Por Amaro Doce
As músicas aqui apresentadas fazem parte da minha vida porque elas foram ouvidas pela primeira vez em momentos de enlevo ou de grande dramaticidade.
Something: 26 de dezembro de 1969, à noite, descendo a Serra de Petrópolis em um ônibus, em direção à rodoviária de Novo Rio. Meu estado de saúde naquele momento era bastante precário.
My sweet lord: dezembro de 1972, inauguração do cinema Veneza, Recife.
Não me lembro do nome do filme, mas fiquei tão deslumbrado com a música tocada no Cine Jornal da Atlântida que sai do cinema flutuando, depois de tê-la ouvido pela segunda vez. Eu estava em estado de graça e meu espírito estava inebriado por um profundo sentimento de amor por tudo que me cercava. Lá fora, a decoração natalina do rio Capibaribe fazia com que eu me sentisse ainda mais belo. Sim, pela primeira vez em minha vida eu estava me sentindo verdadeiramente bonito. E ao atravessar a ponte sobre o rio iluminado, me deparei com a criatura que viria ser a namorada com quem eu sonhara. A empatia foi imediata e a paixão duradoura. Ivone, eu nunca me esquecerei de você nem da música que me levou até você, meu amor!
Woman: eu ouvi esta música pela primeira vez depois da morte de John Lennon. Confesso que chorei.
Odonir Oliveira
6 de setembro de 2015 1:43 pmAmaro, esse seu post pode ser considerado universal
Explico: Quantas pessoas no mundo todo não terão histórias de vida com uma trilha beatlemaníaca a persegui-las, forever…
Conheci o pai de minha filha em Santos, quando novinha, 22 anos, na sala dos professores do Colégio do Carmo- que tinha música ambiente.
Entrei, com uma aula vaga a enfrentar, sentei em um dos sofás, estiquei as pernas, período noturno, já havia dado 12 aulas naquela sexta-feira, literatura, Romantismo, 2º grau. Beatles na FM.
Ricardo, engenheiro eletricista, lecionava para meus alunos do curso de eletrônica. Conversamos, época de discoteca, claro. Mas a conversa foi B-E-A-T-L-E-S !!!!
Depois de meses de namoro, Ricardo passara a assistir minha última aula de 6ª feira, aguardando para irmos juntos embora.
Os alunos adoravam suas intervenções, perguntas e contestações sobre poetas românticos etc.
Sabiam que éramos namorados.
Dali íamos rir, dançar e amar.
Eta 1977, 1978, 1979…. maravilhosos !
[video:https://www.youtube.com/watch?v=sTS2yP48eW0%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=8RTwA3Wpo2s%5D
gardenal
6 de setembro de 2015 4:34 pmEu só entraria numa máquina
Eu só entraria numa máquina do tempo se me fossse dada a garantida da eterna sintonia com a década de sessenta. Isso em todos os campos da criatividade humana. Beatles e Chico são, para mim, DEUSES intocáveis. Claro, mantendo o respeito e a admiração contemplativa e solene aos mestres que precederam essa época em que vivi minha adolescência: Ismael, Ari, Pixinginha, Chiquinha Gonzaga, etc, etc, etc…..
Anna Dutra
6 de setembro de 2015 8:09 pmAmaro Doce
Amaro,
toda a trilha dos rapazes é inesgotável de emoções. Desde as lúgubres – de que gosto muito – às mais açucaradas – de que gosto ainda mais. Aqui mesmo no Blog, venho a conhecer canções para mim inéditas, e fico sempre encantada com sua contemporaneidade. Não há datação, não há cansaço, não há esgotamento musical. Ouve-se como se compostas ontem e viaja-se na emoção com a mesma entrega.
Muito bonito o set que você nos trouxe. Obrigada.
Para tentar alegrar um pouquinho o domingo cinzento, te deixo esta.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=jU5pizGG-Y%5D