4 de junho de 2026

Micro e pequenas indústrias recorrem ao cheque especial

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Do Simpi

Com dificuldade de acesso a crédito, micro e pequena industrial recorre ao cheque especial para obter capital de giro

Pesquisa do Sindicato da Micro e Pequena Indústria aponta que 23% das MPIs recorreram ao uso do cheque especial em setembro

A 31ª rodada do Indicador de atividade da micro e pequena indústria, encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi) ao Datafolha, mostra que a dificuldade de acesso a crédito tem levado os micro e pequenos industriais a medidas extremas para obter capital de giro. Segundo a pesquisa, 23% dos empresários utilizaram o cheque especial no mês de setembro.

Uma das causas para a tomada dessa decisão é a dificuldade no acesso a crédito para pessoa jurídica, que caiu de 41%, em agosto, para35% em setembro. O indicador aponta que 57% dos industriais afirmam que o capital de giro é muito pouco ou insuficiente, fazendo com que precisem tomar medidas emergenciais para solucionar o problema.

Para o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), Joseph Couri, a categoria está passando por um momento de continuidade no aprofundamento da crise. “Índices como estes apontam para uma piora no endividamento das empresas, o que é muito ruim. Existe uma redução cada vez maior no acesso a crédito, tanto é que houve o aumento no uso do cheque especial pelos empresários, com juros de até 18% ao mês, o que leva, fatalmente, as indústrias a um quadro de inadimplência” explica o presidente.

Demissões

O índice de demissões voltou a subir em setembro. O número de empresários que admitem o fechamento de vagas chegou a 27%, ante19% no mês anterior.

Fechamento de empresas

De acordo com o Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, 68% das empresas estão com o futuro em risco devido aos efeitos da crise. A parcela de empresários que vêem risco de fechamento em até três meses voltou ao patamar registrado em julho: 26%.

A Pesquisa

O Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Simpi e efetuada pelo Datafolha, é reconhecido como sinalizador de tendência. É importante salientar que 42% das MPIs de todo Brasil estão em de São Paulo.

A íntegra das 30 pesquisas Simpi/Datafolha, desde março de 2013, está disponível no site da entidade (www.simpi.org.br).

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5 Comentários
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  1. Fernando J.

    14 de outubro de 2015 6:18 pm

    Corredor da morte

    Quando uma empresa usa o cheque especial como capital de giro, coloca-se automaticamente no corredor da morte. Ademais, o cheque especial nunca é um valor expressivo, a maior parte do limite de crédito vai para operações de giro e investimento. Exemoplo: se uma pequena empresa tem um limite de crédito em torno de 200 a 400 mil, o cheque especial vai girar entre 25 a 50 mil, no máximo. Se a empresa está se valendo de míseros 25 mil com juros de 2 dígitos a.m. para girar a atividade, é porque o banco congelou as linhas de giro. E já quebrou e não sabe.

  2. Ermame

    14 de outubro de 2015 6:52 pm

    lamentável

    Tanto combate à corrupção a ponto de prejudicar o fomento da economia. Absurdo. As pessoas de bem, pagam por um modelo de contratação errado. Um sistema voltado na responsabilidade pessoal, com um controle ineficiente, produz o que? E aqui estamos: sem fomento ao pequeno empreendedor. Uma maldição.  Vão dizer que a culpa é da Dilma: para que servem os órgãos de discricionariedade-técnica? Cadê o fomento? As vezes penso que alguns órgãos de discricionariedade-técncia não percebem que são governo e preferem ser outra cosia. A única culpa da Dilma, neste ponto, é escolhar mal. 

  3. Fernando J.

    14 de outubro de 2015 7:17 pm

    Crédito empoçado

    Empoçamento de crédito no Itaú/Bradesco vá lá, são bancos privados, agora crédito represado em bancos oficiais, ao ponto de estrangular micro e pequenas empresas e de atrasar a contratação das operações de custeio agrícola? Se o governo não estivesse empenhado na pauta única, ou seja, NÃO CAIR, sobraria tempo para chamar o BB e a CEF às falas, e convidar os presidentes a desocuparem suas respectivas cadeiras.

  4. JB Costa

    14 de outubro de 2015 8:28 pm

    Empresa que recorre a “cheque

    Empresa que recorre a “cheque especial” para capital de giro a 18% ao mês certamente está com os dias contados. 

    Por que falta crédito bancário? Ou, será que essa matéria está correta? Se for, onde está o governo para intervir? Problemas de funding não deve ser: além dos bancos oficiais,  há como flexionar os depósitos compulsórios. 

    Será que a retração estaria na deterioração dos níveis de risco das proponentes em função da conjuntura? Aí vale o famoso chiste: banco é aquela entidade que te oferece uma guarda-chuva quando está sol a pino e que pede de volta quando está chovendo. 

  5. Alexandre Weber - Santos -SP

    14 de outubro de 2015 8:30 pm

    Quando um perde outro ganha

    Como o número de brasileiros  continua estável e nenhuma mudança significativa no consumo de massas foi detectda, com a quebra das micro e pequenas empresas as açambarcadoras de mercado terão um veio rico a explorar.

    Assim, perdem os micro e pequenos empresários, ganham empresas ligadas a grupos que não têm problema de caixa ou de conseguir créditos, ou seja, querem lucrar em mercado monopolisado ou no máximo oligopolisado, liquidando a concorrência e estabelecendo seus cúmplices.

    Tái onde acho a intervenção do Estado bem vinda, recuperando para o povo e a nação o direito de consumir bens e serviços a preços concorrenciais e não fixados unilateralmente por privilégios odiosos, como este, conquistado com o crédito seletivo e discricionário. Não é influenciar nos preços do mercado, é estabelecer condições de paridade concorrencial entre legítimas empresas nacionais.

    Começa retomando para o governo o direito de lucrar com os pagamentos eletrônicos, só a queda das taxas cobradas pelas operadoras já derrubaria a inflação em 3% no mínimo, pois cobram 6% a 9%  do valor cheio da venda.

    Este verdadeiro imposto de captação para os açambarcadores deste privilégio (é claro que eu quero ser dono de uma operadora de pagamentos eletrônicos) odioso seria extinto para o bem geral do povo e da nação brasileira.

    O Nacionalismo aqui têm de falar mais alto contra os abutres que avançam sobre a carniça Brasil.

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