4 de junho de 2026

Proposta quer dar desconto no IPTU de prédios sustentáveis em SP

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Jornal GGN – Projeto de lei da prefeitura de São Paulo quer colocar desconto de até 12% no IPTU para prédios sustentáveis. A ideia é dar abatimento de 4%, 8% ou 12% depende do grau de certificação da construção, baseado em critérios como reúso da água, tratamento de resíduos sólidos, uso de energia solar e teto coberto por vegetação.

Caso aprovada, a medida vale para construções comercias, residencias e mistas novas, e também para empreendimentos que passem por reforma ou ampliação. A estimativa da prefeitura paulistana é atingir entre 500 e 1.000 edificações por ano, representado cerca deR$ 5 milhões e R$ 10 milhões de arrecadação a menos para os cofres públicos. Para o prefeito Fernando Haddad, o projeto de lei não deve encontrar dificuldades na Câmara Municipal. “Ninguém pode ser contra uma coisa de sustentabilidade.”

Da Folha

Haddad propõe desconto de até 12% no IPTU para prédios sustentáveis

A prefeitura de São Paulo enviou nesta quarta-feira (14) para a Câmara Municipal um projeto de lei que institui desconto de até 12% no IPTU, imposto sobre imóveis, para construções sustentáveis no imposto

O desconto de 4%, 8% ou 12% será dado conforme o grau de certificação que ganhar a construção.

Os critérios para cada faixa vão ser definidos em regulamentação depois da aprovação da lei, mas devem envolver reúso de água, tratamento de resíduos sólidos, teto coberto por vegetação e uso de energia solar, conforme adiantou o secretário Municipal de Finanças, Rogério Ceron.

O projeto foi assinado nesta quarta pelo prefeito Fernando Haddad (PT), em visita a um prédio da seguradora Porto Seguro que está em processo de conseguir uma certificação ambiental.

“Se nós queremos atrair investimento em São Paulo e temos uma questão hídrica a ser resolvida, nós temos que levar em consideração a quantidade de consumo de água e de energia elétrica de cada novo equipamento da cidade”, afirmou Haddad.

A medida vale para novas construções comerciais, residenciais e mistas, e para os que forem reformados ou ampliados. Como não é retroativa, o próprio prédio que o prefeito escolheu para fazer o anúncio, que reutiliza água e possui jardim vertical, não deve receber o desconto.

Na prática, a prefeitura espera que o desconto atinja entre 500 e 1.000 edificações por ano, o que representaria entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões de arrecadação a menos para os cofres públicos. Para a gestão, contudo, o valor é compensado pelo impacto ambiental da proposta.

“Quem pensa a longo prazo vai estar fazendo um favor para o meio ambiente e vai ter um desconto no IPTU”, disse o prefeito. “Nós vamos estimular as empresas a fazerem prédios verdes na cidade de São Paulo.”

Haddad não espera encontrar dificuldades na aprovação do projeto na Câmara. “Ninguém pode ser contra uma coisa de sustentabilidade.”

De acordo com a prefeitura, o desconto no IPTU é oferecido a construções sustentáveis em 55 cidades do Brasil, como São Bernardo do Campo e Rio de Janeiro, além de outros países, como Berlim, Dublin, Helsinque e Bogotá.

JARDINS VERTICAIS

Haddad anunciou, também, a criação de um corredor verde com até 40 jardins verticais em prédios às margens do Minhocão.

O corredor será construído com R$ 12 milhões de compensação ambiental (valor pago por empresas para compensar possíveis degradações ao meio-ambiente) devidos pela incorporadora imobiliária Tishman Speyer.

De acordo com Haddad, 10 condomínios já confirmaram que vão receber os jardins, e a prefeitura está em negociação com o restante.

A manutenção dos jardins será feita pela administração municipal por um ano. Depois disso, Haddad vai abrir o local para patrocinadores, como já acontece em praças públicas. Um decreto que regulamenta o patrocínio deve ser publicado na semana que vem.

Um primeiro jardim vertical foi implantado no Minhocão no último mês, também com recursos de compensação ambiental, ao custo de R$ 254 mil. O jardim possui 5.378 mudas de 29 espécies distribuídas por 302 metros quadrados.

