4 de junho de 2026

Balança registra superávit semanal de US$ 670 milhões

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Jornal GGN – A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 670 milhões na segunda semana de agosto, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Ao longo de cinco dias úteis, o desempenho das exportações brasileiras foi de US$ 3,376 bilhões, com média diária de US$ 675,2 milhões. Na análise pela média diária, as vendas ao mercado internacional registraram desempenho 13,5% menor que o verificado até a primeira semana do mês (US$ 781,2 milhões).

De acordo com o MDIC, houve retração nas vendas externas de produtos semimanufaturados (-28%) – principalmente celulose, açúcar em bruto e semimanufaturados de ferro e aço – de manufaturados (-10%) – por conta de autopeças, laminados planos e motores para veículos e partes – e de básicos (-11%) – especialmente por soja em grão, minério de ferro, carne de frango e suína.

As importações somaram US$ 2,706 bilhões (média diária de US$ 541,2 milhões), o que representa uma queda de 14,9%, na comparação da média diária registrada até a primeira semana do mês (US$ 636 milhões). Tal desempenho foi explicado, principalmente, pela redução nas compras de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, automóveis e partes, produtos plásticos, farmacêuticos, adubos e fertilizantes.

Nas duas primeiras semanas de agosto, com dez dias úteis, as exportações brasileias somam US$ 7,282 bilhões e as importações US$ 5,886 bilhões, resultando em um superávit de US$ 1,396 bilhão. Pela média diária das exportações no mês (US$ 728,2 milhões) observa-se uma queda de 25,3% no desempenho, quando se compara com a média diária das exportações verificada em agosto do ano passado (US$ 974,4 milhões).

Nesse comparativo, foram observadas retrações nos embarques de produtos das três categorias: manufaturados (-28,2%) – principalmente por conta de óleos combustíveis, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis, pneus e medicamentos – produtos básicos (-27%) – especialmente por conta de farelo de soja, minério de ferro, milho em grão, minério de cobre, petróleo em bruto, fumo em folhas, carne bovina, suína e de frango e café em grão – e de semimanufaturados (-6,4%) – devido a açúcar em bruto, couros e peles, ouro em forma semimanufaturada.

Em relação a julho de 2015, há uma retração de 9,6%, causado pela diminuição nas vendas de produtos básicos (-13,2%) e manufaturados (-12,1%). Porém, as exportações de produtos semimanufaturados cresceram 10,1%.

No acumulado do mês, até a segunda semana, as importações somam US$ 5,886 bilhões, com média diária de US$ 588,6 milhões. O desempenho médio diário das vendas externas ficou 36% abaixo do verificado no mês de agosto do ano passado (US$ 919,3 milhões). Nessa comparação, constatou-se retração nos desembarques de combustíveis e lubrificantes (-82,3%), adubos e fertilizantes (-47,6%), siderúrgicos (-33,6%), automóveis (-31,7%) e aparelhos eletroeletrônicos (-27,4%).

Já em relação a julho de 2015, quando a média diária das importações foi de US$ 702 milhões, houve retração de 16,2%, devido a diminuição nas compras de combustíveis e lubrificantes (-65,1%), adubos e fertilizantes (-35,9%) e farmacêuticos (-16,2%).

No ano, as exportações acumulam US$ 120,144 bilhões e as importações US$ 114,140 bilhões, o que gerou um superávit anual de US$ 6 bilhões, até o momento.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Schelll

    17 de agosto de 2015 7:56 pm

    Por favor, avisem à idiotia

    Por favor, avisem à idiotia personificada no FHC que a Dilma, mesmo “sangrando” ainda faz um governo infinitamente melhor do que qualquer dos dois períodos dele. Afinal, ela não entregou o patrimônio público, não participou de compra de reeleição, nem acomodou qualquer (pseudo) filho na Espanha. Sem contar, obviamente, que controla totalmente a economia e as finanças públicas. 

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