5 de junho de 2026

Dallari vê ‘deslumbramento’ de Moro com tratamento da imprensa

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Enviado por romério rômulo

Da TV Brasil

Jurista Dalmo Dallari é o convidado do Espaço Público

Um dos autores mais estudados em faculdades de Direito no país, o jurista tem 83 anos e é respeitado internacionalmente.

Um dos maiores juristas brasileiros, Dalmo Dallari foi o entrevistado desta terça-feira (13/10) do programa Espaço Público, da TV Brasil. Com a Constituição Federal nas mãos, o professor aposentado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) – onde também se formou – disse estar acompanhando todo o processo de tentativas de afastar a presidenta Dilma Rousseff da Presidência da República. Sem citar nomes, criticou colegas que, segundo ele, simulam fundamentações jurídicas com formulações essencialmente políticas.

Quanto ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, disse ver méritos na atuação do magistrado, mas também empolgação, “certo deslumbramento” com o tratamento recebido pela imprensa, que o apresenta como espécie de moralizador da vida pública brasileira. Nesse ponto, apontou exageros na decretação de prisões.

Dallari fez questão de avisar logo no início não ter vinculação partidária, mas posições jurídicas. Ele exibiu a Carta aos telespectadores, leu trechos de dispositivos constitucionais e recomendou aos cidadãos que adquiram o hábito de consultar a Constituição. Mostrou que o artigo 85 trata especificamente de impeachment, definindo como possibilidades de afastamento os crimes contra o texto constitucional. Lembrou que “pedaladas fiscais”, por exemplo, não se encaixam nas definições, além de se tratarem de artifícios contábeis relativos a mandato anterior, quando apenas valem para impeachment fatos do mandato vigente.

O jurista considera a Constituição brasileira uma das mais democráticas do mundo, por ter sido construída com a participação da sociedade. Filho e neto de sapateiros, Dallari teve infância e juventude humildes. Mas conseguiu chegar à Faculdade de Direito da USP, como aluno e professor. Aos 83 anos de idade, está aposentado, embora jamais tenha abandonado a vida acadêmica. Hoje, é um dos autores mais estudados em faculdades de direito no país, além de respeitado internacionalmente.

Espaço Público é apresentado pelos jornalistas Paulo Moreira Leite Florestan Fernandes Júnior.

 

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8 Comentários
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  1. nilo

    15 de outubro de 2015 11:23 am

    Prof Dalmo sempre elegante

    Prof Dalmo sempre elegante quanto teria dito ver mérito na atuação do magistrado mas também “certo deslumbramento”com o tratamento recebida pela imprensa,,,

    disse ver méritos na atuação do magistrado, mas também empolgação, “certo deslumbramento” com o tratamento recebido pela imprensa, que o apresenta como espécie de moralizador da vida pública brasileira

  2. Roque

    15 de outubro de 2015 12:02 pm

    Sua elegância não lhe
    Sua elegância não lhe permitiu dizer que Moro é um tendencioso perseguir do PT, capitaneado, capangueado pela mídia golpista…

  3. Georgeis10

    15 de outubro de 2015 12:07 pm

    Questão resolvida

    A questão jurídica está praticamente resolvida. Resta apenas apenas convencer os mais de 70% da população que desaprovam o governo. Moleza…

  4. Maria Luisa

    15 de outubro de 2015 12:34 pm

    Deslumbramentos e outros afins

    Dalmo Dallari viu bem. O sorriso do Moro ao lado de João Doria Junior é uma imagem simbolo de onde veio a Lava Jato e para onde ela/ele quer ir.

  5. Cesário

    15 de outubro de 2015 12:47 pm

    Psicologia de botequin

    O Sr. Dalmo lê pensamentos (vê deslumbramento) e formou-se em psicologia do senso comum.

  6. Alexandre borges

    15 de outubro de 2015 1:36 pm

    Uma prova de que

    Uma prova de que “desqualificação” é arma usada por ambos os lados.

  7. Heloísa Coellho

    15 de outubro de 2015 4:41 pm

    Independência dos juízes: poder econômico, político e midiático

    Na minha opinião, juízes não deveriam aceitar prêmios de redes de TV com interesses econômicos e político-partidários, ou seja, todas exceto as públicas, e olhe lá o aparelhamento da TV Cultura em São Paulo. E nem homenagens de Câmaras de Vereadores, Assembleias etc. Quem homenageia busca algum tipo de legitimação, ainda que no inconsciente coletivo ou individual. E existe a tendência humana a se identificar com quem elogia a gente. Juízes devem ser independentes do poder econômico, político e também do midiático. Aliás, promotores também e delegados de polícia. Nisso reside uma parcela importante de legitimidade do Estado.

  8. roberto andrade

    16 de outubro de 2015 9:26 am

    SOBRE ISSO…

    Ver o último artigo do Mauro Santayana:

     

    http://www.maurosantayana.com/2015/10/o-brasil-e-republica-de-salem.html

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