
Jornal GGN – A bolsa brasileira encerrou em queda pelo quarto pregão consecutivo, com o índice renovando o patamar de baixa dos últimos seis meses, devido às incertezas quanto ao quadro político brasileiro e a falta de uma trajetória mais definida para o cenário internacional. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o dia em queda de 1,04%, aos 47.508 pontos e com um volume negociado de R$ 5,507 bilhões. O índice atingiu sua menor pontuação de fechamento desde 30 de janeiro, quando encerrou a 46.907,68 pontos.
As operações domésticas foram influenciadas pela publicação de uma série de balanços corporativos, que acabaram exercendo um impacto mais pontual sobre os negócios. As ações da companhia aérea Gol (GOLL4) ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa, após divulgação do balanço do segundo trimestre. Ao fim do dia, os papéis da empresa recuaram 7,39%, a R$ 5,01.
As ações de Petrobras e Vale também perderam força: o papel preferencial (PETR4) recuou 2,21%, a R$ 9,30, enquanto o papel ordinário (PETR3) caiu 2,17%, a R$ 10,35. Já a ação preferencial da Vale (VALE5) perdeu 1,92%, a R$ 14,34. A ação ordinária (VALE3) fechou em queda de 1,52%, a R$ 18,20.
Quanto ao cenário político, os agentes receberam bem a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso de que as contas do governo devem ser analisadas em sessão conjunta do Congresso Nacional, e não separadamente pela Câmara dos Deputados ou Senado. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, a medida afasta a perspectiva de impeachment da presidente Dilma Rouseff, uma vez que afeta diretamente a articulação do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para apreciar as contas da presidente de 2014, sob análise no Tribunal de Contas da União (TCU).
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,87%, a R$ 3,483 na venda. Desta forma, a divisa norte-americana termina a semana com desvalorização de 0,71%, interrompendo uma sequência de sete altas semanais seguidas. No mês, o dólar acumula ganho de 1,71% e, no ano, alta de 31,01%.
Os agentes no mercado doméstico também repercutiram as sinalizações dadas pelo cenário político, em meio à calmaria no cenário internacional depois que o yuan interromper uma série de três dias de desvalorização – a medida trouxe preocupação ao mercado, que retirou investimentos de países considerados de maior risco, como o Brasil.
Ao mesmo tempo, o Banco Central voltou a rolar os contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em setembro, com a venda da oferta total de até 11 mil contratos. A autoridade monetária já efetuou a rolagem de US$ 4,367 bilhões, ou aproximadamente 44% do total de US$ 10,027 bilhões. Caso o ritmo seja mantido, todo o lote será realocado.
Para segunda-feira, os agentes aguardam a divulgação dos dados de arrecadação federal, balança comercial, IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) e o relatório Focus no Brasil; além da balança comercial da zona do euro e os dados de manufatura nos Estados Unidos.
(Com Reuters)
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