandonado num subúrbio a leste de Paris, com metralhadoras Kalashnikov dentro, segundo a imprensa.
Testemunhas dos ataques a armas nos bares e restaurantes do 10º distrito de Paris disseram que os homens armados estavam num Seat preto. O Polo foi encontrado fora do Bataclan.
Forças de segurança francesas realizaram mais de 150 operações contra alvos militantes em diferentes áreas da França, incluindo Bobigny, Toulouse e Grenoble, no início desta segunda-feira.
A polícia belga também realizou operações em Bruxelas.
O quão forte é a conexão belga?
A Bélgica é, agora, peça-chave na investigação. Bilal Hadfi, Brahim Abdeslam e Salah Abdeslam viviam na Bélgica – e dois dos carros usados no ataque foram alugados lá. Lá também vivia Abdelhamid Abaaoud, apontado como mentor dos atentados.
Leia também: ‘Ataques vão impactar fronteiras e refugiados’
Sete pessoas já foram presas no país durante as investigações dos ataques da sexta-feira. Há uma grande operação no bairro de Molenbeek, em Bruxelas, que tem a reputação de ser um reduto de jihadistas.
E a Alemanha?
No dia 5 de novembro, a polícia da Baviera, na Alemanha, parou um carro com uma placa de Montenegro que levava diversas armas, munição e explosivos.
O sistema de navegação por satélite do veículo estava configurado com um endereço em Paris. O motorista de 51 anos, de Montenegro, disse a autoridades que desejava visitar a Torre Eiffel e, então, retornar para casa. Ele disse não saber nada sobre as armas, segundo autoridades belgas.
O motorista está sob custódia. Investigações tentam descobrir se há alguma relação entre ele e os ataques em Paris.
Anarquista Lúcida
18 de novembro de 2015 7:55 pmImpressiona a quantidade de cidadaos europeus…
Trata-se toda uma parte da populaçao como cidadaos de segunda classe, gera-se um ressentimento monstro… Quem planta ventos colhe tempestades. Seria bom que as autoridades brasileiras pensassem nisso. Um dia as periferias vao cansar de ser assassinadas pelas PMs, presas sem provas, etc. Aí, sai de baixo.