LICITAÇÃO DE ÔNIBUS
 
A Prefeitura de São Paulo lançou nesta quarta o edital de licitação para contratar empresas de ônibus para operar na cidade pelos próximos 20 anos. A concorrência é estimada em R$ 140 milhões e prevê uma TIR (Taxa Interna de Retorno, margem de lucro dos empresários) de 9,97%, quase a metade do teto de 18% que hoje se paga.
 
“A livre iniciativa tem a sua taxa de retorno de acordo com a lei, mas num patamar muito mais adequado para a situação da economia do que o de 15 anos atrás”, disse Haddad, referindo-se à última licitação das operadoras de ônibus, feita em 2012.
 
“Qual é a concessão que está oferecendo uma taxa interna de retorno maior? Nenhuma. Então qual é o drama?”, questionou o prefeito.
 
De acordo com Haddad, a redução do lucro dos empresários pode ser feita com diminuição do subsídio pago pela prefeitura ou com melhoria dos veículos, como a implantação de ar-condicionado e internet sem fio. 

Redação

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8 Comentários
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  1. Its

    20 de outubro de 2015 5:11 pm

    Esse cara é doido

    O Haddad é doido, revolucionário demais para um lugar provinciano como São Paulo.

    Dá até pena, um dos caras mais fantásticos do país estar numa “cidadezinha” que não o valoriza.

    E para piorar tem como governador um picolé de chuchu, que com esse calor derreteu faz tempo e que nem para construir metrô serve.

     

    Tomara que se reeleja no ano que vem mas acho que meus conterrâneos estão mais propensos a votar no inigualável Datena ou talvez naquele funcionário da CBF.

     

     

    1. marcos nunes

      20 de outubro de 2015 6:28 pm

      Contradição, ma non troppo

      A cidade, grande; a população, provinciana.

  2. Fabio.

    20 de outubro de 2015 5:17 pm

    Boa iniciativa, pena que a

    Boa iniciativa, pena que a Prefeitura escuta pouco os moradores de algumas areas centrais de São Paulo, quanto ao minhocão a iniciativa de fazer  jardins verticais é muito boa , mas preservar aquela estrutura toda para fazer um parque horizontal é muito caro e insalubre para quem vive nos 4 andares abaixo do viaduto, ali poderia ,desapropriar algumas areas e executarem parques no nivel da rua. Sonho com o dia que a Prefeitura , consulte a população,os arquitetos  e os conselhos de bairro, para tomarem decisões  mais democráticas mostrando custos de execução e manutenção.

  3. marcos nunes

    20 de outubro de 2015 6:26 pm

    A tal imparcialidade

    Matéria da Folha que não coloca problemas, empecilhos vários, problemas técnicos, inviabilidade econômica, insegurança jurídica, etc.., em propostas de Haddad enquanto prefeito que a Folha detesta? Ah, há sei: é a tal imparcialidade…

  4. drigoeira

    20 de outubro de 2015 6:52 pm

    Decidi!!!

    Vou mudar meu endereço eleitoral para a capital só para votar no Haddad.

     

  5. Gilson AS

    20 de outubro de 2015 9:37 pm

    Tenho uma dúvida.
    Essas

    Tenho uma dúvida.

    Essas plantas não irão reter a água da chuva, e a médio e longo prazo isso não pode causar infiltração na laje, colocando a estrutura do prédio em perigo ?

    Acredito que deve ser feito antes um procedimento para irrigação e permeabilização da laje.

    De qualquer forma é uma boa ideia.

  6. Ze Guimarães

    20 de outubro de 2015 10:00 pm

    Excelente

    Excelente noticia, mas este tipo de lei já existe em diversos municipios, São Paulo está apenas seguindo a tendência. No municipio onde moro, interior de SP, a prefeitura dá até 30%  de desconto no IPTU se a propriedade tiver até 50% de área verde.

  7. José Muladeiro

    20 de outubro de 2015 11:50 pm

    Que tal incluir energia eólica nas possíveis medidas?

    Pequenas captações de energia eólica sáo possiveis  para captar energia eólica, guardá-las em baterias quimicas ou de ar comprimido, para serem usadas depois.

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