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Enviado por Adilsonbb
Do Diário do Meio do Mundo
Compra de votos no TRE-AP: em aúdio, prefeito de Laranjal do Jari cita ‘Michel JK’ e ‘dois juízes’ do Tribunal
Áudio de dezessete (17) minutos, publicado nas redes sociais, neste domingo (27), ouve-se a possível voz do prefeito do município de Laranjal do Jari, Walber Bode Queiroga de Souza (PDT). Ele teria sido gravado por seu advogado relatando uma suposta compra de votos de juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), intermediado pelo deputado Michel JK (PSDB).
Na gravação, Queiroga negocia R$50 mil para dividir entre “dois juízes” do TRE em troca do voto favorável em ação que respondia no Tribunal.
O negociador seria, segundo o prefeito, o deputado estadual Michel JK (PSDB), que também aparece nas conversações confirmando a suposta negociata. JK é o nome que poderá ser indicado pelo governador Waldez Góes (PDT) para a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado.
A gravação, se verídica, pode complicar intento do deputado Michel JK junto ao TCE, e do prefeito Bode Queiroga, que pretende derrubar acusações de enriquecimento ilícito e concluir o mandado de prefeito de Laranjal do Jari.
O juiz Julle Anderson de Souza Mota, de Laranjal do Jari, afastou liminarmente, em agosto, ‘Bode’ e ‘Calango’, pseudônimo de Carlos Alberto Rodrigues do Carmo, secretário municipal de Finanças.
O prefeito conseguiu reverter através de liminar no Tribunal de Justiça e voltar ao cargo com decisão do desembargador Manoel Brito.
Na última semana, o Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) ofereceu nova denúncia contra o prefeito de Laranjal do Jari, Walber Queiroga e Carlos Alberto Rodrigues do Carmo, “Calango”, por enriquecimento ilícito.
O município do Laranjal do Jari tem histórico de administradores acusados de corrupção: Barbudo Sarraff, Euricélia Cardoso, Zeca Madeireiro e Bode Queiroga.
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Do TRE-AP
Em razão do teor de uma gravação que circulou nas redes sociais, nos dias 26 e 27 de setembro (sábado e domingo respectivamente), que nominalmente menciona a vinculação de um juiz eleitoral e advogados em atos aparentemente ilegais, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) esclarece que constituiu, para averiguação prévia, uma Comissão Inter-Institucional que analisará o caso.
A Comissão é composta pelo Presidente do TRE Amapá, Desembargador Carlos Tork; pelo Procurador Regional Eleitoral, Dr. Ricardo Negrini; pelo Procurador Geral de Justiça do Amapá, Dr. Roberto Álvares; pelo Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Amapá (OAB/AP), Dr. Paulo Campelo e pelo Presidente da Associação dos Magistrados do AP, Dr. Paulo Madeira.
O assessor jurídico da Presidência do TRE, Dr. José Seixas, secretariará os trabalhos da Comissão. A previsão de conclusão da averiguação é no período de 30 dias, mas pode ser concluído em 15 dias.
A Justiça Eleitoral ressalta que é competência do Presidente do TRE promover a apuração imediata dos fatos narrados no áudio e processar sindicância contra juízes membros do Tribunal, com relatório aprovado em Plenário, caso seja constatado algum ato ilícito. A medida consta na Legislação específica do regimento interno da instituição.
O TRE enfatiza e esclarece a população que é dever do Tribunal zelar pela atuação ética de seus membros, pelos princípios da legalidade, da transparência e da moralidade. Portanto, após a conclusão dos trabalhos da Comissão, se verificado indícios de irregularidades, o relatório será encaminhado para as autoridades competentes para a tomada de providências cabíveis.
Tribunal Regional Eleitoral do Amapá
Ivan de Union
30 de setembro de 2015 11:56 amEu gostaria muitissimo de
Eu gostaria muitissimo de saber o que isso significa:
“Segunda feira ta saindo 490 mil reais. Doutor ja deu a decisao, ja ta na internet.
“Ta la? Ai eu tiro mais pra ti.”
“Eu queria te dar todo esse (ininteligivel) 34 mil reais”
Especificamente, ta mais ou menos claro que quem deu uma decisao de 490 mil reais ta suspeito ate prova em contrario.
Entendi?
joselacerda
30 de setembro de 2015 12:12 pmSonha, meu!
Será que um dia chegaremos a Diamantino?
Andre Araujo
30 de setembro de 2015 12:22 pmO que impressiona é que o
O que impressiona é que o Amapá tenha um Tribunal que nem o principal do Estado, com esse luxo, um Estado que tem todas as carencias multiplicadas por dez, uma absoluta inversão de prioridades.
Antonio Carlos Silva - Brasil
30 de setembro de 2015 1:29 pmQuase todos os tribunais de
Quase todos os tribunais de justiça(?) no Brasil tem a suntuosidade de prédios dos Emirados Árabes .
Um pouca vergonha !!
Vantuil Barbosa Filho
30 de setembro de 2015 12:56 pmdesgraça…
… aqui ou acolá, a desgraça entre nós, se nos tribunais, onde só deveriam ter homens dígnos que respeitasse a constituição e a justiça até a alma, temos que conviver com Gilmar Mendes, JB; o que esses não contavam que um dia o que eles cotidianamente praticam lesando o povo, cairiam no conhecimento pela internet; por isso até nas redes já estão tentando calar.