23 de junho de 2026

Atuação de Fachin evidencia ‘morosidade’ de Gilmar, por Janio de Freitas

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Da Folha

 
Janio de Freitas

Cada dia do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, vale quase um mês e meio do ministro Gilmar Mendes.

Em 11 dias, Fachin informou o tribunal de que concluíra o seu voto sobre descriminalização do porte de drogas, para o qual pedira vista no julgamento em 19 de agosto. A votação já pode ser retomada.

Gilmar Mendes pediu vista e sustou a decisão sobre financiamento eleitoral por empresas em abril de 2014. Ainda não foi capaz de ter o voto para continuidade do julgamento. Apesar de sua opinião ser conhecida –e já estar derrotada no tribunal, com a companhia dos empresários que financiam campanhas para manipular políticos.

No Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes tem outra atitude típica. Quer uma investigação da Procuradoria Geral da República nas contas da campanha de Dilma Rousseff, suspeitando de recursos provenientes dos truques que a Lava Jato investiga. A defesa argumenta que as contas foram examinadas pelo tribunal e “aprovadas com ressalva”. O relator da aprovação: Gilmar Mendes. Mas, acima disso, lembra a defesa, em abril deu-se o “trânsito em julgado” do processo das contas, o que encerrou o prazo para qualquer recurso contrário à sua aprovação.

Por coincidência, ou não, a iniciativa de Gilmar Mendes corresponde, inversamente, a uma não destacada ou mesmo silenciada na imprensa. Como relatora, a ministra Maria Thereza Moura apontou 15 problemas encontrados pelos técnicos do tribunal nas contas da campanha de Aécio Neves. Pediu esclarecimentos, se possíveis. Na segunda-feira passada, Aécio disse que “já foram apresentadas todas as justificativas, coisas eminentemente formais”.

Não. Algumas estão definidas como graves. Nada mais adequado, tratando-se de pessoa sempre afinada com a moda, que ao menos um dos problemas refira-se a uma doação da Odebrecht: R$ 2 milhões com registro de recebimento e sem a comprovação do destino alegado (o próprio partido). Também há declaração de menos de um terço da doação feita pela Construbase, alguns milhões cuja entrada os técnicos do TSE perceberam, mas não encontraram na contabilidade –enfim, não apenas “coisas eminentemente formais”.

SEM JATO

Outras afirmações de Marcelo Odebrecht impressionaram mais, com motivo real para tanto. Mas, a meu ver, merece a mesma atenção esta outra, que leva também para um futuro a ser verificado: “Eu garanto que sairemos dessa ainda mais fortalecidos”. É uma convicção que se conjuga com a recusa a fazer delação premiada e com sua crítica moral a essa prática.

Preso há 44 dias, até ontem, Marcelo Odebrecht só foi ouvido uma vez na Lava Jato. Preso há um mês, completados hoje, José Dirceu só foi ouvido uma vez na Lava Jato. No seu caso, o prazo da Polícia Federal venceu sem que Dirceu fosse ouvido, e o juiz Sergio Moro precisou prorrogá-lo.

À TOA

Não tem sentido a discussão sobre o cabimento, ou não, de ficar com o Congresso o acerto do Orçamento de 2016, que o governo montou e lhe entregou com receitas menores que as despesas. No Congresso, todo Orçamento anual sofre cortes e recebe acréscimos, estes, sobretudo, para servir a interesses de congressistas. Logo, Executivo e Legislativo têm poderes e responsabilidades equivalentes no que venha a ser cada Orçamento. Em caso de dúvida, é só dar uma olhada na Constituição, nos capítulos onde se definem as atribuições de cada um desses Poderes.

A gritaria da oposição é porque dela só sai isso mesmo: gritaria. A gritaria mais geral no Congresso é porque ficou muito mais estreita a margem para os congressistas incluírem as verbas dos seus interesses.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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13 Comentários
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  1. jc.pompeu

    3 de setembro de 2015 1:15 pm

    Fachin é sangue novo ainda

    Fachin é sangue novo ainda deslumbrado com o ambicionado altar do poder supremo, aprendiz de feiticeiro do caldeirão das leis, calouro estreante no conselho de sumos sacerdotes do Templo ainda desconfortável no novo traje gordo eu tenho a força, mas, logo logo Fachin sossega o facho e irá se acomodar confortavelmente nanabesco ao sistema é f. e às leis inerciais da natureza objetiva sem causas finais nem causas eficientes senão o jogo do acaso e da necessidade e irá se render às leis venais das miseráveis vaidades e invejas e iras, próprias em si, da ilusão antropocêntrica vontade de potência da natureza humana, demasiada humana…

    1. Ulisses s

      3 de setembro de 2015 1:34 pm

      Não olhe no espelho para responder isto

      Ou não mire no seu próprio rabo ou de outros como Gilmat para julgar a maioria das pesoas. Elas não são como você. É necessário ética e carater, coisa que nunca demonstrou aqui.

