5 de junho de 2026

Chacina faz quatro vítimas em Carapicuíba, na Grande SP

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Da Agência Brasil

Quatro jovens foram assassinados na madrugada de ontem (19) em Carapicuíba, município da região metropolitana de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, eles foram encontrados na Rua Rodamis Creti, deitados de bruços e com tiros na cabeça. Os corpos estavam ao lado de duas motos.

Três dos mortos eram menores de idade, dois tinham 16 anos e um 17. O outro, Carlos Eduardo Motilia de Souza, tinha 18 anos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, nenhum tinha antecedentes criminais. As cápsulas deflagradas e os projéteis encontrados no local foram levados para perícia. O caso está sendo investigado.

Chacina de Osasco

Há pouco mais de um mês, no dia 13 de agosto, 19 pessoas foram mortas em uma série de ataques nos municípios de Osasco e Barueri, também a oeste da capital paulista. Está sendo investigada a hipótese de que os crimes tenham sido cometidos por policiais militares como vingança pelo assassinato de um colega.

O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse, no último dia 11, que a perícia feita nos celulares e em outros materiais apreendidos de 18 policiais militares permitiu um avanço importante na apuração dos fatos. Até o momento, apenas o soldado Fabrício Emmanuel Eleutério teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar. Ele foi reconhecido pessoalmente por um sobrevivente da chacina. O soldado negou a participação nos assassinatos.

Para esclarecer os crimes foi montada uma força-tarefa com 50 policiais civis, peritos e policiais militares da Corregedoria da corporação.

Redação

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5 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    21 de setembro de 2015 4:27 pm

    Os PMs paulistas matam

    Os PMs paulistas matam favelados e suburbanos em serviço e fazem o mesmo quando estão de folga. Como o Estado não admite a existência de grupos de extermínio suponho que Alckmin tenha prometido pagamento em dobro pelas horas extras. As fotos dos cadáveres instruem os pedidos de pagamento. Se estivéssemos no século XVII os jagunços paulistas provavelmente cortariam as cabeças dos mortos para receber o soldo. 

  2. JASANTOS

    21 de setembro de 2015 7:40 pm

    o Haiti é aqui

    Quando ocorre algo assim lembro sempre da musica de Caetano e Gil

    …quase todos pretos, quase todos pobres, quase todos pretos de tão pobres…

  3. Gilson AS

    21 de setembro de 2015 7:43 pm

    Todos pobres, e quese todos

    Todos pobres, e quese todos pretos !

    O Haiti é aqui.

    Com a palavra os especialistas do blog em raça, cor etnia, fenótipo, racistas, racialistas… 

  4. Elisabeth Ripoll

    21 de setembro de 2015 9:33 pm

    Chacina em Carapicuiba

    E os deputados, comandados pelo “inimputável” Eduardo Cunha, dá-se à desfaçatez de aprovar a redução da maioridade penal. Para quê? Há muito tempo a polícia – principalmente a paulista – já vem aplicando sumáriamente a pena de morte aos adolescentes pobres. 

     

  5. José Muladeiro

    22 de setembro de 2015 9:07 am

    Português é um belo e difícil idioma.

    Mas também pode ser um grande amigo se você quer esconder o sujeito de uma ação.  No caso do título deste artigo o sujeito é a “chacina”.  Mas que malvado este sujeito, não?  

    Há um tempo, lecionando sobre meio-ambiente para professores do ensino médio, eu coloquei em discussão a seguinte manchete de jornal.  Incêndio destrói parte da Mata da Tijuca e perguntei quem era o sujeito da acão.  Muitos professores responderam que era o “incêndio”.   No decorrer da matéria fica-se sabendo que o incêndio fora provocado pela ação de uma pessoa que estava queimando lixo doméstico.  

    Moral da história, o incêncio era o sujeito da frase, da manchete, mas não era o sujeito da ação. Contudo quem lesse somente a manchete ficaria com a impressão de que forças não conhecidas haviam colocado fogo na mata. Como contra forças desconhecidas não se pode fazer nada,  estaríamos perdendo um belo momento para informar e educar.

    No caso deste artigo  penso que seria mais educador, e instigante ao leitor,  uma manchete do tipo:  “Em nova chacina, quatro jovens são assassinados em Carapicuiba”.

     

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