    2. Maria Luisa

      3 de setembro de 2015 2:01 pm

      O deslumbrado da corte

      Gilmar esta la desde as priscas era de FHC e continua deslumbradissimo com o poder. Não percebeste?

    3. Ugo

      3 de setembro de 2015 3:57 pm

      parece… mas é troll mesmo

      Testa da cavolo.

    4. Marly

      3 de setembro de 2015 6:15 pm

      Uma questão de caráter…

      Acredito que fachin não mudará. É uma questão de caráter. Um bom analista  de semblantes, logo perceberá. Que seja muito bem observado o semblante sereno, traduzindo responsabilidade de Fachin. contra o semblante aloprado do “caras e bocas” de Gilmar Dantas .   ESTÁ NA CARA !!!!!

  2. Maria Luisa

    3 de setembro de 2015 1:59 pm

    O relator da aprovação: Gilmar Mendes

    Nao fosse o nome do autor bem visivel no inicio do artigo, pensaria tratar de uma coluna bem-humorada de José Simão, mas não, é sério e do Jânio. O Congresso e o STF ja tiveram dias melhores, ainda que nunca tenham sido gloriosos. Agora então…

  3. Jurgen2010

    3 de setembro de 2015 2:18 pm

    O tempo corre diferente para

    O tempo corre diferente para o Gilmar num parâmetro que nem Einstein conseguiu descrever. Consegue atuar em 48h em dois HCs e demorar mais de ano para examinar um processo vencido em 6 à 1 no Supremo.

  4. Athos

    3 de setembro de 2015 3:40 pm

    E todos piores que Herman

    E todos piores que Herman Benjamin, Ministro do STJ nomeado(pela OAB) por sua participação na formulação do código de defesa do consumidor.

    Deixe-me  contar como funciona o Gabinete do Ministro Herman.

    Lá se entra um processo HOJE, em duas semanas está julgado! O Gabinete fica esperando prazo com a decisão já pronta. Não há UM PROCESSO para ser julgado.

    Isso foi possível graças a digitalização dos processos implantada no tribunal, de forma INÉDITA NO PAÍS, pelo antigo Presidente Cesar Asfor Roche, o que seria ministro do STF se Lula não tivesse resolvido colocar lá um negro.

     

    Esse cara é bom… mas vaidoso.

  5. gustavo

    3 de setembro de 2015 4:26 pm

    correção da poupança – planos economicos

    Nassif

     

    O Ministro Tofolli pediu vistas de um processo de grande implicação economica e não devolveu até hoje. É o processo de correção da poupança pelos planos economicos.O pior é que ninguem cobra dele o parecer. Voce tem condições de liderar esta iniciativa. A quem interessa tanta demora?

    1. MarFig

      3 de setembro de 2015 11:22 pm

      Deixa que eu cobro. Ô

      Deixa que eu cobro. Ô Tofolli, libera o processo aí, pô. 

  6. alfredo sternheim

    3 de setembro de 2015 9:40 pm

    Lerdeza comprometedora e acumulo de funções

    A lerdeza do mninistro Gilmar Mendes compromete o fluxo da Justiça, do STF. Mesmo assim, mesmo lerdo, ele acumula funções no TSE. Perguntar não ofende: por que esse senhor atua em duas áreas do Judiciário se, em uma só, ele não dá conta do serviço? Não sei se ele recebe mais proventos por acumulo de função, não vejo lógica nisso. POde existir embasamento legal para esse acumulo, mas ressoa imoral.

    1. MarFig

      3 de setembro de 2015 11:25 pm

      O portal transparência do STF

      O portal transparência do STF tá tão transparente que não consegui ver os pixulecos que os Ministros recebem em forma de auxílio.

  7. joao

    4 de setembro de 2015 1:08 am

    Câmara aprova aumento de imposto para bancos e administradoras

    O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a Medida Provisória 675/15, que aumenta de 15% para 20% a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) cobrada de instituições financeiras como bancos, seguradoras e administradoras de cartão de crédito. As cooperativas de crédito terão um aumento de tributo menor, e passarão a pagar 17% em vez de 20%.

    A medida faz parte do ajuste fiscal proposto pelo governo e em discussão no Congresso, que já alterou benefícios como o seguro-desemprego, o abono salarial e a pensão por morte. De acordo com a Receita Federal, a arrecadação do tributo sobre as atividades de serviços financeiros rendeu aos cofres públicos R$ 10,2 bilhões em 2014.

    Segundo estimativa do governo para o texto original, o aumento de arrecadação será de R$ 995,6 milhões para 2015, R$ 3,78 bilhões para 2016 e R$ 4 bilhões para 2017.

    ….http://economia.ig.com.br/2015-09-03/plenario-aprova-aumento-de-tributo-sobre-lucro-de-instituicoes-financeiras.html

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